ENQUETE NOVA NO AR. PARTICIPE!

Caríssimos, como vocês perceberam, estamos publicando uma série de posts sobre nossa viagem aos EUA. A quantidade de visitas (quase 500 visualizações até o momento) indica que os posts estão agradando; mas, como nosso blog é democrático, buscamos trazer posts que estejam ao gostos dos nossos clientes. Ou seja, vocês.

Portanto, antes de concluir a série de posts MARRECOS MIGRAM PARA O NORTE, queremos saber quais assuntos você gostaria de ver abordados aqui no bloguinho.

Assim, pedimos que você responda à enquete abaixo; é rapidinho. Dentro das nossas possibilidades, faremos o máximo para atender o seu desejo, que é quase uma ordem!

MARRECOS MIGRAM PARA O NORTE – NY: Durante o dia, Biblioteca Pública, MoMA… à noite, um Fantasma!

“One belongs to New York instantly, one belongs to it as much in five minutes as in five years.” (Tom Wolfe)

Sup, Abe?

Sup, Abe?

Por eu mesmo:

Eu e a Letícia seguíamos firmes em nossa estratégia desbravadora: acordávamos, tomávamos o café da manhã, colocávamos algumas coisas na mochila e saíamos caminhando pela cidade, cumprindo um roteiro pré-determinado. Em nossos deliciosos dias de andarilhos novaiorquinos, como diziam os antigos, nós andamos mais do que cachorro sem dono!

Eu e a mochila, a mochila e eu.

Eu e a mochila, a mochila e eu, e uma cidade a percorrer.

Nova Iorque sempre foi um dos principais destinos de boa parte dos imigrantes que chegaram ao país em busca do sonho americano; bairros como Chinatown e Little Italy são exemplos da influência alienígena que enriqueceu a cidade, material e culturalmente. É bastante curioso atentar para os diversos sotaques falados nas ruas de NY: Clemence, o motorista que nos levou do JFK ao nosso apartamento, era um jamaicano desinteressado por política; nossos anfitriões, como já mencionei: ele, israelense; ela, de Hong Kong; o motorista que nos levou ao JFK no dia da partida, indiano; enquanto aguardava a Letícia na Macy’s, conversei com um divertido romeno; no metrô, conversei com um oriental… Ou seja, Nova Iorque é uma espécie de Babel moderna.

A cacofonia de sotaques de todo o mundo reverbera ao seu redor. Times Square, NY

A cacofonia de sotaques de todo o mundo reverbera ao seu redor. Times Square, NY

Agora era hora de conhecer a mundialmente renomada 5ª avenida, com suas lojas chiquérrimas e seus edifícios vertiginosos; a imponente catedral de Saint Patrick, a feérica Times Square, a impressionante Grand Central Terminal e assistir um show na Broadway. E, é claro, a Biblioteca Pública de Nova Iorque não poderia ficar fora do roteiro de um aprendiz de escritor…

NEW IORK PUBLIC LIBRARY

Ao longo da Quinta Avenida há inúmeros pontos turísticos; o primeiro com o qual nos deparamos foi justamente a magnífica Biblioteca Pública de Nova Iorque! Guardada por Patience e Fortitude (os valentes sentinelas receberam seus nomes atuais na década de 30; então prefeito, Fiorello LaGuardia deu às esculturas estes nomes pois acreditava serem estas as virtudes de que seus concidadãos precisariam para sobreviver à depressão econômica), dois enormes leões de mármore, a NYPL abriga cerca de cinco milhões de obras.

Feliz igual a pinto no lixo ao me deparar com a Biblioteca Pública de Nova Iorque...

Feliz igual a pinto no lixo ao me deparar com a Biblioteca Pública de Nova Iorque…

...cujas portas são guardadas por dois leões de mármore.

…cujas portas são guardadas por esses dois leões de mármore.

Seguro ao lado de Patience, um dos guardiões da NYPL

Seguro ao lado de Patience, um dos leões que guardam a NYPL

Antes de entrar, pausa para dar uma refrescada.

Antes de entrar, pausa para dar uma refrescada.

A NYPL oferece eventos e exposições, e disponibiliza parte de seu acervo para pesquisa; além disso, conta com 92 filiais espalhadas pela cidade.

Adentrando a NYPL. Com sua licença...

Adentrando a NYPL. Com sua licença…

A riqueza arquitetônica da Livraria.

A riqueza arquitetônica da Livraria.

NYPL

NYPL

Seus belos painéis...

Seus belos painéis…

Assim como outros pontos turísticos de Nova Iorque, a Biblioteca Pública conta com uma loja própria, que vende produtos exclusivos (lembrem-se: estamos no coração do capitalismo; esses caras sabem como ganhar dinheiro!), desde canecas e sacolas a relógios, bússolas e belíssimos suportes de livros; por motivos óbvios, a loja da NYPL foi a que mais gostei, ao lado da loja do Metropolitan; ambas comercializam os produtos mais originais e interessantes para trazer como presentes ou lembranças, desde que você esteja disposto a desembolsar alguns dólares a mais. Na Biblioteca, comprei -claro!- uma réplica de um dos leões de mármore por 35 dólares; está na minha estante, guardando meu modesto acervo…

O bravo Patience guarda, na minha estante, uma edição do Dom Quixote de 1957.

O bravo Patience guarda, na minha estante, uma edição do Dom Quixote de 1957.

É claro que eu, aprendiz de escritor, saí de Vila Velha imbuído de uma importante missão; levar aos novaiorquinos um pouco da esfuziante cultura capixaba; mais especificamente, da cultura canela-verde. Sim: eu jamais perderia a oportunidade de doar um exemplar do meu segundo livro, À noite na Barra, para o bom povo de Nova Iorque; a foto abaixo registra o momento histórico em que a funcionária recebe este magnífico volume que agora engrandece e abrilhanta ainda mais o vasto acervo da NYPL. Estejam à vontade para devorar a obra, cidadãos novaiorquinos!

Contribuindo para o enriquecimento do acervo da NYPL.

Contribuindo para o enriquecimento do acervo da NYPL.

Faça como os novaiorquinos: leia À noite na Barra!

Faça como os novaiorquinos: leia À noite na Barra!

GRAND CENTRAL TERMINAL

Em seguida, partimos para a Grand Central Terminal, a maior estação de trens do mundo em número de terminais; a GCT despeja e acolhe, diariamente, cerca de 750 mil passageiros.

Grand Central Terminal. Cerca de 750 mil pessoas circulam diariamente por aqui.

Grand Central Terminal. Cerca de 750 mil pessoas circulam diariamente por aqui.

Bem vindo à Grand Central Terminal

Bem vindo à Grand Central Terminal

GCT

GCT

O belo relógio quadrifronte da Grand Central

O seu belo relógio quadrifronte

CLOCK

As imensas janelas laterias da GCT possuem 23 metros de altura!

As imensas janelas laterias da GCT possuem 23 metros de altura!

JANELAS GCT

Lembrei daquela piada:

Lembrei daquela piada: “Two tickets to Aparecida, ida, please”…

E, já que estávamos na Grand Central, nós não poderíamos deixar de conhecer -e experimentar- o tradicional Oyster Bar.

A charmosa entrada do Oyster Bar

A charmosa entrada do Oyster Bar

Os deliciosos pães do Oyster Bar...

Os deliciosos pães do Oyster Bar…

...e os ainda mais deliciosos camarões do Oyster Bar!

…e os ainda mais deliciosos camarões do Oyster Bar!

Estão servidos?

Estão servidos?

MUSEU DE ARTE MODERNA (MoMA)

Depois de almoçarmos -muito bem, por sinal!- na Grand Central, partimos para o Museu de Arte Moderna, o MoMA. Fundado em 1929, o museu tem a pretensão de ser o principal museu de arte moderna e contemporânea do planeta,e reúne cerca de duzentas mil peças, de Picasso a Miró, passando por Klimt, Pollock e Van Gogh.

Ao que tudo indica, os novaiorquinos gostam muito desse negócio de serem os maiores…

Esculturas

Esculturas

Esculturas no jardim.

Esculturas no jardim.

Preciso confessar uma coisa: obviamente, sou um completo ignorante no assunto; mas, para mim, o conceito de arte moderna abrange coisas demais, é elástico demais. Às vezes o sujeito não sabe nem desenhar um bonequinho de palitinho ou um pato na lagoa, mas, se amontoar um punhado de lixo no meio de uma sala e chamar aquela estrovenga de “instalação”, pode até ser reconhecido como um grande artista. Assim, o MoMA reúne, ao mesmo tempo, obras de verdadeiros gigantes da arte, ao lado de peças de valor artístico questionável -na minha modestíssima opinião, claro. Sem falar no helicóptero pendurado no meio do salão. Enfim: como diria o meu amigo Nardelli, o que é arte, afinal?

Uma das alas mais importantes do MoMA: esculturas de Picasso

Uma das exposições mais importantes do MoMA: esculturas de Picasso

Menino conduzindo cavalo, de Picasso. Belíssimo quadro, mas acho que o velho Pablo se esqueceu dos arreios...

Menino conduzindo cavalo, de Picasso. Belíssimo quadro, mas acho que o bom e velho Pablo se esqueceu de pintar os arreios…

E, por falar em gigantes: caminhava eu, embevecido, em meio a telas de Picasso, Monet, Miró, Pollock e outros menos cotados, quando, ao virar uma esquina, me deparei com… ela!

Noite Estrelada, um dos mais belos quadros produzidos pelo homem

A Noite Estrelada, um dos mais belos quadros produzidos pelo homem!

Sim, ela! Ninguém mais, ninguém menos que A Noite Estrelada, de Vincent Van Gogh! Confesso que, ao dar de cara com essa pintura, para mim, uma das mais belas obras de arte já produzidas pela mão humana, meus olhos marejaram. Contemplar, ao vivo, as pinceladas circulares do pobre gênio holandês, produziram em mim um impacto difícil de expressar. No caso da Noite Estrelada, o ditado: “uma imagem vale mais que mil palavras” não é, absolutamente, exagero!

A Noite Estrelada ao alcance da mão...

A Noite Estrelada ao alcance da mão…

Em meio a tantas pinturas deslumbrantes, e ao lado da Noite Estrelada, que dispensa maiores apresentações, a que mais me impressionou foi La cittá che sale (The City Raises), de Umberto Boccioni; a tela, que eu nunca tinha visto antes, é um turbilhão de cores vibrantes e pinceladas vertiginosas, cujas formas e contornos se fundem numa explosão de cores e movimento. Absolutamente deslumbrante!

The City Raises, Umberto Boccioni. Deslumbrante!

The City Raises, Umberto Boccioni. Deslumbrante!

ROCKFELLER CENTER

Agora que nós havíamos nos fartado (e isso é lá possível?!) de arte no MoMA, era hora de conhecermos uma das atrações mais famosas de NY…

Empire State Building. de novo!

Empire State Building. De novo!

Não, não estou falando do Empire State Building; só coloquei outra foto dele aí porque, em NY, ele está em todos os lugares…

A extravagância da Trump Tower.

A extravagância da Trump Tower.

Naquela noite, nós iríamos assistir a um espetáculo na Broadway. Nosso roteiro original incluía dois musicais: O Fantasma da Ópera e Les Misérables. Decidimos começar pelo Fantasma, em cartaz há 26 anos. Saindo do MoMA, fomos diretamente à cabine da TKTS na Times Square, preparados para enfrentar uma bela fila; entretanto, para nossa surpresa e felicidade, fomos os primeiros a chegar! Compramos nossos ingressos pela metade do preço (a TDF – Theatre Development Fund, uma organização sem fins lucrativos, vende os ingressos com desconto, somente para sessões de teatro que acontecerão no mesmo dia da compra) e fomos caminhar mais um bocado até a hora do show.

Conhecemos o Rockefeller Center, um complexo de 19 edifícios comerciais que inclui o Radio City Music Hall, onde é gravado o programa Saturday Light Live.

Live from New York! It's Saturday Night Live!!!

Live from New York! It’s Saturday Night Live!!!

Rockfeller Center, com seu Prometeu dourado

O Prometeu dourado que adorna a entrada do Rockefeller Center.

A bela praça no centro do complexo.

A bela praça no centro do complexo.

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Rockefeller Center

Em Nova Iorque, tive uma forte impressão de que a cidade (a despeito de seu evidente gigantismo e das mazelas naturais em uma das maiores metrópoles do mundo) se esforça, se adapta e se transforma para ser amigável, confortável, acolhedora, tanto para os visitantes quanto -talvez ainda mais- para seus próprios habitantes. NY apresenta uma notável quantidade de parques, praças e recantos aconchegantes, voltados para as pessoas; espaços para se sentar e descansar depois de uma refeição, espaços para contemplar uma fonte ou uma estátua ou um jardim ou bosque. O Highline é apenas um destes espaços humanizados, dos quais o Central Park é certamente o maior exemplo; mas falaremos dele em outro post. Sim: por incrível que pareço, Nova Iorque é uma cidade aconchegante; e a praça do Rockefeller Center evidencia esta característica.

Do Rockefeller Center partimos para o Majestic Theatre; no caminho, fiz como os novaiorquinos: entrei numa lanchonete qualquer e comprei uma pizza de 99 cents, sabor pepperone. Em Roma, como os romanos…

O FANTASMA DA ÓPERA

“Give me such shows. Give me the streets of Manhattan!” (Walt Whitman)

O Fantasma da Ópera é a produção mais longeva da Broadway, superando o antigo campeão Cats. O premiado musical já foi apresentado mais de 11 mil vezes! A história de amor e obsessão do Fantasma por sua protegida Christine encanta pela beleza do enredo e das canções e pela atuação dos artistas, além do cenário deslumbrante (a majestosa réplica do candelabro da Paris Opera House tem três metros de largura, pesa uma tonelada e é feito com mais de 6 mil contas de vidro!) e dos efeitos especiais espetaculares. Nem preciso dizer que a Letícia adorou…

…e eu também, é claro.

Por razões óbvias, é proibido fotografar enquanto a peça está sendo encenada. Então, busquei imagens na Internet só para dar um gostinho.

Antes do espetáculo...

Antes do espetáculo…

...e depois.

…e depois.

Esperando o Fantasma chegar.

Esperando o Fantasma chegar.

Assistir um musical da Broadway é legal; pagando a metade do preço é ainda mais legal...

Assistir um musical da Broadway é legal; pagando a metade do preço é ainda mais legal…

Os efeitos especiais transformam o palco em um lago!

Os efeitos especiais transformam o palco em um lago!

A cena do baile, na qual se canta a canção Maskerade, para mim, a mais bonita do musical.

A cena do baile, na qual se canta a canção Maskerade, para mim, a mais bonita do musical.

O dramático confronto final.

O dramático confronto final.

Clap, clap, clap!

Clap, clap, clap!

Depois da peça, voltamos ao Eataly para jantar.

E assim encerramos mais um delicioso dia em Nova Iorque.

No próximo post: Central Park, Museu de História Natural e mais Broadway. Até lá!

MARRECOS MIGRAM PARA O NORTE – AGORA, NY!

Quando você dá de cara com o Flatiron Building, você se dá conta de que está, realmente, em NY...

Quando você dá de cara com o emblemático Flatiron Building, você se dá conta de que está, realmente, em NY…

DEVORANDO A BIG APPLE, CENTÍMETRO POR CENTÍMETRO

Por eu mesmo:

Depois de nos esbaldarmos -e esfalfarmos- nos parques de Orlando, era hora de partir para o nosso objetivo principal desta viagem: Nova Iorque.

Confesso que eu estava um pouco apreensivo; é que, apesar de viver na cosmopolita Vila Velha, que rivaliza com as maiores metrópoles do planeta -só precisando de um Starbucks para finalmente se elevar à categoria de megalópole-, sou meio arredio quando se trata de grandes cidades. E, convenhamos, quando se fala em “cidade grande”, com tudo que a expressão implica, Nova Iorque talvez seja o primeiro nome que surge na mente de qualquer um. Mas, depois de ter vencido outra barreira, o Rio de Janeiro (veja como foi aqui), achei que estava preparado.

Após estudarmos o mapa da cidade, ouvir dicas e conselhos de amigos e pesquisar na Internet, nós havíamos estipulado os pontos que desejávamos conhecer e planejado (na verdade, a Letícia havia planejado; eu já mencionei que, aqui em casa, quem planeja é ela?) o roteiro de todos os nossos dias na Grande Maçã, e nossa ideia era bastante simples: percorrer a cidade a pé, tanto quanto fosse possível. Achamos que, assim, poderíamos desfrutar melhor de cada detalhe visual que Nova Iorque pudesse nos oferecer -e eles são incontáveis!

Antes de prosseguir, um detalhe: a hospedagem em NY é bem cara, e, a menos que você vá ficar no Waldorf Astoria, no Four Seasons ou em estabelecimentos similares, os hotéis oferecem quartos pequenos, geralmente sem café da manhã; exatamente porque o turista que escolhe Nova Iorque, na maioria das vezes, precisa apenas de uma cama para derrubar a carcaça exaurida depois de passar todo o dia e boa parte da noite circulando. Portanto, nós descobrimos que há pessoas que disponibilizam quartos em suas próprias casas para receber turistas; esse tipo de hospedagem é muito mais econômico do que os hotéis normais. Claro que, para uma família grande, esta opção não deve ser viável; além disso, você corre o risco de, por exemplo, eventualmente se deparar com o banheiro ocupado. E será obrigado a se comunicar em inglês, pois, ao contrário dos hotéis, seus hospedeiros não dispõem de funcionários poliglotas. Por outro lado, você tem a oportunidade de interagir com autênticos novaiorquinos, inclusive para te ajudar em alguma eventual dificuldade. E, last but not least, economiza uma grana considerável.

Como éramos apenas eu e Letícia, achamos que seria interessante; e, no final das contas, ambos ficamos bastante satisfeitos com a escolha. Optamos por nos hospedarmos no apartamento de um jovem casal que já era um prenúncio do que NY iria nos proporcionar: um delicioso e variado caldo cultural. Yardi é natural de Israel; e a simpática e serera Yin, de Hong Kong. Ele, judeu; ela budista… e nossos anfitriões ainda ofereciam um singelo, porém delicioso e substancial café da manhã diário. Good call!

Como eu já mencionei, tínhamos um roteiro e um plano -bastante simples, por sinal: percorrer NY de cabo a rabo. A pé. Ou, ao menos, percorrer a maior distância possível nos dias que passaríamos ali. Eu já sabia que a ilha de Manhattan conta, em seu ponto mais largo, meros 3,9 quilômetros; distância que nós poderíamos percorrer tranquilamente.

Assim, no primeiro dia -chegamos ao “nosso” apartamento por volta do meio-dia; e feitas as devidas apresentações e recebidas as necessárias orientações (nada de sapatos dentro de casa, e outras recomendações do gênero), começamos a executar nosso plano de conquista da cidade. Nossa estratégia era simples, e se repetiu todos os dias: acordávamos, tomávamos o café da manhã, colocávamos a mochila nas costas com algumas coisas (o mapa, o guia da cidade, casacos), saíamos caminhando, de acordo com o roteiro daquele dia, e voltávamos à noite, na hora de dormir. Acredito que tenhamos feito, literalmente, cerca de uma maratona por dia; ainda bem que nós estamos em dia com a academia…

Nova Iorque é uma delícia! Falo como turista de baixa quilometragem, pois, à exceção do Rio de Janeiro, São Paulo, Belo Horizonte e, claro, Vila Velha, não conheço nenhuma outra grande cidade; mas, apesar de alguns pesares -da sujeira, das obras espalhadas por todo lado, das buzinas (NY é uma cidade barulhenta; tanto que nossos anfitriões incluíram, no kit de boas vindas, tampões de ouvido… além disso, sabe aquelas sirenes que você ouve ao fundo em qualquer filme ou seriado ambientado em NY? Elas estão realmente lá, a qualquer hora do dia ou da noite! Sirenes de carros de bombeiros, de ambulâncias, de viaturas policiais; parece que sempre tem algum lugar pegando fogo, ou alguém passando mal, ou sendo preso!) posso dizer que adorei a cidade.

Tudo em Nova Iorque é enorme, tudo é amplificado, mastodôntico, titânico; caminhando em suas ruas, olhando para cima, a sensação é de que alguém te arremessou dentro do seriado Terra de Gigantes (tudo bem, eu sei que a maioria de vocês não tem a menor ideia do que eu estou falando; mas dá uma olhada no Google e você vai entender).

Alguém aí se lembra?

Alguém aí se lembra?

Seus prédios arrogantes se erguem para alcançar os céus; seus museus pretendem abrigar toda a História e beleza que existe, suas numerosas igrejas abrem as portas para acomodar toda a fé do mundo, e também muitas incertezas. Na verdade, acho que a questão não é arrogância, mas a consciência de que é possível construir coisas grandiosas. Sim, Nova Iorque, com seus incontáveis e imponentes prédios, museus, teatros, parques, igrejas, monumentos, é um elogio à capacidade humana. A cidade proclama para o mundo: YES, WE CAN!

GRAMERCY DISTRICT E CHELSEA

O Flatiron Building é, para mim, uma das construções mais icônicas de NY; o famoso prédio triangular foi, inclusive, cenário de uma das melhores obras do genial ilustrador Will Eisner...

O Flatiron Building é, para mim, uma das construções mais icônicas de NY; o famoso prédio triangular foi, inclusive, cenário de uma das melhores obras do genial ilustrador Will Eisner…

O livro é esse aqui.

O livro é esse aqui.

Pela nossa localização (na rua 23, lado Leste. Aliás, meus sinceros agradecimentos aos fundadores de NY: suas ruas e avenidas numeradas facilitam imensamente o trabalho dos transeuntes; mesmo um completo sem-direção como eu consegue se localizar na cidade), o Gramercy District e Chelsea eram nossos primeiros destinos. O Flatiron Building ali de cima, um dos primeiros arranha-céus construídos em Nova Iorque (foi inaugurado em 1902) e um dos seus principais cartões postais, ficava a poucos quarteirões do apartamento, e vê-lo pela primeira vez, todo impávido e charmoso, foi como receber as boas vindas da cidade.

Mais uma do Flatiron. Desculpem, mas eu adoro esse edifício!

Mais uma do Flatiron. Desculpem, mas eu adoro esse edifício!

Depois de contemplarmos a beleza arquitetônica do prédio triangular, prosseguimos em direção a Chelsea, onde iríamos percorrer o Highline.

O Highline, uma espécie de calçadão suspenso...

O Highline, uma espécie de calçadão suspenso…

O Highline é um parque elevado de cerca de 2,5 km, construído sobre uma antiga linha férrea abandonada. O charme do lugar fica por conta da vegetação abundante, do mobiliário requintado, dos grafites que cobrem as paredes ao seu redor, da arquitetura arrojada do entorno e da possibilidade de ver a cidade de um ponto mais alto.

Highline

Highline

Entardecer em NY...

Entardecer em NY…

Uma visão panorâmica de NY

Uma visão panorâmica de NY

No Highline tem muitos lugares para se dar uma pausa na caminhada e apreciar o visual.

No Highline tem muitos lugares para se dar uma pausa na caminhada e apreciar o visual.

Do Highline fomos direto ao Chelsea Market, um complexo de lojas instalado no antigo prédio da Nabisco (sigla para National Biscuit Company; aposto que você não sabia dessa!), que fabrica os deliciosos biscoitos Oreo. O Chelsea Market é uma espécie de armazém de secos & molhados gigante e diversificado onde você encontra de tudo em termos de alimentação e bebidas, além de peças de arte e roupas. Ao perguntarmos numa loja se era possível degustar uns chocolates, o cara respondeu: “of course; I am your drug dealer, and I am here to adict you”. Dito e feito: os chocolates eram absolutamente delirantes!

Chelsea Market, um mundo de sabores.

Chelsea Market, um mundo de sabores. Esse rango demora muito?

Chelsea Market

Chelsea Market

Mais Chelsea Market.

Mais Chelsea Market.

Um mundo de sabores te aguarda lá dentro...

Um mundo de sabores te aguarda lá dentro…

FINANCIAL DISTRICT

O Financial District fica no extremo Sul da ilha de Manhattan (Lower Manhattan); é lá que se concentram os bancos e instituições financeiras de NY, como a Bolsa de Valores, situada naquela que deve ser a rua mais famosa do mundo, Wall Street. Lá embaixo você também encontra o Charging Bull, a Trinity Church, o One World Trade Center, o charmoso Battery Park, o World Financial Center, entre outras atrações. Ah: é de lá que partem os passeios para a estátua da Libertade. Também foi lá (mais especificamente, no belíssimo World Financial Center; ainda mais especificamente, na Umami Burguer) que nós comemos o melhor hambúrguer de nossas vidas…

Dizem que tocas as, digamos, balls do bull traz boa sorte. Ainda bem que eu não sou supersticioso...

Dizem que tocar as, digamos, balls do bull traz boa sorte. Ainda bem que eu não sou supersticioso…

Trinity Church, uma das belas igrejas de NY.

Trinity Church, uma das belas igrejas de NY.

Ainda a Trinity...

Ainda a Trinity…

... e ainda um pouco mais.

… e ainda um pouco mais…

... e a última da Trinity.

… e a última da Trinity.

Uma das coisas legais em NY é observar sua riqueza arquitetônica. Para todo lado que você olha, vê uma bela construção. Esse aí em nem lembro o que é; se não me engano, é um famoso hotel...

Uma das coisas legais em NY é observar sua riqueza arquitetônica. Para todo lado que você olha, vê uma bela construção. Esse aí eu nem lembro o que é; se não me engano, é um famoso hotel…

O arrojado One World Trade Center.

O arrojado e gigantesco One World Trade Center.

Lembra quando eu falei da Terra de Gigantes? Pois é...

Lembra quando eu falei da Terra de Gigantes? Pois é…

Arrojo arquitetônico.

Novas formas…

O belíssimo World Financial Center

O belíssimo World Financial Center…

... com suas enormes janelas. NY é ampla, espaçosa, se abre para receber seus visitantes...

… com suas enormes janelas. NY é ampla, espaçosa, se abre para receber seus visitantes…

... que parecem querer voar.

… que parecem ganhar asas.

Não se atreva a deixar o WFC sem degustar um hambúrguer do Umamis Burger!

Não se atreva a deixar o WFC sem degustar um hambúrguer do Umamis Burger!

NY tem uma infinidade de praças com incontáveis chafarizes, estátuas...

NY tem uma infinidade de praças com incontáveis chafarizes, estátuas…

Em seguida, partimos para uma caminhada sobre a charmosa Ponte do Brooklyn. Concluída em 1883, foi a primeira ponte de aço do mundo, e era a maior ponte suspensa do mundo. Robert Odlum foi o primeiro maluco a saltar de lá, em razão de uma aposta. Provavelmente, alguém bêbado apostou que ele morreria se pulasse, e ele, ainda mais bêbado, apostou que não. Odlum perdeu.

Atravessando charmosa ponte, compreendemos o poeta Walt Whitman, para quem aquela vista era o

Atravessando charmosa ponte, compreendemos o poeta Walt Whitman, para quem aquela vista era o “melhor e mais eficiente remédio” que sua alma havia experimentado…

Segue o fluxo.

Segue o fluxo.

A vista que encantou o poeta. Se bem, que, em sua época, não havia tantos edifícios...

A vista que encantou o poeta. Se bem, que, em sua época, não havia tantos edifícios…

... se bem que paisagem que EU vi da ponte foi muito estonteante.

… além disso, a paisagem que EU vi da ponte foi muito mais estonteante.

Da ponte do Brooklyn, passamos por alguns prédios indispensáveis para Letícia, àquela altura já uma advogada: as Cortes novaiorquinas.

“The true administration of justice is the firmest pillar of good government”, diz o frontispício da Suprema Corte de Nova Iorque. Conheço alguns juízes que podiam decorar estas palavras…

“We must not use force till just laws are defied”, diz a inscrição aos pés do guerreiro de pedra…

... frase que deixou a advogada admirada.

… frase que deixou a advogada admirada.

Sede da Liga da Justiça. O Batman tinha acabado de entrar.

Sede da Liga da Justiça. O Batman tinha acabado de entrar.

CORTE 5

A magnitude dos prédios da Justiça...

A magnitude dos prédios da Justiça…

Ao anoitecer, era hora de buscarmos algum lugar para comer: encontramos o Eataly, uma espécie de mercado italiano, super concorrido, que oferece restaurantes, bebidas, pães, embutidos, sorvetes, frutas e uma enorme variedade de produtos alimentícios.

O prato que nós comemos no Eataly. Não me lembro o nome -porque eu também não sou obrigado a lembrar de tudo!-, mas eu lembro que estava uma delícia...

O prato que nós comemos no Eataly. Não me lembro o nome -porque eu também não sou obrigado a lembrar de tudo!-, mas eu lembro que estava uma delícia…

Depois, voltamos caminhando para casa, exaustos.

Acho que você deve ter sentido falta de uma foto…

Bem, aí está ele: o ubíquo Empire State Building!

Ei-lo!

Ei-lo!

Acho melhor ficar por aqui, pois este post já cobriu dois dias de viagem e está ficando meio longo.

Em breve, mais Nova Iorque.

Até lá!

QUEM QUER GANHAR UM AMIGÃO?

Pessoal, o Amigão (esse foi o nome que demos a ele) aí embaixo apareceu na porta da minha casa numa noite fria. Ele estava bastante fraco e doente, e nem se alimentava mais. O amigo Romulo Henrique Lacerda veio e o resgatou, investindo mais de R$ 1.500 no tratamento do bicho, que é bonitão e dócil. Agora, ele está esperando que alguém o adote para encher seu novo dono de carinho e reconhecimento.
E você pode ajudar a pagar a despesa e ainda ganhar um livro de presente.
Para qualquer contribuição a partir de 10 reais, vou enviar um exemplar autografado do meu novo livro de contos, À noite na Barra. Todo o lucro será revertido para ressarcir o Romulo.
O Marcos Hayun já pode mandar o endereço, pois deu uma contribuição significativa.
Se você puder contribuir, agradecemos.
Se puder compartilhar, aumentando o alcance desta mensagem, também será uma ajuda e tanto.

O Amigão apareceu na porta da minha casa numa noite fria. Ele estava bastante doente. Um amigo o resgatou e...

O Amigão apareceu na porta da minha casa numa noite fria. Ele estava bastante doente. Um amigo o resgatou e…

... pagou o tratamento; agora, o Amigão espera por um novo lar.

… pagou o tratamento; agora, o Amigão espera por um novo lar.

Por apenas 10 reais, você ajuda o Amigão e ainda ganha À noite na Barra, meu novo livro de contos!

Por apenas 10 reais, você ajuda o Amigão e ainda ganha À noite na Barra, meu novo livro de contos!

MARRECOS MIGRAM PARA O NORTE – SEGUNDA PARTE

UNIVERSAL

AVENTUREIROS, “PERO NO MUCHO”

Por eu mesmo:

No primeiro post, contei minhas peripécias para entrar nos EUA de férias ao lado da Letícia Marreco; agora é hora de falar da nossa aventura -pero no mucho- nos parques Universal Studios e Island of Adventures (atendendo a insistentes pedidos, com mais fotos desta vez). Acho que não mencionei, mas tanto eu quanto a Senhora Marreco temos absoluto pavor de brinquedos radicais. Sim, eu sei; é quase um contrassenso ter medo de alturas e de ficar pendurado de cabeça para baixo e ir aos parques de Orlando; porém, como diria o Bardo, “há muito mais coisas entre o Magic Kingdon e o Universal Studios do que a Dragon Challenge“. Além disso, nós havíamos, no dia anterior, encarado inadvertidamente a “Seven Dworf Mines”; portanto, achamos que estávamos preparados para desafios maiores…

UNIVERSAL STUDIOS

Let the games begin... opa, essa é de outro filme...

Let the games begin… opa, essa é de outro filme…

Um universo de diversão te aguarda do outro lado deste portal.

Um universo de diversão te aguarda do outro lado deste portal.

Se, no reino mágico do Mickey & cia., os pequenos se encantam com os personagens criados por Disney e sua trupe, os parques da Universal apostam em heróis do cinema e dos quadrinhos, alcançando um público mais crescidinho. E, como eu passei toda a minha infância e adolescência lendo HQs do Batman, Homem Aranha, Hulk e outros, acabei me identificando mais com este parque.

UNIVERSAL 2

Regra número um: nunca, jamais se abstenha de pagar qualquer mico. O que importa é ser feliz.

Mas, obviamente, o Universal Studios vai além dos personagens dos quadrinhos; tanto é assim que, assim que entramos no parque, nos deparamos com os Blue Brothers (Irmãos Cara-de-Pau) em sua famosa viatura policial roubada. Os caras circulam pelo parque dando carona (que deve custar algumas doletas) para os visitantes e, num determinado momento, param e fazem um show no meio da rua.

Como diria Mark Whalberg, I think we just found a Transformer!

Como diria Mark Whalberg, I think we just found a Transformer!

Essa foto aí é de um dos brinquedos mais requisitados do parque; através de recursos de robótica, simuladores de voo e tecnologia 3D, você participa de um vertiginoso e violento combate entre os Autobots e Decepticons; para a nossa sorte, somos protegidos pelo Optimus Prime!

Como eu disse, o Universal Studios não se resume aos heróis dos quadrinhos; de fato, um dos melhores shows que assisti, um misto de comédia e musical, é protagonizado por uma trupe de anti-heróis como Drácula, Frankestein e Lobisomem, comandados pelo impagável Beetlejuice.

Aguardando o início do show do deliciosamente sarcástico Beetlejuice.

Aguardando o início do show do deliciosamente sarcástico Beetlejuice.

 

Ei-los!

Ei-los!

JURASSIC PARK!

A partir deste ponto, você está por sua própria conta e risco. Ah, mas o risco não é lá tão grande...

A partir deste ponto, você está por sua própria conta e risco. Ah, mas o risco não é lá tão grande…

Uma das atrações principais é o mundo de Jurassic Park, onde o visitante interage com os lagartões de Steven Spielberg.

Ahhhhhh! Que susto de mentirinha que esse dinossauro de mentirinha me deu!!

Ahhhhhh! Que susto de mentirinha que esse dinossauro de mentirinha me deu!!

Achei essa parte a mais infantil do parque; a maior emoção -para quem não se aventura na montanha russa, é óbvio- é levar uma ducha no passeio de barco no River Adventure. O que pode ser bastante refrescante no verão da Flórida…

Vai uma ducha aí?

Vai uma ducha aí?

Quer se refrescar do calor? Vá ao River Adventure.

Quer se refrescar do calor? Vá ao River Adventure.

 

HARRY POTTER!

Deixei o Harry Potter para o final porque é, de longe, a melhor parte do Universal Studios e do Island of Adventure que nós fomos.

A caminho de Hogsmeade. Seja lá onde isso fica.

A caminho de Hogsmeade. Seja lá onde isso fica.

Mesmo se você, como eu, não assistiu nenhum dos filmes e desconhece completamente o universo do bruxinho mais famoso do planeta, não há como não se impressionar com a riqueza, a quantidade e a exatidão dos detalhes do seu mundo. Para começar, o Diagon Alley fica praticamente escondido; acho que, se algum visitante não souber da sua existência, pode andar por todo o parque sem encontrá-lo. A primeira pista para entrar no mundo da magia é o ônibus de três andares; a entrada para o Diagon Alley é logo adiante. Há um muro de tijolos vermelhos com uma passagem quase secreta; atravessando esta passagem, você se depara com a mágica Londres dos livros e filmes.

O ônibus mutante.

O ônibus mutante.

 

O impacto da primeira visão do Diagon Alley!

O impacto da primeira visão do Diagon Alley!

Diagon Alley.

Diagon Alley.

Claro que aqui também tem dragão...

Claro que aqui também tem dragão…

... E é claro que ele também cospe fogo!

… E é claro que ele também cospe fogo!

 

Alguém viu o Harry por aí?

Alguém viu o Harry por aí?

Bateu a fome?

Bateu a fome?

Que tal umas enguias gelatinosas? No, thanks...

Que tal umas enguias gelatinosas? No, thanks…

Outra coisa sensacional é que o ambiente de Harry Potter (Londres e Hogwarts) se divide entre os dois parques; para conhecer a ambos, você precisa pegar um trem (se, claro, tiver comprado os tickets para os dois parques) e se deslocar de um parque a outro.

 

Estação de Londres. Próxima parada: Hogwarts. A viagem é tranquila; mas torça para não ter um indiano em sua cabine...

Estação de Londres. Próxima parada: Hogwarts. A viagem é tranquila; mas torça para não ter um indiano em sua cabine…

Um dos maiores arranha-céus do Diagon Alley.

Um dos maiores arranha-céus do Diagon Alley.

 

Ô Harry, dá pra sair da frente que tá atrapalhando a foto?! Brigadão. E sem feitiços, heim?!

Ô Harry, dá pra sair da frente que tá atrapalhando a foto?! Brigadão. E sem feitiços, heim?!

Uma coisa engraçada nessa parte do parque é a quantidade de crianças e adolescentes -vá lá, adultos também- completamente paramentados como o bruxinho e seus amigos; as varinhas mágicas eu desisti de contar…

A riqueza de detalhes é impressionante!

A riqueza de detalhes é impressionante!

A neve é tão real que eu quase senti frio...

A neve é tão real que eu quase senti frio…

Toda essa neve, e eu sem meu casaco...

Toda essa neve, e eu sem meu casaco…

A escola de magia de Hogwarts.

A escola de magia de Hogwarts.

Mais de perto.

Hogwarts por outro ângulo.

Dentro do castelo de Hogwarts está o melhor brinquedo que nós visitamos; um alucinante passeio de vassoura em 3D; a sensação de voo é vertiginosa. E adivinha quem aparece para te apavorar? Lembra do dragão ali de cima? pois é, ele mesmo.

Sem falar, é claro, de você-sabe-quem…

Para finalizar esse dia mágico, fomos dar uma volta na famosa Downtown Disney, uma área comercial que concentra restaurantes e lojas, dentre as quais a maior loja de produtos Disney do planeta.

E, por falar em Planeta, não poderíamos deixar de experimentar o Planet Hollywood… 

Entrada do Planet Hollywood.

Entrada do Planet Hollywood.

A decoração do restaurante remete aos momentos marcantes de -adivinhem? Hollywood!

A decoração do restaurante remete aos momentos marcantes de -adivinhem? Hollywood!

- Aí, Simba? - Diz aí, James? - Não olhe agora, mas tem a maior gata sentada bem aqui na minha frente...

– Aí, Simba?
– Diz aí, James?
– Não olhe agora, mas tem a maior gata sentada bem aqui na minha frente…

Fomos de ribs & fries para repor as energias.

Fomos de ribs & fries para repor as energias.

No dia seguinte, exaustos e felizes, era hora de partir rumo a Nova Iorque. Mas isso é assunto para o próximo post…

Até lá!

 

P.S.: Enquanto andávamos pelo Jurassic Park, notei uma estrutura negra, gigantescas sendo montada ao lado.

O nome que estava escrito?

King Kong!

Certamente, terei que voltar ao Universal Studios!

 

 

 

MARRECOS MIGRAM PARA O NORTE – PRIMEIRA PARTE

MINHA PRIMEIRA VEZ NA TERRA DO TIO SAM

Duas crianças felizes.

Duas crianças felizes.

Por eu mesmo:

Por uma série de circunstâncias e contingências, durante nossos 12 anos de casamento (e contando), eu e a Letícia Moreira Vargas Marreco ainda não tínhamos tido a oportunidade de fazer uma grande viagem; mas, com a sua formatura em Direito se aproximando, achamos que havia chegado a hora. Pesquisamos, planejamos, conversamos bastante até finalmente decidirmos nosso destino: Nova Iorque.

A próxima fase era a preparação financeira: calcula daqui, economiza dali (sempre por conta da Letícia; questões orçamentárias aqui em casa ficam com ela. Eu não tenho nem ideia de qual seja a nossa despesa mensal), juntamos o valor que achávamos suficientes, compramos as passagens, reservamos estadia… tudo estava correndo conforme os planos, até que amigos nos convenceram de que seria preciso incluir a Disney no roteiro. Recalcula, replaneja, compra novas passagens por outra companhia (a política de remarcação de passagens da companhia pela qual voamos é ridícula: gastaríamos quase o dobro para alterar a localização de desembarque!) para voar de NY para Orlando, finalmente, com muita expectativa e ansiedade, lá vamos nós em direção à “terra dos livres, lar dos valentes”.

KAFKA ENTRA NA PARADA: QUASE DEPORTADO!

Sabendo de antemão como aquele pessoal da imigração dos EUA é paranoico, já fui ensaiando mentalmente meu discurso para justificar o fato de descer de um avião e embarcar em outro: se me perguntassem o motivo, iria mencionar Kafka para justificar a absurda burocracia das companhias aéreas brasileiras, a dificuldade homérica em alterar o destino, etecétera, etecétera… porém, mal sabia eu que o verdadeiro surrealismo me aguardava do outro lado da fronteira: ao manusear meu passaporte, o oficial me mandou que o acompanhasse a uma sala reservada; segundo ele -se é que entendi direito-, aparentemente, outra pessoa tentava entrar no país usando meu nome…

Lá fomos nós para a sala da imigração, onde aguardamos que outras pessoas fossem interrogadas antes de nós. Quando chegou minha vez, o oficial segurou o passaporte, mirou bem a foto, olhou para a minha cara e disse: “humm… este não é você. A foto é bem parecida, mas definitivamente não é você”. Fui obrigado a rir, o que pode ter sido um grave risco; mas, ora bolas! Como assim?! A foto foi tirada no próprio Consulado americano! Ouvir aquele policial falando coisas como: “sim, parece muito, mas a distância dos olhos, as orelhas… não, acho que definitivamente não é você” me fizeram achar que, afinal, o Brasil não é assim tão esculhambado. Depois de cerca de quarenta minutos de espera e de quase me deixar em crise de identidade, o policial finalmente me liberou. Mas havia um problema: nós desembarcáramos em NY por volta das 6:30 da manhã, e nosso voo para Orlando estava marcado para as 9:30; com a fila gigantesca e como o procedimento investigatório da imigração, fomos liberados faltando apenas alguns minutos para o novo embarque, o qual aconteceria em outro terminal. Corremos feito loucos pelos corredores do JFK (o que fez com que eu me sentisse o próprio Leonardo DiCaprio fugindo de Tom Hanks em Prenda-me se for capaz), nos informamos, pegamos o airtrain em direção ao terminal correto… só que, como o aeroporto estava em reforma, o trem foi para o lado contrário antes de seguir para nosso destino. Resultado: perdemos o avião, os cem dólares da remarcação das passagens e toda a manhã e parte da tarde do primeiro dia. Só chegaríamos em Orlando por volta das três horas. Como já tínhamos perdido muito tempo, decidimos partir direto para um dos pontos turísticos mais visitados por brasileiros em Orlando: os famosos outlets! Pegamos o carrinho que havíamos alugado, instalamos o GPS e… nos perdemos pelas ruas da cidade. Sim, eu sou um desastre em termos de senso de direção; e a Senhora Marreco não fica muito atrás. Depois de rodarmos a esmo por algum tempo (eu já estava conformado em dirigir até o México) e de duas ou três perigosas freadas bruscas no meio do trânsito (eu ainda não estava acostumando ao câmbio automático), finalmente encontramos nosso hotel. Deixamos as malas, descansamos um pouco e saímos. A primeira parada era uma loja da rede Best Buy, onde se compra eletrônicos com preços excelentes; em seguida -sempre apanhando do GPS e rodando mais tempo do que o necessário-, fomos passear no charmoso Mall at Millenia, pois lá se encontra uma das nossas metas gastronômicas: o restaurante Cheesecake Factory, mundialmente famoso pelos seus deliciosas -será que dá para adivinhar?- cheesecakes.

A entrada de um mundo de delícias: Cheesecake Factory!

A entrada de um mundo de delícias: Cheesecake Factory!

Fomos de Steak Diane e Shrimp Scampi, uma combinação sensacional de camarões com steak de angus, acompanhados de purê de batatas com champignons; e, de sobremesa, o divino Chessecake de doce de leite e caramelo; ótima pedida para encerrar nossa primeira noite nos EUA!

Embrulha que eu vou levar um de cada.

Embrulha que eu vou levar um de cada.

O prato mais delicioso que nós comemos nos EUA!

O prato mais delicioso que nós comemos nos EUA!

E, para finalizar, adivinha? Cheesecake!

E, para finalizar, adivinha? Cheesecake!

O dia seguinte estava reservado para o ponto mais visitado por brasileiros em Orlando, depois dos parques: os Outlets.

Quer comprar bons produtos com preço baixo? Seu lugar é aqui!

Quer comprar bons produtos com preço baixo? Seu lugar é aqui!

Como você já deve saber, os outlets são centros comerciais -geralmente localizados nas saídas das grandes cidades- onde as marcas vendem suas coleções diretamente ao público, com preços muito inferiores aos normalmente praticados; lá, você encontra marcas famosas -e caras- com descontos de quarenta, cinquenta por cento. Parada obrigatória para brasileiros, que compram de tudo, de tênis a relógios, passando por brinquedos e bolsas de grife, terminando por comprar a própria mala onde vão carregar tanta bagagem extra…

Parte do resultado de um dia de compras.

Parte do resultado de um dia de compras.

Passar um dia num outlet é uma experiência exaustiva, e pode ser também perigosa se você não tiver autocontrole. Estourar o cartão de crédito não deve ser difícil; e em tempos de dólar nas nuvens, todo cuidado é pouco. Como eu e a Letícia levamos todo o dinheiro que pretendíamos gastar, não corremos nenhum risco.

Uma das coisas que mais impressiona e desanima quando você lembra do Brasil é perceber o valor ínfimo de impostos que se paga nos EUA; enquanto, cá em Pindorama, há produtos sobre os quais incidem até 75% de impostos, as notas fiscais americanas apontam meros 6,5%. Não admira que as coisas sejam tão caras em nosso país; nós somos obrigados a sustentar um Estado paquidérmico, glutão e inerte. E, muitas vezes, corrupto.

Terminado o dia de compras com excelentes negócios, finalmente fomos para o hotel.

O dia seguinte seria dedicado ao Reino Mágico de Walt!

MAGIC KINGDOM: UM LUGAR REALMENTE… MÁGICO!

Provavelmente o castelo mais famoso do mundo.

Provavelmente o castelo mais famoso do mundo.

Tudo bem, você não é mais um garotinho de oito anos; ok, há tempos você não acredita mais em magos, fadas, dragões e ratos falantes. Mesmo assim, não há como não se encantar com os maravilhosos parques idealizados pelo sonhador Walt. E, ainda que a infância já tenha ficado em algum lugar distante, eu garanto que você sentirá a magia. Se fosse para definir os parques de Orlando (como o tempo era curto, fomos apenas no Magic Kingdom, Universal Studios e Island of Adventure) em apenas uma palavra, eu diria: excelência. Nada ali é apenas bom, nada é somente ótimo: tudo é excelente! Percebe-se o nível de exigência com a qualidade em cada detalhe, por mais ínfimo que seja; eu não encontrei sequer um arranhão na pintura, um prego ou parafuso exposto, absolutamente nada fora do lugar, mal acabado ou mal conservado! Tudo se apresenta da melhor forma possível para proporcionar ao visitante uma experiência perfeita e inesquecível.

Letícia voltando a ser criança.

Letícia voltando a ser criança.

Aí Pateta! Sai fora que essa aí tá comprometida!

Aí Pateta! Sai fora que essa aí tá comprometida!

Uma coisa que chamou nossa atenção em todos os parques foi o apreço pelos visitantes em cada detalhe. É claro que, em praticamente todos os brinquedos, se você não se animou a pagar o Fast Pass, você é obrigado a esperar em uma longa fila até chegar a sua vez; contudo, enquanto você aguarda na fila, vai brincando com outras atrações relacionadas ao tema. Por exemplo, no brinquedo em que você viaja até a Terra do Nunca, no percurso da fila, enquanto aguarda você assiste, ao vivo, à cena do filme em que Sininho entra no quarto das crianças e bagunça os objetos ao seu redor; em outro ponto, você vê a réplica da casinha da Nana. Tudo isso deixa a espera mais agradável -especialmente para os pequenos-, tornado sua experiência ainda mais deliciosa!

O quarto onde Sininho apronta. à medida em que a fadinha vai espalhando seu pó mágico, o barquinho balança, o globo gira e as crianças -e adultos- esquecem que estão na fila...

O quarto onde Sininho apronta. à medida em que a fadinha vai espalhando seu pó mágico, o barquinho balança, o globo gira e as crianças -e adultos- esquecem que estão na fila…

Na fila da Mansão Assombrada, você se diverte com os bustos e os versos nas lápides dos

Na fila da Mansão Assombrada, você se diverte com os bustos e os versos nas lápides dos “moradores” da casa.

covas

Ou toque esse órgão sinistro. Tá bom, nem é tão sinistro assim...

Ou toque esse órgão sinistro. Tá bom, nem é tão sinistro assim…

Perfeição em cada detalhe. Tanto no parque quanto na Senhora Marreco...

Perfeição em cada detalhe. Tanto no parque quanto na Senhora Marreco…

Na Taverna do Gastão você como a Fera.

Na Taverna do Gastão você come como a Fera.

Princesas de Frozen. Valentina, minha sobrinha, pira!

Princesas de Frozen. Valentina, minha sobrinha, pira!

A Bela e a Fera. Aí, quem pira é a Letícia!

A Bela e a Fera. Aí, quem pira é a Letícia!

E, claro, não poderia faltar um dragão malvadão cuspidor de fogo. Minha vez de pirar.

E, claro, não poderia faltar um dragão malvadão cuspidor de fogo. Minha vez de pirar.

Sim, ela também está lá...

Sim, ela também está lá…

O chefe da gangue e dono do pedaço em carne, osso e orelhas.

O chefe da gangue e dono do pedaço em carne, osso e orelhas.

Avisa lá que eu fiquei meio preso aqui, vou demorar a voltar pra casa...

Avisa lá que eu fiquei meio preso aqui, vou demorar a voltar pra casa…

No final do dia, papais, mamães e crianças exaustos pegam o ônibus de volta para seus hotéis.

No próximo post, Universal Studios e Island of Adventures; para mim, o melhor de Orlando!