Fred Melo Paiva comenta o comentário de Gustavo Lima (quem é esse mané mesmo????). Sobrou até pro Felipão. No Superesportes:

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Sai fora com essa musiquinha boiola. Aqui é rock’n’roll, mané!!!

Esta semana estive curiosamente envolvido com uma questão para mim tão estranha quanto o milagre da sustentação das vigas: a música sertaneja. É o tema da vez no programa que faço no History Channel, O infiltrado. Para investigar o assunto, me propus a formar uma dupla, eu e o pobre coitado que se dispusesse a uma parceria com a minha falta de noção.

Tendo ido buscar os conselhos da grande compositora Fátima Leão, autora de incríveis sucessos dos quais eu jamais tinha ouvido uma nota, ela me perguntou, contrariada: “Você está de costas para o Brasil???” Mudo, me imaginei na praia – de costas para o Brasil, como um silvícola vendo chegar as caravelas. A minha mulher do meu lado, a gente ouvindo um Doors: “This is the end, my only friend…” Segura, peão! É essa vidinha mais ou menos que almejo depois de vestir a faixa de campeão do mundo. Vou ambicionar mais o quê?

Estava eu envolvido nessa conjecturas, quando um amigo me escreve: “O Gusttavo Lima disse que a classificação do Galo para a semifinal da Libertadores corresponde a 10% da história do Cruzeiro”. Eu, punk desde Stooges e MC5, sósia do Pete Townshend, pergunto: “Who is Gustavo Lima? Um matemático? O Oswald de Souza?”. Ele me corrige: “É Gustttttavo Lima, aquele do hit Gustttttavo Lima e você”. Gustttttavo Lima e eu??? Tipo Michael Jackson – ABC, 123, you and me? Que isso, véio… Sai de mim que é encosto! Vou ao Google e identifico a figura: aquele sujeito que tem o cabelo daquele bonequinho que a gente regava a cabeça até crescer uma espécie de grama – o mesmo que usa o collant de balé da minha irmã mais nova.

Cá entre nós, eu fiquei num orgulho… O Gustttttavo Lima desdenhando a gente… Pena que ele falou no show, porque se tivesse escrito eu botava num quadro. Meu filho, a Galoucura canta é Creedence. Você não sabe o que é isso porque tá de costas pra Califórnia – California über alles! A gente já teve a Iron Galo, tem a Galo Metal, a Hey Ho Let’s Galo. Sai pra lá com essa sua música, senão eu chamo o pessoal da Comissão da Verdade – tortura nunca mais!

Na matemática do cruzeirense, 11 homens de azul correm atrás de uma bola, no intuito de chutá-la entre três balizas fixas, nisso que se chama de futebol. O atleticano não liga pra futebol. Seu negócio é outra coisa – uma religião centenária feita de amor e superação. Se a classificação do Galo é 10% do Cruzeiro, a mística do Yale corresponde a 1% da nossa. As duas Libertadores que o Gustttttavo Lima tem não valem a canhota do Victorrrrr.

Um cruzeirense me escreve: “Sua franga iludida, o que está achando da tabela do Brasileirão?” Se o campeonato terminasse hoje, o Cruzeiro seria campeão e o Atlético, rebaixado. Uma pena faltarem 250 rodadas. Desde que tocaram o hino do Galo no Mineirão, o cruzeirense parece que fumou todo o orégano da cozinha. Descontrolou.

Ainda mais agora, que a selecinha ameaça vestir meu Galo com a camisa da CBF. O Felipão parece aquele adolescente que tá doido pra dar umazinha, mas não consegue pegar na mão. Fez um charme pro Marcos Rocha, chamou o Réver, mais um pouquinho pegou o Bernard, aprochegou-se e levou o Jô. com o Ronaldinho, segue nesse onanismo, o esquema tático do 5 contra 1. Vai logo, meu filho, coragem! Veste o Atlético de CBF, que depois a gente manda exorcizar.

Gustttttavo Lima e você. Só se for você. Porque comigo, não, violão!

O saldo dos shows

Rica Perrone comenta mais um show do GALO no campeonato mineiro. Lá no blog do cara:

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“Há uma semana o Galo deu um espetáculo diante do Cruzeiro e fez 3×0, mão na taça. Hoje o Cruzeiro retribuiu meio tempo do mesmo “baile”, fez 2, faltou um, até que um pênalti separou o sonho da realidade.

Penalti que pra mim não aconteceu, diga-se. E não quer dizer grande coisa, já que 2×0 também não mudaria o título de mãos.

Até por serem as mãos mais merecidas em carrega-lo, já que em 2 decisões, que resumem o estadual mineiro, foi dono de um dos “shows” apresentados. Suficiente.

Fazer 3×0 naquele que é, hoje, o melhor time do país e portanto das Américas, é algo quase impossível. Só mesmo um clássico, o maior rival, a mística, enfim… O Cruzeiro.

Nem ele.

Então, ninguém.

Campeão mineiro como sabor de aperitivo para um grande banquete. Não é bem o que o Galo quer, mas é um fato, não um sonho.

E o melhor de tudo?

O sonho ainda não acabou.

abs,
RicaPerrone

Sorria, você está classificado

Pelo sãopaulino Rica Perrone:

Não diga nada. Qualquer frase será no mínimo desnecessária. Uma partida como essa não requer legenda, locução de fundo e nem um post no blog.

Não há ponderação alguma a ser feita. Não importa os mil argumentos do derrotado, pois hoje nem ele é capaz de se convencer deles.

O Atlético MG “desenhou” o que foi o jogo no placar e de forma não muito convencional sequer demorou para fazer isso.

Tudo indicava que o time que não pode tomar 2 gols e que mesmo fazendo 1 continua não podendo tomar 2 ficaria atrás esperando.

Não ficaram.

Ousados, surpreendentes, sorridentes. O Galo joga rindo.

E tira sorrisos de quem nem se importa com ele. Porque ninguém fica indiferente a um drible que leva uma falta violenta a um toque no meio das pernas.

Cuca, o pé frio de muitos, tem mais uma vez o time mais bem armado do país. Talvez nem seja o mais competitivo, mas disparado o que mais joga futebol.

E jogar futebol, lembre-se, não tem muito a ver com resultados. Colabora, mas não define.

Mesmo que não dê, mesmo que o fim da linha seja antecipado,  é fato que o Galo voltou.

E voltou sorrindo.