PT tenta “apagar” o ano de 2005 de sua história. Não adianta: nós não esqueceremos!

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A cena seria cômica, se não fosse deplorável; se não revelasse o terrível zeitgeist, o “espírito do tempo” do PT no poder. O partido da presidente Dilma instalou uma espécie de “linha do tempo” nos corredores do Congresso para celebrar (cruzes!) os 10 anos aboletado no poder. Estranhamente(?), “esqueceram” (e não há como não traçar o velho paralelo com o velho assassino de massas Stálin, que apagava seus antigos aliados feitos desafetos das fotos oficiais, riscando-os dos registros. E da vida. O tirano bigodudo mandava bala nos inimigos!) de 2005, o ano do MENSALÃO, o maior escândalo de corrupção da República, protagonizado por ZéDirceu e sua intrépida, maléfica, corruPTa e condenada trupe. Parlamentares do Democratas, solícitos, ajudaram o PT em seu esquecimento e prepararam o painel acima. Os petistas, indignados -pois achavam que ninguém mais se lembrava do MENSALÃO- soltaram as frangas, e os dólares voaram das cuecas petistas presentes.  A confusão continuou no plenário; um petista vovô deplorável (não, não foi o Suplicy), tentando interromper o discurso de um deputado oposicionista, estapeou-lhe o ombro. Sorte que Sua Excrescência já não conta com a mesma força de sua juventude, e o tapa foi tão patético, fraco e irrelevante quanto a atitude do velhinho antidemocrático. Definitivamente, o PT não sabe conviver bem com duas coisas: a verdade e a crítica. O tempora, o mores

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O jeito certo de “errar”

Por Rica Perrone. Adoro quando falam bem do meu GALO!

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O Galo joga de forma ofensiva. É raro um time que tenha a coragem de ter 4 caras o tempo todo agredindo. Cuca tem coragem, na mesma medida que tem suas manias.

Outros em seu lugar teriam desistido há muito tempo de suas convicções, afinal, sabemos o que dizem a cada campeonato perdido.

Sabemos também que “ir pra cima” é elogiável só quando ganha. Amanhã, se eliminado neste mesmo esquema de jogo, vai chover gente dizendo que deveria ter se preocupado com o gol fora, que a Libertadores é mata-mata, não pode se expor tanto, bla bla bla.

Cuca rasga o manual.

Lá, numa “estréia” internacional após tantos anos, jogou como quem joga no CT em dia de rachão.  Foda-se os donos da casa, a pressão, a lenda do futebol argentino.

Cuca foi mais o Galo, e fez história.

São só 3 pontos na tabela, mas é uma dose de confiança que um 0×0 apertado e recuado jamais daria a este time.

O último convicto de suas idéias até o final que conheci se chamava Telê, e o Galo o conhece bem. Não, não estou comparando nada na carreira deles, mas até poderia, já que a fama é idêntica proporcionalmente a idade.

Se for um erro ousar, Cuca erra do jeito certo.

Errado é não saber o que quer, como quer e mudar a cada crítica que ouve.

O Galo precisa de resultados tanto quanto o Cuca. Os dois vivem as sombras da desconfiança de uma mídia que não sabe o que quer, nem como quer. Mas que não vai aliviar quando o “erro” aparecer.

Mesmo que este erro me faça concordar, este post está aqui pra me impedir de amanhã, covardemente, dizer que não concordei com o esquema ofensivo do Cuca numa Libertadores.

Concordo sim. E mesmo se perder por isso, continuarei concordando.

Títulos são consequência de algo ousado, não o contrário.

Usaram terno, botaram respeito.

Agora voltem de chinelo, pois o placar já diz tudo que a América do Sul precisa saber.

abs,
RicaPerrone

A lenda está de volta. Are you ready? Let’s get it on!

Quem acompanha lutas de MMA há tempos certamente lembra dele: Tank AbbotT, um dos mais folclóricos lutadores, está de volta. No Sportv:

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A barbicha mais famosa do MMA está de volta. O folclórico Tank Abbott, um dos lutadores mais populares das primeiras edições do UFC, vai calçar as luvas novamente para lutar em 13 de abril deste ano, pelo King of the Cage, em Oroville, Califórnia. Aos 47 anos de idade, Tank enfrentará Ruben Villareal, de 43 anos, em sua primeira luta oficial desde 2009.

– Um verdadeiro guerreiro nunca guarda sua espada. O King of the Cage é parecido com o UFC, é uma versão menor que o UFC. É a hora certa, num bar, então vou vestir as luvas e me divertir. Quem sabe, talvez eu lute mais depois. O que importa é me divertir – afirmou David “Tank” Abbott, em entrevista exclusiva ao SPORTV.COM.

Abbott, porém, não considera que esteja parado há tanto tempo. Com 24 lutas no cartel oficial – 10 vitórias e 14 derrotas – ele conta entre seus combates uma luta realizada num quintal de casa com Scott Ferrozzo, há pouco mais de um ano. O vídeo da briga virou sucesso no Youtube.

– Lutei em dezembro de 2011, num quintal em Ohio, nas regras antigas do UFC. Sem limite de tempo, sem regras, contra o cara que eu enfrentei no UFC há muitos anos, Scott Ferrozzo. Eu lutei machucado na época e eu queria bater nele, então fui lá e bati nele. Um cara me ligou e disse que me daria uma boa grana para enfrentar Ferrozzo. Ele não sabia, mas eu o faria de graça. Então, peguei o dinheiro e enfiei a mão nele – disse o lutador, que está disponível para lutar em qualquer lugar desde que receba o valor certo.

– Claro. Eu estou sempre a fim de uma boa luta, não ligo.

Tank Abbott virou sensação logo em sua estreia no UFC 6, quando conseguiu um dos nocautes mais incríveis da história da companhia, contra John Matua, em apenas 18s. Seu visual e atitude de “brigador de bar” o tornaram um dos lutadores mais populares de sua era, mas ele nunca conseguiu um título na organização. Tank perdeu lutas clássicas contra Vitor Belfort e Pedro Rizzo, e acabou mandado embora após sofrer três derrotas consecutivas após a compra do evento pela Zuffa. Tank ainda lutou MMA pelo Pride, Strikeforce, Cage Rage e EliteXC, mas foi derrotado em todos. Em fevereiro de 2009, sua última luta oficial, nocauteou Mike Bourke em apenas 29s , num evento promovido pelo ex-UFC Ken Shamrock.

Seu adversário, Ruben Villareal, tem 20 vitórias e 25 derrotas no MMA. Ele vem de sete derrotas em oito lutas, mas fez dois combates em 2012 e venceu pela última vez em dezembro de 2011, ao nocautear outra lenda dos primeiros dias do UFC, Don Frye.

Tudo dentro da normalidade

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Por João Ubaldo Ribeiro, no Estadão:

O comecinho de tarde anunciava mais calor, no famoso boteco leblonino Tio Sam. Ainda mais agora que uma porta do meio, dessas corrediças de ferro, quebrou e resolveu ficar permanentemente fechada, bloqueando a ventilação. Segundo a opinião geral, a situação deverá perdurar mais alguns meses, enquanto Chico, o filosófico português da Beira Alta que é dono do estabelecimento, resolve se vai consertá-la. Chico pauta sua conduta pelo que chama de Filosofia da Normalidade, segundo a qual ele é normal e tudo o que é diferente dele não é normal. Ele não me falou, mas tenho certeza de que está ponderando sobre se é normal querer a reabertura da porta. Além disso, os calorentos contam com os ventiladores da casa, embora se avolumem as queixas de que a aragem deles esquenta o chope nos copos.

– São uns anormais – rebate Chico. – Onde já se viu vento esquentar alguma coisa? O normal é o vento esfriar. O senhor já viu alguém soprar na xícara para esquentar o café? Se fosse assim, eu comprava um fole e economizava gás de cozinha. Mas minha cozinha, infelizmente, é normal.

E dessa forma, porta do meio fechada e ventiladores em ação, se iniciou o que prometia ser uma tarde modorrenta e vagarosa, posta em marcha aos poucos por uma discussão sobre o verdadeiro início do ano. Chegou-se à conclusão de que é necessário rever a antiga ideia de que o ano brasileiro só começa depois do carnaval. A convicção mais moderna é a que situa esse começo pouco depois da Semana Santa. Tanto assim, arguiram os defensores desta tese, que nada de fato está acontecendo depois deste último carnaval, nem parece que vai acontecer. E a única atividade intensa e séria em que a nacionalidade se envolve é o planejamento do feriadão da Semana Santa e a redação de um e-mail padrão, deixando tudo para depois dele.

– Os senhores mesmos me dão razão – disse Chico. – É isso mesmo. Só mando consertar essa porta depois da Semana Santa. Eu não tinha atinado direito, mas é o normal.

O ambiente se ressentia claramente da ausência do comandante Borges, que a essa altura já teria feito alguma denúncia inflamada, mas se animou um pouco diante da lembrança do feriadão. Com essa história de lei seca, manda a prudência antecipar as dificuldades. Geralmente um rapaz afável e sorridente, Dick Primavera, assim alcunhado por capitanear uma empresa de ar condicionado que garante clima ameno a seus fregueses, levantou a voz para exprimir vibrante indignação. Esses caras em Brasília, ou onde lá seja que eles se escondem, fazem as coisas e não imaginam as consequências, quem quiser que se vire, depois que eles aprontam as besteiras deles.

– Não estou querendo me referir nem ao vinho do padre nem ao do rabino – disse ele. – Já estou até esperando o porta-voz de uma agência do governo aí dizer que, nesse caso, eles que tomem suco de uva, que é a mesma coisa e tem a vantagem de não conter álcool.

Nada de padre ou rabino, que podem apelar para seus pistolões lá em cima, mas o cidadão comum, que muito mal conta com um santo assoberbado por trabalho até o pescoço, entre novenas, despachos e todo tipo de prece e promessa. Imagine-se o jovem ali mesmo do Leblon, que se engraçasse com uma moça de Niterói. Como é que ele iria de lá para cá, sem beber nem um chopinho no sábado à noite? Amor impossível, tragédia de cinema mesmo, porque o namoro não ia suportar uma convivência completamente abstêmia, nem o bolso do cara ia aguentar pagar uma corrida de táxi interurbana toda hora. Quer dizer, discriminação, segregacionismo.

Observou-se que já anunciaram que os futuros bafômetros detectarão o uso de maconha e de cocaína, sem dúvida um grande progresso. Mais adiante, a lei dará um passo à frente e fará detectar também o consumo de tabaco, a essa altura já proibido, a não ser dentro de câmaras individuais com filtros exaustores. Outras substâncias execráveis serão acrescentadas à lista e, finalmente, ninguém poderá tomar controladores do apetite, cheirar rapé, ingerir ansiolíticos, chupar bombons contendo aditivos ou corantes suspeitos, beber chás estimulantes ou calmantes e assim por diante. Claro que vai continuar a ser possível encher a cara, pegar o carro, matar quatro e aleijar 11, pagar fiança, responder em liberdade e ser condenado a seis anos em regime semiaberto, com soltura em dois anos, ou não ser nunca condenado a nada. E beber antes de atropelar é essencial, porque, se o atropelador estiver bêbedo, o homicídio é culposo, dá ainda menos dor de cabeça.

Daí a mais algum tempo, a tarde, já embalada, se completou. Apeando de sua bicicleta elétrica de última geração, o comandante Borges adentrou o recinto. Pena que não tivesse estado presente na hora, para dar sua contribuição ao debate sobre atropeladores, embora se saiba que provavelmente opinasse pela pena de morte para todos os implicados. O comandante tem ideias muito enfáticas e é a favor de tolerância zero para qualquer coisa.

– Vocês estão festejando? – disse ele, antes mesmo de sentar-se. – É o fim da miséria que vocês estão festejando? A miséria acabou! Vamos acrescentar um real à renda de todos os pobres e aí eles mudam de categoria estatística. Quer dizer, o sujeito continua passando fome e bebendo lama, lá no Nordeste, mas aí vai lá o funcionário e mostra a ele a estatística: “Olhe aqui, você não é mais miserável, deu no jornal”. Vocês sabem de que é que este país precisa? É de forca! Forca! Não é nem fuzilamento, é forca neles!

– Isso não é normal – disse Chico. – O normal é forca em nós. É melhor o senhor parar de dizer estas coisas, porque eles podem gostar da ideia.

E, por falar em Oscar, o Framboesa de Ouro vai para…

 

E o menos cobiçado prêmio da indústria cinematográfica vai para...

E o menos cobiçado prêmio da indústria cinematográfica vai para…

 

No Globo.

O último capítulo da saga de “Crepúsculo” dominou no sábado (23), com sete estatuetas, a “antipremiação” Framboesa de Ouro, um evento que reconhece o pior do cinema, que também recompensou a cantora Rihanna e um velho favorito do evento, Adam Sandler.

“A Saga Crepúsculo: Amanhecer – Parte 2” venceu o Framboesa de Ouro nas categorias de pior filme, pior atriz (Kristen Stewart), pior ator coadjuvante (Taylor Lautner), pior casal de cinema (Lautner e Mackenzie Foy) e pior elenco.

O longa-metragem levou ainda os prêmios de pior remake e pior diretor para Bill Condon.

Mas “Amanhecer” não conseguiu superar o recorde estabelecido ano passado por ‘Cada um tem a gêmea que merece’, com Adam Sandler, que venceu em 10 categorias.

Sandler não saiu de mãos vazias na 33ª edição dos “Razzies” e venceu pelo segundo ano consecutivo na categoria pior ator por “Este é o meu Garoto”, que também foi considerado o pior roteiro.

A cantora Rihanna venceu como pior atriz coadjuvante por sua estreia no cinema em “Battleship”.

O Framboesa de Ouro, que tem os vencedores anunciados na véspera do Oscar, é considerado o antídoto à cerimônia anual da Academia.