Artista cria imagens surreais e curiosas utilizando obras famosas

Publicado no Criatives:

Com criatividade e paciência, o brasileiro Lorenzo Castellini aproveitou o clima agitado e super plural da cidade de São Paulo para criar cenários inusitados. Ele reuniu recortes de obras famosas, a maioria de estilo impressionista, como Basquiat, Matisse e Van Gogh, e aplicou em situações reais.

Castellini misturou as figuras ao cotidiano paulistano com a técnica que ele mesmo batizou de air collage, como se fossem mesmo colagens no ar. Ele teve de ter bastante paciência para saber como enquadrar ângulos, distâncias, espaços e, claro, tempo. O objetivo do artista com o projeto é chamar a atenção das pessoas para as os belos detalhes escondidos nas ruas, nos bares, nas feiras, restaurantes, lanchonetes e mercados. Valeu a pena.

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10 Filmes biográficos sobre grandes escritores

Publicado no Ditopelomaldito:

O cinema nunca se cansa de sugar o tutano da literatura para alimentar a base de suas produções. Enquanto houver livros sendo publicados, sempre haverá uma história a ser adaptada para as telonas por Hollywood. Infelizmente, na maioria das vezes o resultado desta fusão não é lá muito satisfatório. O que nos leva ao eterno dilema de que o livro é sempre superior ao filme que fazem dele.
Em um outro ponto, e por um outro ângulo, já abordamos aqui alguns raros filmes que, segundo os próprios autores, melhoraram o livro em que foram baseados. Mas o que esses autores diriam de um filme que foi inspirado, não em uma de suas obras, mas sim em suas próprias vidas?
Parece que mesmo quando todas as obras de um escritor já foram exploradas, contadas e até refilmadas no cinema, os estúdios ainda encontram uma forma nada sutil de ganhar dinheiro filmando a biografia desses autores. Já dentro deste gênero, a margem de acerto parece ser bem maior por parte da indústria cinematográfica, e nos últimos anos alguns grandes escritores tiveram suas vidas brilhantemente levadas para o cinema.
Abaixo tivemos o cuidado de selecionar alguns desses filmes biográficos sobre a vida de grandes escritores, sinta-se a vontade para sugerir outros em nosso espaço de ‘comentários’.
✔ Capote,… sobre Truman Capote

Em novembro de 1959, Truman Capote lê um artigo no jornal New York Times sobre o assassinato de quatro integrantes de uma conhecida família de fazendeiros em Holcomb, no Kansas. O assunto chama a atenção de Capote, que estava em ascensão nos Estados Unidos. Capote acredita ser esta a oportunidade perfeita de provar sua teoria de que, nas mãos do escritor certo, histórias de não-ficção podem ser tão emocionantes quanto as de ficção.
Usando como argumento o impacto que o assassinato teve na pequena cidade, Capote convence a revista The New Yorker a lhe dar uma matéria sobre o assunto e, com isso, parte para o Kansas. Acompanhado por Harper Lee, sua amiga de infância, Capote surpreende a sociedade local com sua voz infantil, seus maneirismos femininos e roupas não–convencionais. Logo ele ganha a confiança de Alvin Dewey, o agente que lidera a investigação pelo assassinato. Pouco depois os assassinos, Perry Smith e Dick Hickock, são capturados em Las Vegas e devolvidos ao Kansas, onde são julgados e condenados à morte. Capote os visita na prisão e logo nota que o artigo de revista que havia imaginado rendia material suficiente para um livro, que poderia revolucionar a literatura moderna.
✔ Eclipse de uma Paixão,… sobre Arthur Rimbaud e Paul Verlaine

O filme conta a história de um relacionamento homossexual proibido entre os poetas franceses Arthur Rimbaud (Leonardo DiCaprio) e Paul Verlaine (David Thewlis).
Impressionado pelo talento e espontaneidade do jovem Rimbaud, o veterano Verlaine se aproxima do rapaz. Em noites regadas a absinto, os dois estreitam a amizade, descobrem o amor entre eles e escrevem alguns de seus poemas mais famosos. Porém, as amarras da sociedade e a própria intensidade da paixão entre eles começam a minar esse relacionamento.
✔ Wilde: O Primeiro homem moderno,… sobre Oscar Wilde.

A história de Oscar Wilde, poeta e dramaturgo irlandês, gênio da literatura. Não por acaso, o filme tem uma espécie de subtítulo, “o primeiro homem moderno”. Na virada do século 20, Wilde (Stephen Fry) escandalizou a sociedade com a maneira que viveu sua homossexualidade. Casado e com filhos, viveu um caso turbulento com o jovem Lord Alfred Douglas, que deixou os ingleses de cabelo em pé. Por causa de seu comportamento sexual, foi obrigado a prestar dois anos de trabalhos forçados na cadeia.
✔ Medo e delírio em Las Vegas,… sobre Hunter S. Thompson

Medo e Delírio pode ser interpretado como um mergulho inconsequente pelo universo das drogas. Baseado em obra do jornalista Hunter S. Thompson, o filme recusa-se a avaliar os prós e contras do uso das drogas. Limita-se a enfocar os seus efeitos – desde a atraente sensação de incoerência até as conseqüências de uma “bad trip’’. O estilo visual acompanha o tom alucinógeno, enchendo a tela com imagens atordoantes como um suposto ataque de morcegos e uma seqüência em que os motivos de decoração do carpete começam a subir pelas pernas do protagonista.
O filme só faz sentido quando o espectador lembra que a ação se passa em 1971, quando as drogas deixavam de ter a conotação de paz, amor e a inocência dos anos 60. O alter ego de Thompson, Raoul Duke (Johnny Depp), tenta justamente resgatar os velhos e bons tempos. O título pode ser interpretado como a sua “última viagem’’. Sempre na companhia de seu advogado tresloucado, dr. Gonzo.
As aventuras da dupla têm início na estrada, a caminho de Las Vegas, onde eles deveriam cobrir um evento esportivo. Na bagagem, uma máquina de escrever, roupas com estampas floridas ou espalhafatosas e muita, muita droga.
✔ Contos Proibidos do Marquês de Sade,… sobre Marquês de Sade

A história do Marquês de Sade, que viveu na tumultuada França do século 18. Sade, além de perigoso dissidente em meio a sangrenta Revolução Francesa, foi escritor, escandalizou a todos com seus poemas eróticos, foi preso, tornou-se revolucionário e escapou da sentença de morte duas vezes.
O filme aborda a censura e a liberdade de expressão a partir de um personagem que continua a chocar no século 21 com suas obras sobre perversidades e prazeres sexuais ligados à violência.
✔ O Círculo do Vício,… sobre Dorothy Parker

Em 1937, vivendo em Hollywood, Dorothy Parker (Jennifer Jason Leigh) relembra os tempos em que pertencia ao grupo Algonquin Round Table, formado por amigos escritores na Nova York dos anos 20. Entre festas, romances e amizades com os escritores, Dorothy passa por alcoolismo, comportamento auto-destrutivo e tentativa de suicídio. Destaque para a atuação elogiada de Jennifer Jason Leigh e para os diversos atores famosos que aparecem em pontas, incluindo Harpo Marx.
A escritora e língua afiada profissional Dorothy Parker pode não ter ganhado a cinebiografia mais divertida do mundo dada a natureza trágica de sua vida, mas teve uma interprete à altura
✔ O Carteiro e o Poeta,… sobre Pablo Neruda

Filme poético sobre a extremidade da poesia. Mario (Massimo Troisi) é um carteiro que, ao fazer amizade com o grande poeta Pablo Neruda (então exilado político), vira seu carteiro particular e acredita que ele pode se tornar seu cúmplice para conquistar o coração de uma donzela. Descobre, assim, a poesia que sempre existiu em si, assemelhando-se às descobertas de verdade pelos meios dialéticos de Sócrates-Platão.
O filme se passa em uma ilha na costa italiana. Massimo Troisi, que morreu aos 41 anos horas após o término das filmagens, não pôde ver o enorme reconhecimento mundial que o filme teve, com as 5 indicações para o Oscar, incluindo Melhor Filme, Diretor e Ator, em 1995.
✔ Henry e June,… sobre Henry Miller e Anais Nin

Este excelente filme de Philip Kaufman introduz-nos na vida erótica de duas grandes figuras da literatura do século XX.
Ao conhecer o escritor americano Henry Miller (Fred Ward) em Paris, em 1931, uma jovem escritora chamada Anais Nin (Maria de Medeiros) embarca numa viagem de descoberta interior, anotando fielmente num diário todas as suas experiências.
Na sua busca de novos territórios, Anais e Henry vêem-se seduzidos pela inquietante sensualidade da esposa de Henry, June (Uma Thurman).
Henry & June é uma inesquecível viagem através do território desconhecido das relações humanas, baseada nas passagens suprimidas dos diários de Anais Nin.
✔ Em Busca da Terra do Nunca,… sobre James M. Barrie

J.M. Barrie (Johnny Depp) é um bem-sucedido autor de peças teatrais, que apesar da fama que possui está enfrentando problemas com seu trabalho mais recente, que não foi bem recebido pelo público. Em busca de inspiração para uma nova peça, Barrie a encontra ao fazer sua caminhada diária pelos jardins Kensington, em Londres. É lá que ele conhece a família Davies, formada por Sylvia (Kate Winslet), que enviuvou recentemente, e seus quatro filhos. Barrie logo se torna amigo da família, ensinando às crianças alguns truques e criando histórias fantásticas para eles, envolvendo castelos, reis, piratas, vaqueiros e naufrágios. Inspirado por esta convivência, Barrie cria seu trabalho de maior sucesso: Peter Pan.
✔ Anos Loucos,… sobre William S. Burroughs

O início desta história dá-se em 1944 em Nova Iorque, onde a estudante de Jornalismo, Joan Vollmer (Courtney Love) leva uma vida boêmia repleta de barbitúricos e sempre rodeada por amigos, na sua maioria, homossexuais, todos futuros “beatniks”, entre os quais, o jovem poeta Allen Ginsberg (Ron Livingston), Jack Kerouac (Daniel Martinez) e William S. Burroughs (Kiefer Sutherland), o mais velho da turma e Lucien Carr (Norman Reedus) por quem todos estão apaixonados, especialmente Dave Kammerer (Kyle Secor) que termina assassinado por Lucien devido a assédios.
Sete anos mais tarde, Burroughs, apesar de preferência sexual se casa com Joan. Tudo corre bem até que os dois são obrigados a fugir para o México depois de uma confusão devido às drogas. Lucien e Ginsberg, agora correspondentes para a UPI, decidem ir ao México visitar o casal e descobrem que Burroughs está na Guatemala traindo a esposa com um jovem.
Este acontecimento faz parte da história literária deste grupo de amigos chamados de “beats” (um movimento literário) que virou uma lenda.

OS DOIS REIS E OS DOIS LABIRINTOS

Do genial Borges:

“Contam os homens dignos de fé (porém Alá sabe mais) que nos primeiros dias houve um rei das ilhas de Babilônia que reuniu seus arquitetos e magos e lhes mandou que construíssem um labirinto tão perplexo e sutil que os varões mais prudentes não se aventuravam a estrar, e os que entravam se perdiam. Essa obra era um escândalo, porque a confusão e a maravilha são operações próprias de deus e não dos homens. Com o passar do tempo veio à sua corte um rei dos árabes, e o rei de Babilônia (para escarnecer de seu hóspede) o fez penetrar no labirinto onde vagou afrontado e confundido até a declinação da tarde. Então implorou por socorro divino e deu com a porta. Seus lábios não proferiram queixa alguma, porém disse ao rei de Babilônia que ele, nas Arábias, tinha outro labirinto e que, se Deus fosse servido, o daria a conhecê-lo algum dia. Logo regressou à Arábia, reuniu seus capitães e alcaides e arruinou os reinos da Babilônia com tão venturosa fortuna que derrubou seus castelos, rompeu suas gentes e fez cativo ao mesmo rei. Amarrou-o sobre um camelo veloz e levou-o ao deserto. cavalgaram três dias, e lhe disse: ‘Ó rei do tempo e substância e símbolo do século! Na babilônia me quiseste perder num labirinto de bronze com muitas escadas, portas e muros; agora o Poderoso teve por bem que te mostre o meu, onde não há escadas que subir, nem portas que forçar, nem fatigosas galerias que percorrer, nem muros que te vedem o passo’.

Logo lhe desatou as amarras e o abandonou na metade do deserto, onde morreu de fome e de sede. A glória seja com Aquele que não morre.”

Labirinto

PODIA SER PIOR…

Da série Nada está tão ruim, que não possa piorar (por Paulo Marreco):

Bons tempos eram os de Diógenes, o filósofo grego. Dizem que o sujeito, exasperado com a degradação dos costumes da sociedade em que vivia, saiu às ruas de Atenas, cidade em que vivia, lanterna em punho, à procura de um homem honesto.

Pode não ter encontrado o que procurava, mas…

Ao menos não lhe roubaram a lanterna!

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Adquira meu novo livro, À noite na Barra, aqui, ó: http://abovevendas.com.br/index.php?route=product/product&product_id=94

LANÇAMENTO

Se você for louco o suficiente, já pode adquirir o novo livro de Paulo Marreco (sim, este que vos fala).

À noite na Barra é uma coletânea de contos de natureza fantástica, ambientados na Barra do Jucu, um pacato bairro de Vila Velha. Ao menos, isso é o que todos pensam; o aprazível balneário é mais do que isso. Barra é o habitat natural de estátuas de padres e cavaleiros andantes, cowboys anacrônicos, gatos com estranhos poderes, humanos imunes a tudo, cães de estimação que se rebelam. Os jornais que circulam na Barra trazem as notícias do futuro; na biblioteca da Barra, há um volume contendo toda a história da sua vida (isso mesmo, leitor: da sua vida!). Este é o universo apresentado neste livro; um universo de seres e situações inusitadas, insólitas, fantásticas. Um universo de fantasia e suspense. Mas que, eventualmente, pode se misturar e se sobrepor ao universo real. Se você procurar bem, poderá encontrar em algum lugar a assombrosa notícia sobre o gato Oscar. Nenhuma ficção é mais surpreendente que a realidade. Quantos personagens deste livro, além de Oscar, poderiam povoar nosso universo “real”? Dificilmente saberemos.

Mas, se você arriscar a sair por aí, procurando, nas madrugadas frias de inverno…

À noite na Barra

Autor: Paulo Marreco

96 páginas

19 reais

Disponível em:

Divulgação_PauloMarreco

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Fragmentos

Limites, por Jorge Luis Borges (em tradução livre):

borges 2

 

Há uma linha de Verlaine que não tornarei a recordar

Há uma rua próxima que está vedada a meus passos,

Há um espelho que me terá visto pela última vez,

Há uma porta que terei fechado até o fim do mundo.

Entre os livros de minha biblioteca (estou os vendo)

Há algum que nunca mais abrirei.

Este verão farei cinquenta anos;

A morte me desgasta, incessante.