O primeiro colunista da história da imprensa que não sabe escrever em nenhum idioma

Impagável! Augusto Nunes, na Veja:

Como atestam os garranchos de jardim de infância acima reproduzidos, o ex-presidente Lula não consegue rabiscar sequer anotações na língua do país onde nasceu e sempre viveu. Não junta meia dúzia de palavras sem desferir ferozes pontapés na gramática ou na ortografia. Incapaz de expressar-se por escrito em português, nada sabe de inglês ─ nem  redigir corretamente um tanquiú. Para ele, qualquer ajuntamento de vogais e consoantes é grego.

Antes da estreia no The New York Times, o novo colaborador merecia ser apresentado aos leitores do jornal americano numa reportagem de pelo menos duas páginas na editoria de Ciência. É o primeiro colunista da história da imprensa que não sabe escrever em nenhum idioma.

Seu Viriato é pobre. Seu Viriato contribuiu 38 anos com o INSS. Seu Viriato usa camisa e sapato que os assassinos de sua filha não usariam. Seu Viriato não cheira cocaína. Seu Viriato agora procura um emprego aos 70 anos. Ninguém chama seu Viriato para escrever artigo.

O Brasil petista sempre dá um jeito de descer um pouco mais ao esgoto moral e intelectual.

Leiam post do reinaldo Azevedo sobre a situação em que ficará a família da dentista brutal e covardemente assassinada por canalhas vagabundos, acobertados pela frouxidão do Estado e de “intelectuais” de esquerda. Na Veja

Vejam esta imagem, publicada no Estadão, em foto de Nilton Fukuda.

São os pais da dentista Cinthya Magaly Moutinho de Souza, devastados pela dor. Olhem as roupas. É gente de remediada para pobre, que luta para sobreviver. Nenhum daqueles vagabundos que mataram Cinthya aceitaria usar os sapatos gastos de seu Viriato Gomes de Souza, que tem 70 anos e contribuiu 38 anos para a Previdência Social.

Nenhum daqueles vagabundos aceitaria sair à rua com uma camisa modesta como a de seu Viriato, que ele pagou com o seu trabalho.

Seu Viriato não tem Audi.
Seu Viriato não cheira cocaína, a exemplo do “menor” que matou a sua filha.

OS BACANAS QUEREM DESCRIMINAR A COCAÍNA. O deputado petista Paulo Teixeira (SP) quer que seja permitido aos brasileiros portar cocaína para até 10 dias de consumo sem que isso seja considerado crime. Os que redigiram a nova proposta de Código Penal acham que é muita coisa. Eles acham que tem de ser apenas para cinco dias. Seu Viriato e sua mulher terão agora de achar um jeito de sobreviver, enquanto pensadores pendurados nas tetas do Estado querem descriminar as drogas.

Seu Viriato tem uma filha deficiente. A irmã dentista era o esteio da casa. Agora ela está morta porque o menor, o que estava cheirado, ficou irritado com o fato de ela só ter R$ 30 na conta bancária. Ele precisava cheirar mais, ora essa!, e a dentista não tinha dinheiro suficiente para alimentar o seu gosto. Os bacanas acham que seu Viriato deve ajudar a pagar o tratamento do “doente” que matou a sua filha. Mas também acham que se deve descriminar o porte de cocaína para até 10 dias de consumo, cinco quem sabe…

Mesmo transtornado pela dor, seu Viriato deu uma entrevista ao Estadão desta segunda. Vai reproduzido um trecho. Volto em seguida.

Voltei
Seu Viriato é um homem de bem.
Seu Viriato é um homem sensato.
Seu Viriato contribuiu 38 anos com o INSS
Seu Viriato tem 70 anos.
Seu Viriato procura um emprego.
Seu Viriato tem uma filha deficiente
Cinthya, a filha dentista de seu Viriato, cuidava da filha deficiente de seu Viriato.

Sabem o que a Maria do Rosário falou para seu Viriato? Nada!
Sabem o que o Gilberto Carvalho falou para seu Viriato? Nada!
Sabem o que José Eduardo Cardozo falou para seu Viriato? Nada!

Ou melhor: todos eles falaram. Eles falaram o seguinte para o seu Viriato: “Queremos o assassino de sua filha na rua daqui a, no máximo, três anos”.

Por Reinaldo Azevedo

 

Fragmentos

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“Ter invertido a hierarquia natural e justa, fazendo da opinião pública -rainha da tagarelice- o juiz da interioridde humana, é talvez o pecado original da cultura contemporânea onde cada homem é obrigado, pela pressão exterior, a apagar do seu coração tudo aquilo que não seja confirmado pelo falatório dos vizinhos, até chegar à suma degradação de se ignorar por completo e de ter de ir à butique esotérica ou pscicoterapêutica a moda na esperança de comprar o último modelo de autoconhecimento prêt-a-porter…”

Olavo de Carvalho

Fragmentos

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Trabalhos de escritório (Julio Cortázar):

“Minha fiel secretária é das que tomam sua função ao pé da letra, e já se sabe que isso significa passar para o outro lado, invadir territórios, enfiar os cinco dedos no copo de leite para tirar um pobre cabelinho.

Minha fiel secretária se ocupa ou pretenderia ocupar-se de tudo em meu escritório. Passamos o dia travando uma cordial batalha de jurisdições, um intercâmbio sorridente de minas e contraminas, de saídas e retiradas, de prisões e resgates. Mas ela tem tempo para tudo, não só procura apropriar-se do escritório como cumpre escrupulosamente suas funções. Por exemplo, as palavras, não há dia em que não as encere, as escove, as coloque na prateleira exata, as prepare e enfeite para suas obrigações cotidianas. Se me vem à boca um adjetivo prescindível porque todos eles nascem fora da órbita de minha secretária -e de certa maneira de mim mesmo-, já está ela de lápis na mão agarrando-o e o matando sem lhe dar tempo de colocar-se ao restante da frase e sobreviver por descuido ou por hábito. Se eu deixasse, se neste mesmo instante eu deixasse, ela jogaria estas folhas na cesta, enfurecida. Está tão decidida a que eu viva uma vida condenada, que qualquer movimento imprevisto a leva a erguer-se, toda orelhas, toda rabo em pé, tremendo como um arame ao vento. Tenho que disfarçar, e a pretexto de que estou redigindo um relatório, encher algumas folhinhas de papel cor-de-rosa ou verde com as palavras que eu gosto, com as suas brincadeiras, os seus saltos e as suas brigas raivosas. Enquanto isso, minha fiel secretária arruma o escritório, aparentemente distrída mas pronta para dar o bote. Na metade de um verso que nascia tão contente, pobrezinho, eu a ouço começar seu horrível guincho de censura, e então meu lápis volta a galope às palavras proibidas, risca-as correndo, ordena a desordem, fixa, limpa e dá esplendor -e o que sobra é provavelmente muito bom, mas essa tristeza, esse gosto de traição na língua, essa cara de chefe com sua secretária.”

Índio quer apito. E casa, celular, água encanada e energia elétrica.

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Reinaldo Azevedo (o título é meu), na Veja.com:

Escrevi aqui no domingo mais um post sobre o desastre que foi a decisão do STF no caso de Raposa Serra do Sol. Os arrozeiros foram expulsos da reserva, e se deu o óbvio: fome, desemprego, êxodo de índios — muitos foram morar em favelas e lixões. A Funai, as ONGs, a Fundação Ford e os deslumbrados europeus, que continuam em busca do “bom selvagem”, venceram.

Duas notícias, com nove dias de diferença, chamaram a minha atenção — notícias fora do eixo Rio-São Paulo; notícias do Brasil profundo. Ontem, o G1 Roraima, trazia a seguinte informação (em vermelho). Volto em seguida.
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Após estada em Boa Vista, o rei da Noruega, Harald V, seguiu nesta segunda-feira (21) com uma comitiva para a Reserva ianomâmi, região Novo Demini, no Amazonas. Segundo informações da Hutukara Associação ianomâmi, em Roraima, a visita à Reserva é um convite do líder indígena Davi Kopenawa.

Conforme a Hutukara, há mais de 30 anos a Noruega apoia o povo ianomâmi e, por isso, o líder indígena Kopenawa fez o convite para o rei conhecer a região. A Associação informou ao G1 que mais informações sobre a visita do rei na Reserva Indígena só poderão ser repassadas após o fim da missão.

Informações no site oficial da Embaixada da Noruega no Brasil relatam que, em 1983 autoridades norueguesas estabeleceram um apoio norueguês para os povos indígenas por meio de recursos destinados a Associações Indígenas e organizações não-governamentais (ONGs).

Segundo a Embaixada, a Noruega acredita que o apoio às organizações indígenas e indigenistas é fundamental para o desenvolvimento e fortalecimento desse povo para dar condições aos índios definirem o futuro desejado e o grau de integração com a sociedade não-indígena.

Voltei
Muito bem! Lembrei-me de um poema de Baudelaire, sobre o rei de um país chuvoso. Tinha tudo, tadinho!, mas nada conseguia lhe aplacar o tédio. A Noruega não é um país chuvoso, mas é um país gelado. De vez em quando, o rei fica com vontade de sentir um calorzinho, não é?, e vai buscar promessas tropicais idílicas. Os ianomâmis de manual são uma boa causa.

Mas me ocorreu também de ler uma notícia na Folha de Boa Vista. Aí temos os índios reais, não aqueles para mostrar para o rei. Reproduzo o texto. Volto para encerrar.
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Cerca de quarenta índios ianomâmis, entre crianças, jovens e adultos ocupam há três dias a quadra da escola estadual Manoel Augostinho de Almeida, na vila Antônio Ribeiro Campos, na região de Campos Novos, a 70 quilômetros da sede de Iracema, município no Centro-Sul de Roraima. Os indígenas alegam que deixaram a comunidade onde viviam, a Maiamase, na região do Catrimani, porque a malária estava dizimando famílias inteiras. “Perdi dois irmãos e outros parentes. Não temos gente lá na comunidade para cuidar da nossa saúde”, reclamou Joaquim Ianomâmi, um dos líderes.

A falta de comida também é motivo de reclamação dos índios. Eles garantem que não conseguem mais viver só da caça, pesca e da agricultura. “A gente também quer comida. Tá faltando lá na aldeia. Nossos filhos estão morrendo de malária e de fome”, lamentou Joaquim. Não bastasse isso, a comunidade Maimase ainda está em conflito com outras aldeias próximas. O prefeito de Iracema, Rarisson  Nakaiama (PSDB), teria dado carona aos índios até a quadra da escola, quando eles se aproximavam da vila. Os ianomâmis já tinham andado dez dias, da missão Catrimani até Campos Novos. Durante o percurso, uma índia grávida de dois meses morreu e foi enterrada na beira da estrada. Os parentes não souberam detalhar o local.

No início da tarde de ontem, desconsolado e distante dos outros, o marido da índia que morreu no caminho estava sentado no final da quadra, apenas observando a outra filha, de seis anos, correr pela área da escola. Ele não quis conversar com a reportagem. “Também queremos que a Funai (Fundação Nacional do Índio) vá pegar o corpo da parente que ficou para trás. Ela morreu porque estava muito doente de malária e por isso não aguentou, assim como outros parentes que ficaram lá na comunidade, também morrendo”, denunciou Joaquim.

O líder alega que só voltarão à aldeia Maimase quando a Funai disponibilizar médicos, enfermeiros e remédios. “Veio a metade, mas ainda ficou parente lá na comunidade. Só voltamos quando resolverem nossos problemas”. Os ianomâmis avisaram que, se ninguém resolver a situação, como forma de protesto, vão continuar a caminhada até chegar a Boa Vista. “A gente descobre o caminho. Queremos que a Funai nos dê assistência”, reivindicou.

O coordenador da Fundação Nacional do Índio em Roraima (Funai/RR), André Vasconcelos, informou no começo da noite de ontem, por telefone, que servidores da Fundação, anteontem, já teriam ido ao local com ônibus para fazer o translado dos ianomâmis de volta à comunidade Maiamase, mas eles teriam se recusado. “Pediram ferramentas e alimentação para voltarem, e já estamos providenciando isso. A situação é um pouco complicada porque eles têm conflitos étnicos com outras tribos”, ressaltou o coordenador.

Sobre a suposta epidemia de malária na comunidade Maimase, o coordenador adiantou que também vai verificar a denúncia junto às autoridades responsáveis pela saúde ianomâmi em Roraima.

DOAÇÕES No início da tarde de ontem, a professora Maria da Silva Mendonça e outras servidoras públicas ajudavam a servir o almoço às famílias indígenas. “A nossa comunidade doou roupas e comidas para eles. Estamos aqui ajudando, pois tem muitas crianças e até idosos”, comentou.

Pela manhã, a direção da escola suspendeu as aulas de Educação Física. “Muitos estão definhados devido à longa caminhada e por isso dormem um pouco mais”, justificou a professora. A escola estadual atende alunos das últimas séries do ensino fundamental e dos três anos do ensino Médio.

Encerro
A Funai, as ONGs e lideranças indígenas que aprenderam a falar uma espécie de linguagem sindical são eficientes na produção de proselitismo. No que respeita à assistência aos índios, no entanto, são de uma clamorosa incompetência. O rei da Noruega vai lá se embrenhar em alguma comunidade ianomâmi, tirar algumas fotos e depois volta para seu país gelado e para os mordomos invisíveis que administram o castelo.

A existência de uma Funai, que ainda insiste numa ideia de “preservação” da cultura indígena que congela a história, é uma estupidez anti-humanista. Sílvio da Silva, líder de um etnia de Raposa Serra do Sol, obrigado a sair da reserva para viver num lixão, definiu bem os valentes da fundação: “Eles querem que o índio volte a viver no passado, como viveram os nossos antepassados, que tinham raiz e usavam capemba de buritis [adereço] no pé, a bunda aparecendo. Hoje não, não quero fazer isso.”

Na mosca e no mosquito!

Livro mostra casos curiosos de como os filmes recebem os títulos no Brasil

Publicado por Julia Casotti na Gazeta:

“Perdidos na Tradução” é um livro que reúne mais de 200 títulos, entre bizarros e criativos, recebidos pelos filmes ao serem lançados no Brasil e em Portugal

Lost in Translation, que ajudou a dar nome ao livro, ganhou título de Encontros e Desencontros por aquiQualquer cinéfilo que acompanha as novidades da sétima arte, e por isso sabe com antecedência quais as produções estrangeiras que estão para estrear, geralmente fica surpreso quando os filmes finalmente chegam ao Brasil e recebem seus títulos em português. A certa altura, todos já se perguntaram quais os critérios para traduzir o nome de uma obra. 

Unindo a paixão pelo cinema com sua profissão de tradutor, o gaúcho Iuri Abreu, 37, reuniu em livro vários casos curiosos em “Perdidos na Tradução”. 

Publicados a princípio num blog, os mais de 200 nomes revelam ideias bizarras, títulos que entregam muito da trama e outros mais criativos que os originais, tudo dividido em cinco categorias – A Maldição do Subtítulo, Poesia Pura, Liberdade Total, Fiéis ao Original e Entregando o Jogo. Nas quase 300 páginas do livro, Abreu discorre com humor sobre cada escolha, destaca os méritos e as mancadas, e ainda compara com os nomes adotados em Portugal.

“Tinha curiosidade de saber se nos outros países também poderíamos encontrar pérolas, e percebi que sim. Inclusive, o título mais absurdo foi dos portugueses para “Pequena Miss Sunshine”. Eles escolheram “Uma Família à Beira de um Ataque de Nervos”, que remete ao filme do espanhol Pedro Almodóvar e é uma referência nada a ver”, analisa.

O tradutor afirma que uma das principais motivações para as escolhas é mercadológica. Vender uma comédia com palavras-chave como “loucura” e “atrapalhada”, filmes de terror com “maldição” e policiais com sinônimos de “crime” são constantes entre as escolhas.

Entretanto, ele reconhece que, às vezes, manter o nome original não é mesmo a melhor opção. “O ‘Poderoso Chefão’, por exemplo, é um dos clássicos que fica bem melhor do que ‘O Padrinho’. O mesmo acontece com “Bonequinha de Luxo” (que na tradução literal seria ‘Café da Manhã na Tyffany’s’)”, conclui.

Um dos criadores de títulos da distribuidora Playarte no país, Thiago Cardim explica que vários critérios são levados em consideração. “Sempre que dá para manter o original, mantenho. Mas precisamos lembrar que o ‘produto’ deve ser atrativo, chegar a diferentes públicos e ser de fácil assimilação. Temos uma profissão muito inglória (risos). As pessoas não têm ideia do quanto é difícil essa escolha. Faço uma lista de uns 40 nomes antes de eu e minha equipe escolhermos o melhor”, comenta.

Mancadas e acertos das traduções

A MALDIÇÃO DO SUBTÍTULO

Foto: Divulgação

Divulgação

Bonequinha de Luxo é um exemplo que a troca do título durante a tradução favorece o filme

American Pie – A Primeira Vez é Inesquecível (1999)
O original, “American Pie”, em tradução literal seria “Torta Americana”. Para Abreu, o complemento explica demais a história.

Blade Runner – O Caçador de Androides (1982)
O original, “Blade Runner”, significa corredor de lâminas, nada atrativo e de difícil tradução. Em português, remetendo à função do personagem: caçar e destruir androides.

Rambo – Programado para Matar (1982)
Em tradução literal, seria “Rambo – Primeiro Sangue”. Para Abreu, o adendo brasileiro parece se referir a um robô e não a um homem.

Debi & Loide – Dois Idiotas em Apuros (1994)
“Dumb & Dumber” (Burro & Mais Burro) ganhou uma adaptação para o português e um subtítulo dispensável, que entrega a história.


POESIA PURA

Assim Caminha a Humanidade (1956)
Em tradução literal, seria “Gigante”. O título em português ficou famoso e até se transformou em música de Lulu Santos. Abreu brinca e convoca o autor de tal criação a se manifestar.

Os Brutos Também Amam (1953)
O autor se surpreende com a criatividade da versão brasileira do filme, que no original chama-se “Shane”, nome do protagonista.

Bonequinha de Luxo (1961)
Para o autor, este é um dos maiores acertos. No original, é “Café da Manhã na Tyffany’s”.

O Poderoso Chefão (1972)
É quase uma unanimidade que a versão em português ficou melhor do que a tradução literal, “O Padrinho”.
 

LIBERDADE TOTAL

Apertem os Cintos, o Piloto Sumiu (1980)
Nao original, o nome é simplesmente “Avião”. Mas o besteirol ficou mais atrativo.

Noivo Neurótico, Noiva Nervosa (1977)
No clássico filme de Woody Allen, “Annie Hall”, os autores criaram uma versão difícil de ser esquecida.

O Lado Bom da Vida (2012)
A tradução literal seria “Manual dos Fios de Prata”, inspirado em ditado otimista em inglês, algo como “depois da tempestade vem a bonança”.

Uma Babá Quase Perfeita (1993)
“Mrs. Doubtfire” não funcionaria no país. O título escolhido consegue resumir bem a senhora interpretada por Robin Williams.
 

FIÉIS AO ORIGINAL

Bastardos Inglórios (2009)

Pequena Miss Sunshine (2006)

Kramer vs Kramer (1979)

Os Bons Companheiros (1990)

ENTREGANDO O JOGO

Curtindo a Vida Adoidado (1986)
Apesar de entregar que muita diversão espera o espectador, funciona o título para “Ferris Bueller’s Day Off” (o dia de folga de Ferris Bueller).

A Primeira Noite de um Homem (1967)
Ao pé da letra, “O Formado”. Em português, já revela que a virgindade de Dustin Hoffman é tema do longa.

Como se Fosse a Primeira Vez (2004)
Literalmente, seria “50 Primeiros Encontros”. Para Abreu, a versão em português dá a entender que é algo tão bom que parece sempre a primeira vez, e não devido à doença da protagonista.

Um Corpo que Cai
“Vertigo”, no original. Abreu não acha ruim a versão brasileira, mas critica a de Portugal, “A Mulher que Viveu Duas Vezes”.

Perdidos na TraduçãoConfira
Perdidos na Tradução
Iuri Abreu
BelasLetras, 284 páginas
Preço: 29,90.

 

 

Fragmentos XX

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“Cortaram a cabeça de um certo senhor, mas como depois estourou uma greve e não puderam enterrá-lo, esse senhor teve que continuar vivendo sem cabeça e arranjar-se bem ou mal.

Em seguida ele notou que quatro dos cinco sentidos tenham ido embora com a cabeça. Dotado somente de tato, mas cheio de boa vontade, sentou-se num banco da Praça Lavalle e tocava uma por uma as folhas das árvores, tratando de distingui-las e dar os respectivos nomes. Assim, depois de vários dias, pôde ter a certeza de que havia juntado em seus joelhos uma folha de eucalipto, uma de plátano, uma de magnólia e uma pedrinha verde.”

Julio Cortázar, em Acefalia