O ENCARGO DE APOLO – PARTE III

praia

Quem escreveu fui eu:

Caríssimos,

Por incrível que pareça, em apenas dois dias estouramos a meta: mais de 50 leituras para este modesto conto. Vocês estão frenéticos!

Segue abaixo a terceira parte do conto: nosso protagonista chega com sua esposa a um hotel meio suspeito…

Como vocês estão mandando bala, vamos dobrar novamente a meta, ok?

Agora, para liberar a quarta parte do conto, precisaremos atingir 100 leituras.

É com vocês: leiam, curtam, compartilhem, divulguem!

À luta, companheiros!

“Em circunstâncias normais, em hipótese alguma nós ousaríamos pisar um estabelecimento como aquele; naquela ocasião, não havia alternativa. Desci do carro e me dirigi ao alpendre; contudo, parei, assustado com o labrador colossal que me encarava, impassível, deitado ao lado de um homem que se balançava lenta e indolentemente numa velha e rangente cadeira de balanço.

O siôr dotôr não carece de se preocupar não, que o turno do Apolo velho de guerra aí só vai começar de noite…

Ainda desconfiado, sorri diante do gracejo do homem, mas apenas para tentar conquistar a sua simpatia. Eu precisava de combustível.

– Vocês vendem gasolina, perguntei.

– Vendemos, sim, siôr.

– Ótimo. Você poderia encher o tanque, por gentileza?

– Agora num vai possível não siôr.

– Por que não, perguntei, surpreso e desapontado.

– Purquê o nosso depósito num é aqui não.

– Onde é, então?

– O siôr dotôr cunhece as redondezas?

– Claro que não, respondi, já meio contrariado. O homem me parecia meio insolente para alguém que provavelmente não via um cliente há tempos. E o seu negócio deveria estar precisando desesperadamente de clientes…

– Intão num ia adiantá nada eu dizê onde que fica o depósito, num é mêrmo?

– Mas o senhor não pode mandar ninguém buscar o combustível para mim? Claro que eu pagarei por este incômodo.

– Infelizmente isso num vai possível não, dotô. Já vai anoitecê, e os meus empregado num vai querê ir lá buscá sua gasolina de jeito nenhum; principalmente hoje. Ademais, se nóis precisasse de dinheiro, nóistinha fechado essa espelunca há muito tempo, o siôr num acha?

Agora eu já estava completamente irritado com o sarcasmo daquele caipira; mas, por razões estratégicas –necessidade de gasolina, a presença de um enorme e (assim eu achava) ameaçador cão que não tirava os olhos de mim-, procurei manter a calma. Sue também já havia descido do carro e se aproximava. Sua reação ao ver Apolo foi bastante parecida com a minha.

– A senhora pode ficar tranquila; o nosso bom Apolo aqui ainda não está em seu horário de trabalho.

Fiquei surpreso com a fluência e correção verbal do dono do hotel ao falar com Sue, completamente diferente da fala repleta de erros e do sotaque carregado de caipira; definitivamente, ele havia decidido se divertir às minhas custas. Definitivamente, minha paciência foi para o brejo:

– Se o senhor não vai mandar buscar o combustível, onde eu posso conseguir comprar gasolina para seguir viagem?

– O próximo posto fica a duzentos quilômetro daqui. Se o siôr quisé se aventurá a prosseguir, boa sorte. Mas, se o siôr me permite eu me intrometê nos seus assunto particular, eu achava mió o siôr num se arriscá a andar por aí de noite. Especialmente essa noite.

Mais um alerta, pensei, irritado. Eu já estava ficando desconfiado da índole assustadiça dessa gente; talvez ele só estivesse tentando me manter por perto para arrancar de mim algum dinheiro. Se fosse possível, eu seguiria viagem naquele exato momento, sem me preocupar se iria parar no meio das Dunas ou se precisaria dirigir durante “essa noite”; infelizmente, prosseguir não era uma opção disponível.

– Há algum lugar por aqui onde podemos passar a noite, perguntei-lhe, contrariado.

– Claro que sim, respondeu ele, curvando-se todo em reverência e apontando seu estabelecimento decadente com um sorrisinho sarcástico crispando os cantos de seus lábios e olhos ressecados de caipira: sejam bem vindos às nababescas instalações do Grande Hotel Lua Vermelha.

– Há alguma outra opção, perguntei; Sue aplicou-me uma discreta, porém vigorosa, cotovelada de desaprovação.

– O mesmo lugar onde o siôr pode comprá sua gasolina…

Ele venceu. Derrotado, voltei ao carro, apanhei as nossas malas, subi os degraus do alpendre e, absolutamente calado, entrei no absurdo “Grande Hotel Lua Vermelha”, se é que este era o verdadeiro nome da espelunca -quem sabe isso não era apenas mais um deboche do nosso detestável anfitrião? Sue me acompanhou de perto; ao passar por Apolo, ela se agarrou com força ao meu braço. O caipira insolente nos seguiu; ele nem se deu ao trabalho de oferecer-se para carregar as malas. Fomos instalados num quarto no segundo andar; o vento incessante trazia o rumor do mar até nós. A praia ficava cerca de duzentos metros atrás do prédio; Sue quis aproveitar e assistir, da areia, o pôr do sol. Por mim, eu só sairia daquele quarto horrendo nas primeiras horas da manhã, apenas para me mandar dali; mas achei melhor fazer-lhe a vontade. Descemos.

Era uma praia extensa e larga, de areias muito brancas e mar de um belíssimo azul turquesa, quase transparente; os raios flamejantes do sol poente incidiam sobre a crista das ondas, gerando um lindo reflexo; o vento forte agitava as marolas e trazia do oceano uma densa bruma, dourada pelo sol, que se espalhava sobre a costa. Sue descalçou os sapatos e correu graciosamente pela areia túmida ao longo da orla, deixando que as ondas frias molhassem seus delicados pés; os cabelos negros e lisos esvoaçando ao vento. Fiquei parado, me deleitando com sua imagem. Minha esposa sempre foi linda e alegre; nos últimos tempos, esta alegria vinha desaparecendo. Recuperar aquele sorriso já fazia a dura viagem valer a pena. Sue correu em minha direção, sempre sorrido; ao chegar até mim, beijou-me e saiu correndo novamente. Talvez a noite trouxesse o resgate de outros hábitos nupciais…

CONTINUA…

PEQUENO CONTO LUNÁTICO

estrada

By myself, ou seja, fui eu mesmo quem fiz:

O carro avança a toda velocidade pela estrada deserta e poeirenta. Sem obstáculos nem piedade, o sol despeja sua majestade sobre o asfalto antigo e a lataria enferrujada, transformando o veículo num forno sobre rodas. O motorista dirige há horas. Finalmente, distingue uma silhueta ao longe, bruxuleando em meio às ondas de calor que emanam do chão. É um velho, pequeno e encurvado. Tem a pele engelhada de quem levou a vida a granjear o pão de cada dia debaixo do Sol. Ele está parado, esperando sabe Deus o quê. O motorista reduz a velocidade ao se aproximar do velho solitário, até parar o carro ao seu lado. Abre o vidro. Apesar de cansado, irritado e com sono, sorri ao abordar o ancião:

– Boa tarde, senhor.
– Tarde…
– O senhor sabe me dizer se esta é a estrada que leva para a Lua?

O ancião hesitou, parecendo achar que seus ouvidos já um tanto moucos o enganavam:

– Vosmicê disse: estrada para a Lua?
– Sim, foi isso mesmo que eu perguntei…

O velho caiu na gargalhada, deixando à mostra as gengivas há tempos desfalcadas da maioria dos dentes. A reação inusitada deixou o motorista ainda mais irritado. Por fim, o pequenino homem falou:

– Mas é claro que esta estrada não vai dar na Lua!

Quando o motorista se preparava para continuar sua jornada, o velho completou:

– Todo mundo sabe que a estrada para a Lua é para o outro lado…

O motorista virou o carro para o outro lado da estrada que ia dar na Lua, deixando o velho na sua solidão de cada dia. Este, enquanto observava o carro se afastando a toda velocidade, pensou em como as pessoas da cidade são mal educadas.

3 erros estúpidos que mudaram o rumo da História

Essa é para quem acredita em teorias da conspiração…

Um bom professor de História consegue fazer com que salas repletas de crianças ou adolescentes fiquem em silêncio, afinal é ou não é fascinante aprender sobre questões que, de uma maneira ou de outra, acabaram moldando o mundo que conhecemos hoje?

Elementos como política, religião e cultura estão diretamente relacionados com muitos dos conteúdos que aprendemos em sala de aula – o que você talvez não saiba é que muitos eventos históricos foram moldados por pequenos erros humanos. O Cracked fez uma lista de fatos curiosos a respeito desse assunto. Confira:

1 – Sabia que o Titanic afundou porque alguém esqueceu a chave de um armário?

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A história que todo mundo conhece, inclusive graças ao filme, relata o naufrágio como consequência de uma colisão contra um iceberg. Há, no entanto, outra teoria bem interessante que explica por que o navio mais famoso de todos não viu o iceberg a tempo de desviar.

Alguns pesquisadores defendem a teoria de que uma pessoa estava encarregada de procurar por possíveis icebergs, mas acabou ficando sem acesso ao binóculo do navio. O funcionário em questão se chamava Fred Fleet, que foi um dos poucos trabalhadores do navio que sobreviveram.

Foi Fleet quem viu o iceberg pela primeira vez e, quando contou detalhes do acidente, disse que se tivesse acesso a um binóculo, possivelmente veria o iceberg antes, talvez tempo o suficiente para evitar a tragédia.

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Você deve estar perguntando por que é que Fleet não recebeu um binóculo, e a resposta para isso é simples: o equipamento estava trancado em um armário e ninguém tinha a chave. Antes de o navio partir, a empresa que promoveu o cruzeiro fez algumas mudanças e acabou substituindo um dos comandantes do navio. A ideia foi colocar uma pessoa mais experiente à frente do cruzeiro, para evitar acidentes com icebergs.

No final das contas, o comandante demitido de última hora não percebeu que estava com as chaves do armário em seu bolso, e o Titanic partiu em direção a seu destino trágico. A chave ficou na família do comandante substituído e só se tornou conhecida em um leilão em 2012. O armário não foi arrombado, o binóculo não foi usado e o iceberg não foi visto quando ainda dava tempo de desviar. E aí, essa teoria faz sentido para você?

Para muitos, essa versão é considerada sensata e verdadeira. Tanto é assim que, em 2012, quando o acidente completou 100 anos, algum “engraçadinho” deixou um binóculo sobre o túmulo de Fleet.

2 – O motivo por trás da queda do Muro de Berlim

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A queda do Muro de Berlim, em 1989, foi um marco democrático não só para o país alemão, mas para o mundo todo. Você lembra o exato momento em que a queda do muro foi decretada? Independente de qual seja seu palpite, é provável que você não aposte que o muro foi derrubado por causa de um erro de discurso, certo?

Antes da queda, a Alemanha Oriental decidiu pegar leve com relação às restrições de viagem entre um lado do país e outro. O responsável por divulgar as boas novas foi o político Gunter Schabowski que, no dia 9 de novembro de 1989, data de queda do muro, segurava um documento que acreditava ser mais um discurso político pronto e, portanto, acabou não lendo o conteúdo.

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No final das contas, o discurso era tão entediante que funcionou quase como um sonífero coletivo. Alguns jornalistas chegaram a entender a mensagem de maneira errada e acreditaram que Schabowski estava anunciando o fim permanente das restrições de viagem.

Quando foi questionado a respeito da data de início da medida, Schabowski, que não tinha lido o próprio discurso, não quis mostrar que não sabia qual era a data e respondeu: “imediatamente, imediatamente”. Foi o que bastou para que jornalistas do mundo todo divulgassem a notícia de que a Alemanha Oriental havia acabado de decretar o cancelamento do Muro de Berlim, afinal, se não havia mais restrições, para que manter o muro?

A muvuca foi tanta que as autoridades não conseguiram reverter a situação e ficaram com medo de desmentir a história e deixar uma multidão furiosa. O muro foi derrubado, a Alemanha voltou a ser uma só e Schabowski deve ter aprendido a ler seus discursos com antecedência.

3 – Pelo visto, os nazistas perderam a Normandia porque um de seus oficiais tirou uma semana de folga

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Você já ouviu falar do soldado alemão Eewin Rommel? O cara era considerado um dos melhores estrategistas de guerra de todos os tempos e, por isso, foi encarregado de defender a Europa da invasão aliada, que ficou conhecida depois como a Batalha de Normandia e também como Dia D.

De fato, a invasão aconteceu, mas Rommel não estava lá. O motivo? No dia anterior, ele decidiu tirar folga e foi para casa, visitar sua esposa, pois era aniversário dela. Confiante, Rommel acreditou que seu exército não seria atacado tão cedo, sem nem fazer ideia de que muitos navios seguiam viagem em direção à França.

Soldados alemães que sobreviveram ao ataque relatavam que se Rommel estivesse presente durante a invasão, a batalha teria sido completamente diferente. Há rumores de que os soldados tentaram ligar para Hitler, que não atendeu ao chamado porque estava dormindo e ninguém tinha autorização para acordar o líder nazista.

75 celebridades que você nunca mais será capaz de ver da mesma forma

publicado no Buzz Feed

1. A Ke$ha tem um QI de 140 e conseguiu 1500 pontos na prova SAT (uma prova feita no ensino médio, usada para entrar em universidades nos EUA).
2. O nome verdadeiro da Oprah é Orpah.
3. O nome verdadeiro de Marilyn Manson é Brian.
4. Leonardo DiCaprio foi batizado com o nome de Leonardo porque a sua mãe grávida estava admirando uma obra de Leonardo Da Vinci em um museu na Itália quando o DiCaprio chutou pela primeira vez.
5. Tim Allen foi detido em 1978 por posse de 635 gramas de cocaína e ficou preso por dois anos.
6. A mãe de Justin Timberlake era a tutora legal do Ryan Gosling enquanto eles filmavam o “The Mickey Mouse Club”.
7. Jerry Springer foi o prefeito de Cincinnati, no Ohio.
8. Steve Buscemi foi um bombeiro da cidade de Nova Iorque quando jovem.
9. Quando Madonna se mudou para a cidade de Nova Iorque, ela trabalhou no Dunkin’ Donuts. Ela foi demitida porque esguichou geleia em um cliente.
10. Christopher Walken viajou com o circo quando tinha 15 anos, como domador de leões.
11. O primeiro filme de Sylvester Stallone foi um pornô chamado “Party at Kitty and Stud’s” (‘O Garanhão Italiano’, no Brasil).
12. Sean Connery usou peruca em todos os filmes do James Bond que fez.
13. O nome verdadeiro do Chuck Norris é Carlos.
14. Elvis era loiro natural. Ele começou a tingir seu cabelo de preto no colégio.
15. Johnny Depp sofre de coulrofobia. Ele tem medo de palhaços.
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16. O nome do meio de Nicolas Cage é Kim.
17. Alanis Morissette tem um irmão gêmeo chamado Wade.
18. Ashton Kutcher também é gêmeo. O nome do seu irmão é Michael.
19. Mais um último casal de gêmeos: Scarlett Johansson é gêmea. Ela é três minutos mais velha que seu irmão Hunter Johansson.
20. Martin Lawrence nasceu na Alemanha.
21. Justin Timberlake é a voz da campanha “I’m Lovin’ It” (“Amo Muito Tudo Isso”), em inglês.
22. O nome verdadeiro de Bruno Mars é Peter Gene Hernandez.
23. O nome verdadeiro de Miley Cyrus é Destiny Hope.
24. O nome verdadeiro de Ashton Kutcher é Christopher.
25. Brandy matou alguém em um acidente de carro. Ela demorou para frear.
26. Laura Bush também matou alguém em um acidente de carro.
27. O nome do meio de Michael J. Fox é Andrew.
28. Anne Hathaway queria ser uma freira quando crescesse.
29. A Dra. Ruth Westheimer foi treinada como franco-atiradora israelita.
30. Adele e Taylor Swift são praticamente da mesma idade. Adele tem 25. Taylor Swift tem 24.
31. R. Kelly é analfabeto.
32. Ryan Gosling quase foi do Backstreet Boys. Foi oferecido a ele um lugar na banda.
33. Mark Wahlberg foi preso por 45 dias por bater em um homem vietnamita em um ataque que acreditava-se ter sido motivado por questões raciais.
34. Martin Luther King Jr. era muito fã de “Jornada nas Estrelas”. Nichelle Nichols, atriz do seriado, foi na verdade convencida a continuar no programa depois de se encontrar com ele.
35. O olho de David Bowie é permanentemente dilatado por ter participado de uma briga quando tinha 15 anos.
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36. Steve Jobs costumava aliviar o stress molhando seus pés nas privadas dos escritórios da Apple.
37. Quando Bill Murray tinha 20 anos, ele foi preso no aeroporto de Chicago (O’Hare) por tentar contrabandear 4,5 quilos de maconha em um avião.
38. Martha Stewart era uma modelo de moda.
39. Uma vez, Nicolas Cage comprou um polvo de estimação porque ele pensou que iria ajudá-lo na sua atuação.
40. O pai de Woody Harrelson era um assassino de aluguel.
41. Joaquin Phoenix foi criado em um seita. Seus pais criaram ele e seus irmãos na seita “Children of God” (Meninos de Deus) até 1978.
42. Tom Cruise foi a inspiração para os maneirismos de Christian Bale em “Psicopata Americano”.
43. Leigton Meester nasceu na prisão quando a mãe dela estava cumprindo pena por contrabando de drogas.
44. Leonardo DiCaprio tem uma tartaruga-de-esporas-africana de 17 quilos. Ele conseguiu a tartaruga depois de ir à conferência de Criadores Norte Americanos de Répteis e pedir o maior animal que eles tinham. A tartaruga pode chegar aos 80 anos.
45. Jim Carey abandonou a escola quando ele tinha 16 anos e trabalhou como zelador.
46. Tom Cruise tem um rosto assimétrico.
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47. Nicolas Cage já usou cogumelos alucinógenos com seu gato.
48. Nicolas Cage também já foi perseguido por um mímico. “Eu fui perseguido por um mímico — silencioso, mas talvez mortal. De alguma forma, esse mímico aparecia no set do filme ‘Vivendo no Limite’ e começava a fazer coisas esquisitas.”
49. Jennifer Lawrence era a cara do Justin Timberlake em 1999.
50. Tim Curry fez a voz de Nigel Thornberry no desenho animado “Os Thornberrys”.
51. Jackie Chan participou de um filme pornô.
52. J.K. Rowling foi despedida do seu emprego como secretária porque ficava sonhando acordada demais. Depois disso, ela escreveu os livros “Harry Potter”.
53. Dennis Rodman tem 28 irmãos.
54. James Lipton foi um cafetão na França.
55. Natalie Portman teve publicações em DUAS revistas científicas.
56. Tom Hanks é parente de Abraham Lincoln. Ele é primo de terceiro grau dele, separados por quatro gerações.
57. Emma Stone não é uma ruiva natural. Ela é na verdade loira.
58. Christina Hendricks também não é ruiva natural. Ela também é loira.
59. Tom Hanks já esteve matriculado em uma escola seminarista para se tornar um padre.
60. Samuel L. Jackson fez parte de um grupo de estudantes que manteve administradores na Morehouse College reféns, um dos quais era o Martin Luther King (pai).
61. Kobe Bryant é fluente em italiano. Veja aqui.
62. Ryan Reynolds e Alanis Morissete namoraram de 2002 a 2007.
63. Rob Lowe é surdo do ouvido direito. Isso pode ter ocorrido devido a um caso não diagnosticado de caxumba.
64. Matthew Perry perdeu parte do seu dedo médio devido a uma batida acidental de porta.
65. Matthew McConaughey tem pavor de portas giratórias.
66. Tyra Banks tem pavor de golfinhos.
67. Louis CK é um cidadão mexicano.
68. Jeremy Renner foi um maquiador bem sucedido antes de se tornar um ator.
69. Al Roker e Lenny Kravitz são primos de segundo grau.
70. O certo é Ri-enna, não Ri-ana.
71. O tio de Jason Sudekis é o Norm do “Cheers”.
72. O Flea, do Red Hot Chili Peppers, fez a voz de Donny no filme “Os Thornberrys”.
73. Jaleel White, o Urkel, fez a voz do Sonic no “Sonic the Hedgehog”.
74. Ed O’Neil, também conhecido como o pai em “Um Amor de Família”, é faixa preta em jiu-jitsu brasileiro.
75. Megan Fox tem braquidactilia (dedos da mão que se parecem com dedos do pé).
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O ENCARGO DE APOLO – PARTE II

CASARÃO

por eu mesmo:

Caríssimos, atingimos rapidamente a meta de 25 leituras para a primeira parte de O ENCARGO DE APOLO; espero que vocês tenham gostado!

Segue abaixo a segunda parte deste continho de mistério; agora, que tal alçarmos voos mais altos? Nossa meta agora é de 50 leituras; quanto mais rápido chegarmos a ela, mais cedo postarei a terceira parte do conto.

Portanto, não perca tempo: leia, compartilhe, curta, comente em casa, no trabalho, na mesa do bar, na rua, na fazenda, numa casinha de sapê… Ao conto!

O ENCARGO DE APOLO – PARTE II

…havia horas, porém não encontrávamos o menor sinal da maldita cidade. Consultáramos inúmeras vezes o mapa; tudo em vão. Aparentemente, a cidade tinha simplesmente desaparecido, evaporado no ar ou engolida pela terra! Sue estava à beira de um ataque de nervos, a cada minuto lançando sobre meus ombros a responsabilidade pela desagradável situação. O irônico é que esta viagem –ideia minha, claro- era exatamente para tentarmos apaziguar nossa beligerante e desgastada relação. O calor sufocante (claro que eu havia me esquecido de verificar o maldito ar-condicionado do carro) que nos oprimia desde as primeiras horas da manhã não colaborava para a harmonia no diminuto ambiente do interior do veículo, e nem mesmo o infalível Elvis, que cantava para nós ininterruptamente (We’re caught in a trap / I can’t walk out / Because I love you too much baby / Why can’t you see / What you’re doing to me / When you don’t believe a word I say?) através das minhas velhas fitas cassete, era mais capaz de amenizar a tensão crescente. A paisagem ao nosso redor era uma árida e desoladora sucessão de irregulares e baixos monturos de areia branquíssima, salpicados de esparsas moitas de vegetação rasteira, das quais irrompiam raquíticos arbustos que mal produziam sombra, mas eram suficientes, no entanto, para obstruir a visão de quem observasse a paisagem, impedindo que se perscrutasse as distâncias mais profundas. De repente, vislumbrei, ao longe, um pequeno vulto à margem da estrada; quando nos aproximamos o bastante, percebi tratar-se de uma pessoa; mais um pouco, divisei tratar-se de um velho, acocorado sob a parca sombra de um dos parcos arbustos mencionados anteriormente. Ele pareceu não notar, ou simplesmente não se importou, com a passagem do nosso carro. Estacionei alguns metros além, desci do automóvel e voltei para interrogá-lo quanto à cidade que, segundo o mapa, deveria estar exatamente ali. De perto, o ancião era esquálido como um faquir; tinha os cabelos e barba desgrenhados, de um branco encardido; sua pele era cor de bronze e engelhada por décadas de exposição constante ao inclemente sol da região. Era cego de um olho e, na boca, restavam-lhe poucos dentes. Antes que eu o interpelasse, ele apontou com dedos retorcidos a direção em que eu já vinha e disse: “siga em frente, sempre; seu destino está logo depois das Dunas”. Surpreendido e meio confuso, agradeci; quando me virei para voltar ao carro, o ancião agarrou minha perna e, contorcendo a carantonha enrugada, alertou-me com a expressão grave e transida de um dervixe: “aconteça o que acontecer, jamais pare nas Dunas!” Ofereci-lhe uma nota; ele desprezou meu gesto com indiferença. Provavelmente, as coisas deste mundo já haviam deixado de o interessar há tempos. Dei-lhe então água, da qual ele sorveu apenas um indolente gole e voltou à sua imobilidade monolítica. Voltei ao carro e transmiti a Sue a esperançosa informação, omitindo, por motivos óbvios, o alarmante aviso sobre as Dunas. Confesso que sua careta horrorosa e o tom de sua voz me impressionaram terrivelmente, a ponto de me convencer; não tive coragem de indagar o motivo da proibição; mas deixei-o com a firme intenção de não parar nas tais Dunas, mesmo que minha vida dependesse disso. Rodamos por mais uma hora, sem que a paisagem ao nosso redor se modificasse; então surgiram as Dunas, imponentes, ao longo da estrada. À medida em que avançávamos, as Dunas iam ficando mais altas; o forte vento espalhava a areia sobre o leito da estrada; em alguns trechos, era quase impossível prosseguir; o carro reduzia a velocidade da viagem, abruptamente e contra a minha vontade. Nestes momentos, o alerta do velho e preocupado dervixe gritava em minha mente. Em determinado momento, a estrada se bifurcava; ou melhor, havia uma suspeitosa entrada à esquerda, e uma placa informando que, logo à frente, haveria combustível; a estrada (o meu destino), por sua vez, continuava sempre em frente. Meu desejo –a lembrança da ameaça do ancião acocorado me assombrava- era seguir jornada; porém, depois de horas rodando a esmo, o nível de gasolina no tanque estava perigosamente baixo. Entardecia; entre correr o risco de sofrer uma pane seca no meio do nada –no meio das Dunas alarmantes- e arriscar um breve (assim eu esperava) desvio de rota, achei mais prudente optar pelo desvio. Ainda passaríamos mais meia hora rodando a pouco mais de quarenta quilômetros por hora –os infindáveis buracos não nos permitiam desenvolver maior velocidade- por uma deplorável estrada de terra batida até finalmente darmos com uma arruinada edificação de madeira, de três andares e cuja pintura havia desaparecido há tempos, na frente da qual uma não menos arruinada placa informava tratar-se de um inacreditável hotel; a mesma placa informava ser possível adquirir combustível no mesmo estabelecimento. Por trás do prédio, a costa. Neste exato momento, a gasolina acabou.”

CONTINUA…

Meu livro na praça

livro

Não sei se já notaram, mas tenho a pretensão de ser escritor. Lancei meu segundo livro, À noite na Barra, uma coletânea de 19 contos de fantasia e suspense. Eis a sinopse da obra:

“A Barra do Jucu é um bairro de Vila Velha. Ao menos, isso é o que todos pensam; mas Paulo Marreco descobriu que o aprazível balneário é mais do que isso. Para ele, a Barra é o habitat natural de estátuas de padres e cavaleiros andantes, cowboys anacrônicos, gatos com estranhos poderes, humanos imunes a tudo, cães de estimação que se rebelam. Os jornais que circulam na Barra trazem as notícias do futuro; na biblioteca da Barra, há um volume contendo toda a história da sua vida (isso mesmo, leitor: da sua vida!).

Este é o universo apresentado pelo autor neste livro; um universo de seres e situações inusitadas, insólitas, fantásticas. Um universo de fantasia e suspense. Mas que, eventualmente, pode se misturar e se sobrepor ao universo real. Se você procurar bem, poderá encontrar em algum lugar a assombrosa notícia sobre o gato Oscar.

Nenhuma ficção é mais surpreendente que a realidade. Quantos personagens deste livro, além de Oscar, poderiam povoar nosso universo ‘real’?

Dificilmente saberemos.

Afinal, ninguém quer andar por aí, procurando, nas madrugadas frias de inverno.”

E, aproveitando os ares natalinos e os indefectíveis Amigos-X de fim de ano na firma, agora você pode adquirir vários exemplares do livro numa incrível promoção. Você pode:

Comprar UM livro por apenas 10 reais; ou

Comprar DOIS livros por apenas 18 reais; ou

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Aproveitem!!!

 

Para adquirir esse best seller, mandem mensagem para o meu e-mail: paulomarreco@gmail.com

Vamos lá, não sejam tímidos!

Comprem!

6 experimentos horríveis que pais cientistas fizeram em seus próprios filhos

Publicado no Hypeness

Hoje, a ciência exige que testes sejam conduzidos em um ambiente controlado e ético. Se a discussão ainda é polêmica quando se trata de experiências com animais, vale lembrar que, até bem recentemente, a experimentação científica em seres humanos era considerada aceitável, mesmo sem nenhuma cautela ou aprovação prévia.

Pior: em nome da descoberta, alguns pais arriscaram a vida ou a felicidade de seus próprios filhos, que se tornaram cobaias em experimentos horríveis. Confira:

6. O psicólogo que testou a resposta humana às cócegas acabando com a alegria de seu filho

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Em 1933, o psicólogo Clarence Leuba queria descobrir se rir quando recebemos cócegas é um instinto com o qual nascemos, ou se é uma resposta que aprendemos a partir da observação de outras pessoas fazendo o mesmo.

Ele chegou à conclusão de que a melhor oportunidade para estudar isso era usando seu filho recém-nascido como cobaia.

No interesse da ciência, Leuba primeira proibiu todo o tipo de cócegas em sua casa, permitindo que ela fosse feita apenas durante os períodos especiais experimentais. Além disso, ele proibiu explicitamente sua esposa de rir na presença do garoto, para que ele nunca ouvisse tal som e acidentalmente o associasse com cócegas. Certamente, resolver essa questão era importante o suficiente para Leuba de forma que ele sacrificaria a alegria da infância de seu bebê para respondê-la.

E esse nem é o aspecto mais aterrador deste experimento. Para ter realmente certeza de que seu filho não seria influenciado por suas expressões faciais, Leuba usava uma máscara assustadora de papelão branca com fendas estreitas nos olhos ao fazer cocegas na criança, e em um esforço para não influenciar seu riso (já que ele não ganhou um Nobel, será que ele ganhou um prêmio de pior pai do mundo?).

Surpreendentemente, o garoto começou a rir, mas, de acordo com Leuba, a validade do teste foi arruinada por sua esposa, que confessou já ter rido na presença da criança, enquanto a balançava nos braços.

Leuba não se deixou vencer, no entanto. Não contente em arruinar os primeiros meses da vida de um filho, começou um segundo teste com sua segunda filha, impedindo qualquer riso em sua casa por sete meses, até que ela riu espontaneamente quando recebeu cócegas. Está aí sua resposta, Leuba. Feliz?

5. O homem que inventou a vacina contaminando seu filho com varíola

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No final do século 18, o médico inglês Edward Jenner estava tentando provar sua teoria: que deliberadamente infectar as pessoas com uma doença bovina que não era grave, chamada de varíola bovina, lhes daria imunidade à varíola, uma doença desfigurante e potencialmente fatal.

Sabemos hoje que Jenner estava certo – o processo que ele inventou agora é chamado de vacinação -, mas, naquela época, sua teoria era baseada na observação de que as pessoas que trabalhavam com vacas não tendiam a pegar varíola.

Compreensivelmente, a comunidade científica não estava convencida por este pequeno fato para apoiar Jenner, de forma que o médico decidiu fazer o óbvio: infectar de propósito seu filho, Edward Jr., com ambas as doenças.
Inocular as pessoas daquela época não era tão simples quanto é hoje, ou seja, com uma picada no braço. O que Jenner realmente teve que fazer foi cortar o braço de seu filho e enfiar um monte de pus infectado ali.

Pior: Jenner não só fez isso com seu próprio filho, mas com várias crianças da vizinhança. Claro que, se ele estivesse errado e todos aqueles meninos contraíssem varíola e morressem da doença, Jenner provavelmente não seria conhecido como um herói da medicina, mas sim como mais um dos notórios assassinos em série ingleses como Jack, O Estripador, com um nome do tipo “O Monstro do Pus de Londres”.

Embora tenha demorado um pouco para que a vacinação realmente pegasse no mundo, hoje ela é uma das melhores coisas que a ciência já possibilitou à saúde humana.

4. O toxicologista que picou seu filho com uma água-viva mortal para ver se ela era mortal

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Em 1964, um toxicologista marinho australiano chamado Jack Barnes estava investigando a água-viva que ele achava ser responsável pela produção da “síndrome de Irukandji”, uma coleção de sintomas misteriosos que estava aparecendo em alguns nadadores australianos.

Barnes finalmente encontrou uma amostra da pequena água-viva que ele suspeitava ser a culpada em uma praia de Queensland, mas precisava testar se ela era realmente venenosa, e não apenas alguma água-viva não venenosa que não era digna de seu status como australiana. Então, testou a picada da água-viva em três pessoas: em si próprio, em um salva-vidas local e em seu filho de 9 anos de idade, Nick.

A síndrome de Irukandji é descrita por suas vítimas como uma dor pior do que o parto, insuportável até o ponto em que os sofredores muitas vezes pedem para morrer. No entanto, Barnes aparentemente concordou em picar seu filho só porque ele perguntou se podia tentar. Leuba, você se safou – o pior pai do ano é na verdade Barnes.

Como deveria ter sido completamente esperado, todos acabaram no hospital 20 minutos depois, contorcendo-se em convulsões e agonia, porque é isso que a síndrome causa. Felizmente, todas as “cobaias” se recuperaram muito bem, mas o jovem Nick admitiu mais tarde que realmente sentiu o desejo de morrer durante o calvário.

Vale a pena esclarecer que a Carukia barnesi, água-viva testada por Barnes, não é a única que causa a síndrome. Todo um grupo de animais chamados de cubozoários podem torturar vítimas com Irukandji.

3. O homem que praticamente aprisionou seu filho para lhe ensinar uma língua morta

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Em 1881, o lituano nascido judeu Eliezer Ben-Yehuda emigrou para a Palestina e percebeu que todos os outros imigrantes judeus estavam falando um monte de línguas estrangeiras diferentes e não conseguiam se entender, o que tornava muito difícil para eles se organizarem como um povo. Ele concluiu que os judeus deveriam estar falando em uma língua comum, e que havia uma disponível – o hebraico. Problema: o hebraico não era falado como língua materna desde o século III aC.

Sendo assim, Ben-Yehuda decidiu que seu filho, Ittamar, teria o privilégio de ser o primeiro falador de hebraico nativo em alguns milhares de anos. Ia ser complicado – o hebraico do Antigo Testamento não tinha palavras para coisas como “trens a vapor”, então Ben-Yehuda teve que inventar grandes porções da linguagem de modo que fosse capaz de ensinar seu filho sobre tudo o que tinha acontecido no mundo desde o início do Império Romano.

Isso até que parece legal, exceto que, para que a criança aprendesse hebraico puro, e como apenas ele e seu pai falavam hebraico no mundo todo, Ittamar não estava autorizado a falar com qualquer outro ser humano, nunca. Quando os amigos da família visitavam sua casa, Ittamar era mandado para a cama, para que não ouvisse acidentalmente uma palavra não hebraica.

Quando Ben-Yehuda pegou sua esposa cantando para a criança em russo, ficou furioso e acabou quebrando uma mesa. Ben-Yehuda chegou até a proibir seu filho de escutar os ruídos produzidos por animais, o que não faz sentido, porque não é como se os burros locais zurrassem em uma versão animal árabe na orelha de Ittamar de propósito, em um esforço para minar todo o trabalho de Ben-Yehuda de ensinar hebraico a seu filho.

Felizmente, ao invés de tratar Ben-Yehuda como uma pessoa louca que temia conspirações animais, a comunidade judaica apoiou seus esforços e começou a ensinar hebraico para seus próprios filhos. Hoje, o hebraico é uma língua oficial de Israel, e o país todo (provavelmente) também sabe como cães e gatos soam.

2. Charles Darwin tratou seu filho como um estudo de caso

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Você provavelmente conhece ou já ouviu falar do trabalho de Charles Darwin, pai da teoria da evolução, com os animais. O que você talvez não saiba é que ele não conseguia desligar o modo “pesquisador” que havia dentro dele e trocá-lo pelo modo “pai”, de forma que quando teve William, criou seu filho da única maneira que sabia: como um biólogo.

Darwin passou os dois primeiros anos de vida de seu filho tomando notas sobre o comportamento do bebê. Não é porque ele queria publicar qualquer coisa – o artigo com suas “descobertas” não foi publicado até 37 anos mais tarde, como uma reflexão tardia -; ele só fez isso por puro hábito.

E como não aguentou apenas assistir e aprender, tomou a iniciativa de colocar o bebê através de uma série de experimentos comportamentais cada vez mais bizarros, como agitar vários objetos na frente de seu rosto para testar suas reações e levá-lo para um zoológico para descobrir quais animais o assustavam mais, revelando temores herdados de um passado humano selvagem.

Em um experimento, Darwin testou a reação de seu filho a mamas e ficou desapontado que a criança apenas percebeu o seio de sua mãe quando chegou bem perto, a sete a dez centímetros de distância, “como mostrado pela saliência de seus lábios e seus olhos tornando-se fixos, mas eu duvido muito que isso tinha alguma ligação com a visão; ele certamente não tocou o seio”.

Como se isso não fosse estranho o suficiente, Darwin se referia a William ocasionalmente como “it” em suas notas. Em inglês, o “it” é um pronome usado para coisas e animais, ao contrário de “he” e “she” (“ele” e “ela”, respectivamente), usados para pessoas. Vamos dar uma colher de chá para Darwin; ele provavelmente não via seu filho como uma coisa, ou pelo menos não o tempo todo.

1. O psicólogo que criou um chimpanzé como irmão de seu próprio filho

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Na década de 1930, os cientistas ainda não sabiam exatamente quais partes da inteligência e comportamento humano eram inatas e quais eram causadas apenas por educação. Havia ainda a teoria de que alguns dos animais mais inteligentes, como os chimpanzés, não falavam ou tinham moral apenas porque ninguém nunca os criou como filhos, lendo-os histórias e ensinando-os a falar.

Mas como testar esta teoria? O psicólogo chamado Winthrop Kellogg decidiu levar para casa um jovem chimpanzé chamado Gua e criá-lo ao lado de seu filho recém-nascido Donald, de forma idêntica, só para ver o que aconteceria.
Winthrop também desenvolveu um sistema de testes em que Donald e Gua eram colocados um contra o outro, em uma batalha épica de bebê vs. chimpanzé (soa ilegal, não?). Kellogg testou coisas como destreza, memória, desenvolvimento da linguagem, obediência e a velha questão do que acontece quando você amarra um bebê a uma cadeira e o gira muito rápido (vide o vídeo abaixo).

Infelizmente, Kellogg não conseguiu criar o homem chimpanzé esperado. Gua basicamente permaneceu um chimpanzé, com comportamento de chimpanzé. E, enquanto não é possível tornar um chimpanzé mais humano apenas ao tratá-lo dessa maneira, humanos “des-evoluem” muito rápido. A experiência de Kellogg teve efeitos colaterais inesperados para Donald, que começou a agir como um chimpanzé. O experimento teve de ser interrompido quando a criança não parou de correr e morder as pessoas.

Então, da próxima vez que você for julgar pessoas que postam fotos constrangedores de seus filhos no Facebook, lembre-se que poderia ser pior. Pelos menos uma criança criada ao lado de um chimpanzé ainda tem vídeos no Youtube, quase 100 anos depois, de seus pais disparando armas ao seu lado só para ver o que acontece.

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