Querem derrubar Temer? Eu topo! Mas, com algumas condições…

Por eu mesmo:

Como se sabe, a ex-presidente Cujo-Nome-Me-Recuso-a-Citar foi apeada do poder mediante um longo processo de impeachment (a propósito, Tchau, Querida). Claro, ela havia sido democraticamente eleita; claro, o processo de impeachment existe justamente para destituir presidentes democraticamente eleitos.

Agora, volta e meia leio partidários da Dona Catástrofe reclamando. Dizem: “foi para isso que vocês impicharam a Falecida?”
Nós impichamos a Desastrosa porque era preciso. Aliás, não custa lembrar que esta crise que ainda vivemos decorre do seu trágico e nada saudoso governo. Ou já se esqueceram do déficit de quase DUZENTOS BILHÕES no orçamento logo no primeiro ano de sua reeleição? Ela saia que havia levado o país à falência, mas escondeu os números do povo para se reeleger. O “fantástico mundo de Bob” petista só existia nas propagandas de João Santana, o ex-marqueteiro e atual presidiário petista.
Derrubamos o Erro porque era o que determinava alei.
Fizemos isso com panelaços e manifestações domingueiras. Sem quebrar uma única vidraça. Sem matar jornalistas com morteiros (mordam-se de inveja e aprendam, sindicatos, grupos sociais e partidos de esquerda!). Enfrentamos a fúria rancorosa, a inveja e o deboche da esquerda e a má vontade da quase totalidade da imprensa. Mas conseguimos.
Temer não era nossa opção; era apenas o segundo na linha sucessória.
E, se querem saber, é infinitamente melhor do que a Ruinosa.
Mas não é intocável, nem está acima da lei.
Só que a Lava Jato prossegue, ao contrário dos prognósticos dos partidários do Estrupício. E o Presidento, muito mais hábil e competente do que sua antecessora, tenta efetivar as medidas necessárias à recuperação do país. Por mim, Temer completa seu governo e entrega o país em 2018 ao seu sucessor. Conforme a lei.
Mas podemos combinar o seguinte: se me provarem que Temer deve cair, eu topo voltar às ruas. Depois de dois presidente impichados, já notei que o Brazil varonil sobrevive ao processo. Nada demais.
Só que eu tenho as minhas condições.
Tem que ser aos domingos. De maneira pacífica. Sem quebrar vidraças nem vandalizar o patrimônio alheio.
E não aceito a presença de black bloks covardes e arruaceiros.
E, principalmente: não pode ser em dia de jogo do GALO.
Se for assim, podem me chamar que eu vou.

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Diz aí, meu amigo esquerdista…

por Paulo Marreco:

LULLADRÃO

“Aqui pra Constituição e pras leis, ó!”

 

OK, você votou em Dilma. E em Lula antes dela.

Acreditou (ainda acredita?) nos benefícios sociais do governo petista.

Acredita, de verdade, que o governo do PT é melhor que o do PSDB –esse, um bando de abutres conservadores elitistas de direita.

Acredita ser absurdo que um bando de corruptos julgue o impeachment da Dilma, eleita pelo povo (mas esquece –ou despreza- que o bando de corruptos também foi eleito pelo mesmo povo).

Acha que o impeachment é golpe dessa direita reacionária que não aceita os pobres dentro dos seus shopping centers, e muito menos dividir o assento do avião com eles.

Em suma, acha que devemos aceitar Dilma até o fim do seu mandato, pois assim estaremos preservando nossa jovem e ainda trôpega democracia.

Ok, entendo. Discordo radicalmente, mas entendo.

Agora, a respeito da nossa democracia –ou, mais especificamente, da democracia petista, me diga lá uma coisa (ou duas, ou até três):

Coisa número um: Durante a campanha presidencial de 2010, o candidato José Serra fazia uma caminhada por um bairro do Rio de Janeiro. Foi cercado por militantes petistas e impedido de continuar, pois se tratava de um “reduto petista” e, portanto, ele não poderia continuar sua campanha ali. Lula, com a ligeireza que lhe é peculiar, comparou o incidente à simulação protagonizada pelo goleiro chileno Rojas, afirmando que Serra havia fingido ser atingido, ou que fora alvejado por uma simples bola de papel. O fato é que a tal bolinha -na verdade, um rolo de fita- acabou desviando o foco do verdadeiro e grave problema: UM CANDIDATO À PRESIDÊNCIA DA REPÚBLICA FOI IMPEDIDO PELOS PETISTAS, POR MEIO DA FORÇA, DE EXERCER UM DIREITO CONSTITUCIONAL E, PORTANTO, DEMOCRÁTICO: o de ir e vir e, por extensão, de realizar campanha onde bem entender.

Coisa número dois: em 2013, a blogueira cubana Yoani Sanchez, opositora do regime castrista, visitou o Brasil. Esquerdistas favoráveis (muitos ligados) ao PT e à ditadura cubana hostilizaram a mulher, impedindo a realização de suas palestras e forçando o cancelamento da exibição de documentários. Ou seja: MAIS UMA VEZ, OS PARTIDÁRIOS DO PT E SEUS ALIADOS IMPEDIRAM, À FORÇA, O EXERCÍCIO DE UM DOS MAIS CAROS PILARES DA DEMOCRACIA: O DIREITO À LIBERDADE DE EXPRESSÃO.

Coisa número três: num evento repleto de simbolismo involuntário, em 2015, parlamentares petistas, na tentativa de evitar a derrota certa na eleição da comissão que conduziria o processo de impeachment da Presidente (ao menos me conceda a prerrogativa de ser fiel à nossa língua) Dilma, destruíram as urnas. Isso mesmo: parlamentares petistas destruíram urnas! Ou seja: PARLAMENTARES PETISTAS, TENTANDO OBSTRUIR UM DOS PROCESSOS BASILARES DA DEMOCRACIA, QUAL SEJA, UMA ELEIÇÃO, QUE DEFINE A VONTADE DA MAIORIA, DESTRUÍRAM O OBJETO QUE SINTETIZA O PRÓPRIO PROCESSO DEMOCRÁTICO.

Coisa número quatro: é notório o terrorismo eleitoral a que o partido recorre em época de eleições: divulga entre os mais pobres as mentiras de que, se o partido for derrotado, o “outro” vai acabar com o Bolsa Família, vai privatizar a Petrobras (o que seria uma excelente ideia!). Apesar de ser uma tática de guerrilha conhecida por todo mundo, foi chocante assistir o vídeo gravado durante as convocações para as manifestações que promoveria a favor de Dilma, no qual carros de som do PT propalavam estas e outras mentiras em alto e bom som. Ou seja: o PT perdeu até mesmo o pudor de fingir qualquer compromisso com a verdade, com a ética.

Coisa número cinco: em 2016, militantes favoráveis ao governo tentaram impedir que representantes da OAB protocolassem, no Congresso, novo pedido de impeachment da Presidente da República. Aquela entidade aponta as “pedaladas fiscais, as renúncias fiscais ilegais em favor da Fifa e a intenção de beneficiar um aliado, alvo de investigação judicial, atribuindo-lhe as prerrogativas de ministro de Estado” como razões suficientes para o impedimento. Ou seja: MAIS UMA VEZ, PARTIDÁRIOS FDESTE GOVERNO TENTARAM, PELA FORÇA, OBSTRUIR O EXERCÍCIO LEGÍTIMO DE UM DIREITO DEMOCRÁTICO, O DE PETICIONAR PERANTE OS ÓRGÃOS PÚBLICOS.

Nem vamos falar da utilização de dossiês fajutos, das reiteradas quebras de sigilos bancários e fiscais de adversários políticos, da incompetência catastrófica de Dilma, do desastre econômico, da recessão, da inflação, do desemprego.

Fiquemos apenas nestes gravíssimos exemplos de violações ao exercício pleno da democracia protagonizado pela militância petista.

Então, me diga: mesmo que você acredite sinceramente em tudo aquilo que eu mencionei lá em cima; mesmo que veja benefícios advindos da gestão petista nestes 13 anos…

Esse modus operandi violento, essa truculência quando o resultado do jogo não lhes é favorável, essa intolerância à vontade do outro…

Estas coisas não te deixam nem um pouco preocupado? Não te deixam assim, com uma pulga atrás da orelha? Não te deixam desconfiado de que o PT talvez não seja, assim, tão democrático? Que seja democrático apenas quando o resultado da democracia lhe é favorável?

Ou concorda com tudo isso e aceita estas práticas? Acha isso tudo normal? Acha tudo “tranquilo, favorável”? Democrático? Acha que “os fins justificam os meios”?

Humm… talvez você esteja um pouco confuso, pois tudo isso foi protagonizado pelo Lula, pelo PT, pela esquerda. Ou seja, por aqueles que sempre lutaram pelo bem do povo, pela “justiça social”, pela ética, contra a corrupção…

Já sei: para facilitar o raciocínio, faça o seguinte:

Finja que que fez tudo isso foi o FHC e o seu pessoal neoliberal.

Agora me diga: isso é coerente com o seu conceito de democracia?

 

 

 

 

TENHO AMIGOS ESQUERDISTAS

CHE

 

Por eu mesmo:

 

Sim, é verdade. Tenho alguns amigos de esquerda. Alguns conhecidos apenas nas redes sociais; outros, amigos de longa data. Respeito-os a todos; a alguns, admiro bastante; e por alguns deles tenho afeição profunda.

Gente de caráter. Gente íntegra. Alguns, profissionais extremamente bem sucedidos em suas profissões. Empreendedores. Até onde eu saiba, nenhum deles depende do partido para se sustentar.

Gente que deseja um mundo mais justo. Por isso, votaram em Luciana Genro (!!!!) no primeiro turno, e em Dilma no segundo. Convictos de que esta seria a melhor opção para o governo do país. Gente que acha Cuba um lugar melhor do que os EUA.

Quanto a mim, não sei se sou de direita; acredito na defesa das liberdades individuais; acredito nos “valores sociais do trabalho e da livre iniciativa”; acredito que o Estado deve se limitar a prover Educação, Saúde, Segurança e infraestrutura; até compreendo a necessidade dos programas assistenciais, criados, na esfera federal, por FHC, desde que estes ofereçam a chamada “porta de saída”. Em suma: estou bem mais para John Locke do que para Thomas Hobbes, e menos ainda para Rousseau.

Portanto, fico assombrado com a ardorosa defesa que alguns destes amigos fazem do socialismo, como se ele fosse um regime que trouxesse ao mundo a justiça e o bem estar do homem.

Até compreendo sua sede de justiça. Compreendo sua revolta contra a ganância desmesurada. Recentemente, li num artigo que, naquele determinado momento da História, era praticamente um imperativo que Marx escrevesse O Capital; sabemos como o homem, deixado por sua própria conta, pode ser “o lobo do próprio homem”. Todos conhecem a velha anedota sobre a diferença entre ser comunista na juventude e continuar sendo na idade adulta.

Entretanto, não compreendo como, a despeito da realidade, continuam defendendo um sistema que, ao longo da História, resultou em verdadeiros desastres onde foi implantado, assolando populações inteiras, produzindo o nivelamento pela miséria -e os indefectíveis bilionários, amigos do Partido do poder, visceralmente ligados ao Estado- e matando milhões de seus próprios concidadãos. Tudo isso em nome da justiça e da igualdade.

Talvez estes meus amigos sejam apenas um pouco ingênuos; pode ser que o ideal que arde em seus peitos desde a juventude os impeça de perceber que o sistema que defendem não funcionou a contento.

Talvez eles sejam crédulos; mas, aí eu também sou. Ora, bolas: sou um cristão convicto -sim, tenham muito cuidado comigo!-; a fé é uma das premissas da minha existência. Acredito piamente no divino, no sobrenatural. Não; definitivamente, crer não é problema para mim.

Mas o negócio é que eu acredito absolutamente em Deus, mas duvido e desconfio radicalmente do homem. “Enganoso é o coração do homem, e desesperadamente corrupto”, afirmou o salmista há alguns milhares de anos atrás. Desconfio de todo mundo que, em nome do meu bem estar, mete a mão nos meus direitos, restringe as minhas liberdades e tenta controlar até mesmo as informações a que eu tenho acesso.

Como eu já disse, respeito profundamente a opinião destes amigos. O diabo é que, no regime que eu acredito, eles tem total liberdade para expressar seu descontentamento e pregar seu ideal, por assim dizer, revolucionário, ao passo que, no regime defendido por eles, eu estaria preso ou teria sido mandado ao paredón. Ou, como sou um rematado covarde, teria enfiado a viola no saco e me calado sobre o governo.

Talvez estes meus amigos pensem como Luluzinha Genro: o socialismo não deu certo em lugar nenhum porque, na verdade, aquilo não era o verdadeiro socialismo. Talvez nós, brasileiros, criativos como ninguém; nós que inventamos a jabuticaba e a tomada de três furos, sejamos capazes de ter sucesso onde todos os outros povos fracassaram, e o nosso socialismo tropical venha a cumprir todas as promessas de igualdade, fraternidade e tudo o mais, promovidos pelo Grande Irmão Estado.

Pode ser.

Mas, como eu disse, sou desconfiado demais. Além disso, as evidências e os fatos depõem contra esta tese.

Portanto -e com todo o respeito a estes meus amigos-, por via das dúvidas, dentro das minhas parcas forças e enquanto for possível, continuarei resistindo ao regime que eles defendem e pretendem ver implantado no Brasil.

Sem ressentimentos.

P.S.: Como mencionei no início do post, tenho realmente amigos de esquerda; e eu REALMENTE tenho por eles respeito, admiração e afeto. Se algum deles decidir se manifestar a respeito do tema, será bem vindo; assim como a outra banda também pode tocar. Só peço aos eventuais comentaristas que o façam com respeito e civilidade, sem agressões. Comentários desrespeitosos serão deletados sem cerimônia. Sou democrático, mas o post é meu eu faço com ele o que eu quiser.

RECONHECER JEAN WYLLYZ? NEM MORTA, FILHA.

Por eu mesmo:

 

Às vezes, confesso que dá uma vontade danada de deixar passar, de fingir que não vi, que o negócio nem é comigo; mas tem certas coisas tão absurdas que eu não resisto. Posso até me arrepender depois; posso estar semeando palavras ao vento -contrário; mas, nem que seja só para ajudar a deixar evidente o espírito –de porco- desses tempos rombudos, vamos lá…

 

Dia desses, um cara postou uma singela homenagem a Jean Wyllys, parabenizando-o por ter sido eleito uma das “50 personalidades da diversidade em todo o mundo” pela revista The Economist. O título do post do rapaz era: “Ele é um político que não rouba o Tesouro Público. Só por isso já merece o reconhecimento de todos os brasileiros”.

 

É claro que contestei o moço; é claro que ele não gostou da contestação. Daqui a alguns parágrafos mostrarei nosso cordial diálogo; mas antes, algumas considerações sobre o nível de indigência moral e intelectual a que chegamos.

 

Antes de mais nada, acho importante refazer a trajetória política do valente Jean Wyllyz, doravante denominado JW (seu nome tem dáblius, ípsilones e zês demais; dá muito trabalho ficar escrevendo essa cacofonia de letras estrangeiras. Será isso algum nome de guerra?). Como é notório, JW estreou para o grande público participando daquele notório programa filosófico da Globo (sim, aquela mesma Globo, tão odiada e combatida pelos esquerdistas companheiros de JW. Santa contradição, Batman!), o edificante Big Brother. JW venceu o programa; ao que consta, a “confissão” de sua homossexualidade e a “perseguição” por ele sofrida na casa global lhe valeram o prêmio de um milhão de reais. JW se recusa a dizer o que foi feito da grana, e eu fico aqui me perguntando se o agora deputado, socialista, teria socializado a bolada…

 

Terminado o BBB, JW cumpriu o périplo comum a todos os “brothers” e “sisters”: participou de programas de auditório na Globo, da Turma do Didi, até se “consagrar” como repórter no programa da… Ana Maria Braga. Só não sei se posou nu; talvez tenha faltado convite.

 

Convencido de que se tornara famoso o suficiente, e satisfeito pelos relevantes serviços prestados à sociedade na condição de vencedor do BBB e ex-repórter da Ana maria Braga, JW acreditou ser o momento de contribuir ainda mais para o engrandecimento do país; calcado nas milhões de ligações computadas para ganhar o BBB, lançou sua candidatura a deputado federal. O raciocínio poderia até ter uma certa lógica; porém, o cálculo não estava exatamente correto; JW obteve míseros 13 mil votos, insuficientes para dar-lhe a tão almejada vaga no Congresso Nacional. Entretanto, por conta de uma das maiores excrescências do processo eleitoral brasileiro, o malfadado “voto de legenda”, JW acabou se elegendo na aba de outro candidato do seu partido, o PSOL, partido do “socialismo e liberdade”, oximoro capaz de fazer Jorge Luis Borges corar de inveja. Portanto, lá está o rapaz, confortavelmente aboletado no cargo de deputado federal. No qual, segundo o seu apologista, devemos-lhe reconhecimento por não roubar o dinheiro público. Hum…

 

Um deputado federal recebe atualmente salários de R$ 33.700,00. Sim, você leu direito: trinta e três mil e setecentos reais. Ou seja, 42 salários mínimos. Ou seja, JW recebe mensalmente, de salário, o que um trabalhador comum leva três anos e meio para ganhar. “Mas, espere; não é só isso”, diria aquela propaganda da Polishop! Além do salário, JW tem direito a auxílio-moradia de 4,2 mil reais, verba de gabinete no valor de 92 mil mensais, passagens aéreas e plano de saúde. Cada deputado federal custa ao brasileiro, em média, cerca de 170 mil reais por mês. E o valente JW não acha que eles, os deputados, ganham muito…

 

Sim, até entendo que, nestes tempos de bandalheira escancarada, não “roubar” o dinheiro público quase chega a ser uma qualidade num parlamentar; porém, não me peçam para achar que alguém que custa aos combalidos cobres brasileiros a montanha de dois milhões de reais por ano esteja me fazendo algum favor, porque ele, definitivamente, não está!

 

Reconhecer JW porque ele não “rouba” dinheiro público?! Ah, faça-me o favor! Ele até pode não se locupletar ilegalmente com verbas públicas; mas nisso ele não faz mais do que sua obrigação! Quanto à sua atuação parlamentar, aí é que o negócio degringola de vez!

 

Conforme já disse acima, o título do post elogioso ao despenteado deputado era: “Ele é um político que não rouba o Tesouro Público. Só por isso já merece o reconhecimento de todos os brasileiros”. Pois bem: como achei que o motivo era insuficiente para me obrigar a reconhecer JW, retorqui (eu e essa minha boca enorme…). Questionei se o fato de não roubar verbas públicas dava a JW o direito de ser desonesto, autoritário e ignorante (Sim, é verdade que peguei um pouco pesado…). O admirador de JW me pediu que apontasse as provas da desonestidade de seu deputado predileto, de preferência, apontando os processos judiciais a que JW estivesse respondendo. Apontei que a desonestidade de JW é intelectual, na medida em que, na defesa de sua causa, omite fatos e usa de falácias para convencer seu público. O Admirador, então, me ameaçou com processos judiciais por calúnia e difamação caso eu não me retratasse por minhas afirmações…

 

Bem, sr. admirador de JW, apesar de ter me formado na melhor faculdade de Direito do meu Estado, sempre fui um péssimo aluno; nem sei como cheguei ao final do curso. Estão aí os professores Gustavo Varela Cabral e Américo Bede Junior, entre outros, para confirmar; porém, basta uma rápida consulta ao Código Penal (artigo 138) para saber que o ilícito penal denominado calúnia consiste em “imputar a alguém fato definido como crime”. Ora, até onde eu saiba, a desonestidade ainda não está tipificada no Código Penal. Quanto à difamação, até pode ser…

 

Sabemos que JW e seus pares acabaram de criminalizar a opinião com essa absurda lei do direito de resposta –aliás, outra coisa que o democrata JW e seus pares socialistas adoram é uma censurazinha-; se ele quiser me processar, poderá contratar um bom advogado com os mais de 33 mil reais mensais que os meus impostos pagam a ele; ou talvez seu partido disponha de um corpo jurídico do qual ele possa dispor. Quanto a mim, serei obrigado a recorrer a um defensor público. Mas vejamos o diálogo no qual eu teria caluniado e difamado o nobre congressista (por motivos óbvios, omito a identidade do meu interlocutor:

 

 

Paulo Marreco JW é desonesto em absolutamente tudo quanto fala. Só um exemplo: é desonesto quando, falando sobre intolerância religiosa, menciona fatos isolados praticados por algum imbecil ignorante contra religiões afro, mas se esquece de comentar a perseguição promovida a alguns pastores por membros do movimento glt, que cercam locais de culto e promovem baderna e arruaça nas portas de templos, cerceando o direito de culto das pessoas ali reunidas. Lembrando ao nobre amigo que a desonestidade pode ser intelectual e se manifestar da forma acima descrita. Segundo Arthur Schopenhauer, para que haja um debate honesto é preciso que os debatedores estejam dispostos a encontrar a verdade, mesmo que ele esteja do outro lado; JW não quer encontrar a verdade, quer impor sua obscura visão de mundo ao restante da coletividade; por isso é autoritário; por isso foge de qualquer debate com quem quer que seja (a carraspana que levou de Kim Kataguiri é um exemplo). Acredito que você não “ignore” estes fatos; talvez apenas concorde com o “nobre” deputado BBB.

Curtir · Responder · 2 · 7 de novembro às 12:42

 

 

DEFENSOR DE JW Ainda vou ter mais um pouco de paciência contigo, Sr. Marreco: CADÊ A “DESONESTIDADE” e as “PICARETAGENS” que o Sr. falou? Até agora, falou de religiosidade. Isso eu não discuto, pois é como discutir Meteorologia, Astrologia, Simpatias. Cada um com suas crenças. Quero saber aonde o sr. viu um processo contra o deputado Jean Wyllys por desonestidade ou picaretagem. Ou o Sr. RETIRA o que disse sobre estes dois temas ou o Sr. estará sujeito a acusações de calúnia e difamação. O Sr. tem ou não tem provas de “desonestidade” e “picaretagem” por parte do deputado??? Desonestidade e picaretagem é o que se tem visto entre os acusados na Operação Lava-Jato, no Petrolão, no Mensalão, no Tremsalão de S. Paulo. O Sr. tem algo semelhante a apontar sobre o deputado Jean? Se não tem, SAIA FORA DO MEU FACE e pare de acusar pessoas de bem apenas baseado em suas convicções religiosas.

Curtir · Responder · 1 · 7 de novembro às 15:09 · Editado

Paulo Marreco Fico grato e lisonjeado pela deferência de ter paciência comigo, Sr. DEFENSOR DE JW; vou tentar me fazer entender novamente; o sr. é uma pessoa inteligente, creio que será capaz disso. A questão, ao contrário do que o Sr. falou, não é de RELIGIÃO; é de PRINCÍPIOS. Se JW OMITE dados para fortalecer seu argumento e tentar vencer um debate, ele está sendo DESONESTO. Quando JW afirma que é intolerância um religioso afirmar que homossexualismo é pecado, mas que um homossexual enfiar um crucifixo no r… no ânus é manifestação artística e liberdade de expressão, ele está sendo extremamente DESONESTO. Conseguiu compreender agora? Desonestidade não é só meter dinheiro público no bolso; desonestidade é usar argumentos falaciosos para ludibriar a opinião pública. E o botão de bloqueio é a serventia da casa, meu caro; faça uso dele quando quiser.

Curtir · Responder · 2 · 7 de novembro às 16:23

 

DEFENSOR DE JW Paulo Marreco O Sr. Cunha deve estar felicíssimo da vida de encontrar um teórico da honestidade como o Sr., Sr. Marreco. Afinal, então tá liberado usar Cristo como biombo pra todo tipo de ação. Agora, não está liberado denunciar a religião como a coisa mais opressora já inventada pelo homem. Ora, pedi ao Sr. UMA, E APENAS UMA, DENÚNCIA DE DESONESTIDADE E PICARETAGEM do querido jornalista, intelectual, professor e deputado e o Sr. me vem com conversinha, TERGIVERSAÇÃO (SABE O QUE É ISSO?). Nem responda mais, já vimos quais são as suas VERDADEIRAS ÍNDOLE E INTENÇÃO. Sai fora, pega a BR, que aqui é papo de gente que não rouba nem o Tesouro Público e nem a INGENUIDADE DO POVO. E quer viver como Jesus queria, encontrar Jesus? Dê um tiro na sua cabeça. Não tente ficar dando tiro na cabeça dos outros. Isto, sim, é que é desonestidade intelectual.

 

Uau!

 

A razão pela qual essa turma enfia Eduardo Cunha em qualquer debate, tentando assim desacreditar seu oponente, nem chega a ser um mistério; Schoppenhauer explica. A religião é a coisa mais opressora inventada pelo homem? Será que ele se refere também as religiões afro, as quais JW defende, ou vale apenas para o Cristianismo?

 

O amigo e fã de JW tenta me intimidar com o que ele imagina serem palavras difíceis. Leio cerca de 50 livros por ano. Entre meus autores favoritos estão Borges, Dostoievski e Faulkner; acredite, não tenho medo de palavras difíceis. E, por acaso, conheço o significado de tergiversar; mas continue tentando; adoro conhecer palavras novas.

 

Reparem que, no final, ele recomenda que eu meta uma bala na cabeça. Que conselho singelo!

 

Eis o tipo de tolerância que a seita wyyyllllyyyyana demonstra, principalmente quando se defronta com cristãos. Por que será que essa turminha é tão cristofóbica?

 

Como mencionei lá no início, eu deveria deixar esse negócio de lado; mas, após o atentado em Paris, o incorrigível JW veio a público manifestar sua opinião de “intelectual”. Leiam abaixo:

 

  1. Jean Wyllys‏@jeanwyllys_real  15 de nov O fundamentalismo religioso e o fascismo que ceifaram vidas em Paris também são reproduzidos aqui.

 

  1. Jean Wyllys‏@jeanwyllys_real  15 de nov Nesses países, o fundamentalismo e o fascismo religiosos usam a máscara do Islã para perpetrar sua violência contra os “infiéis”.

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  1. Jean Wyllys‏@jeanwyllys_real  15 de nov Em países ocidentais (no Brasil e nos EUA em especial), eles usam a máscara das religiões cristãs.

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Jean Wyllys‏@jeanwyllys_real  15 de nov

  1. Aqui, a comunidade de LGBTs é vítima dos discursos de ódio de alguns líderes religiosos e políticos de igrejas cristãs.

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Eis o nível moral e intelectual dessa gente.

 

Sinto muito, sr. Ardoroso Defensor de Jean Wyyyyllllyyyyyzzzz, o seu “querido intelectual”; mas eu só tenho três palavras para descrever quem compara líderes cristãos com terroristas islâmicos, assassinos covardes de pessoas inocentes:

Desonesto, pilantra e picareta.

 

Reconhecer um sujeito que profere imbecilidades como esta? Como dizia o Didi Mocó, “nem morta, filha”.

 

Agora pode correr lá para contar ao seu amiguinho.

 

 

 

FRAGMENTOS

Essa veio do Analfabeto Político, do Bertold Brecht:

“O pior analfabeto é o analfabeto político.

Ele não ouve, não fala, nem participa dos acontecimentos políticos. Ele não sabe que o custo de vida, o preço do feijão, do peixe, da farinha, do aluguel, do sapato e do remédio dependem das decisões políticas.

O analfabeto político é tão burro que se orgulha e estufa o peito dizendo que odeia a política. Não sabe o imbecil que da sua ignorância política nasce a prostituta, o menor abandonado, e o pior de todos os bandidos que é o político vigarista, pilantra, o corrupto e lacaio dos exploradores do povo.

Nada é impossível de mudar. Desconfiai do mais trivial, na aparência singelo. E examinai, sobretudo, o que parece habitual.

Suplicamos expressamente: não aceiteis o que é de hábito como coisa natural, pois em tempo de desordem sangrenta, de confusão organizada, de arbitrariedade consciente, de humanidade desumanizada, nada deve parecer natural, nada deve parecer impossível de mudar.

Privatizado, privatizaram sua vida, seu trabalho, sua hora de amar e seu direito de pensar. É da empresa privada o seu passo em frente, seu pão e seu salário. E agora não contente querem privatizar o conhecimento, a sabedoria, o pensamento, que só à humanidade pertence.”

Bertolt Brecht

O FOGO DE CURITIBA

lula

Artigo devastador de J. R. Guzzo sobre Lulla, o morto-vivo da política brasileira:

O líder político mais poderoso do Brasil do século XXI, capaz de ganhar quatro eleições presidenciais em seguida e de se dar muitíssimo bem em praticamente tudo o que quis nos últimos anos, entrou de uma vez por todas num mato fechado. Vai sair, como sempre conseguiu até hoje? Há muito tempo o ex-presidente Lula acostumou-se a saborear o que já foi definido como uma das melhores sensações que um ser humano pode ter: a de atirarem nele e errarem o alvo. Com base no retrospecto, ele espera que sua vida continue assim — mas vivemos um momento em que estão acontecendo coisas que nunca aconteceram antes, e em que se confirma a velha máxima segundo a qual algo só é impossível até tornar-se possível.

O último exemplo a respeito é o terremoto causado pela prisão do empresário Marcelo Odebrecht, presidente da maior empreiteira de obras públicas do Brasil e empresa-símbolo das relações íntimas de Lula com os colossos do capitalismo nacional que recebem bilhões de reais em encomendas do governo. Era rigorosamente inacreditável que um homem desses pudesse ser encarcerado; nunca tinha acontecido antes, e talvez nunca mais volte a acontecer. Quem seria capaz de imaginar uma coisa dessas em nosso Brasil brasileiro? É como se tivessem prendido o papa Francisco. Mas aí está: aconteceu. Lula, de repente, percebe que não pode contar mais com o impossível.

O ex-presidente está lidando com a carga de TNT espalhada à sua volta com o mesmo sistema que utilizou em todas as suas desventuras anteriores: como ficou claro no jato de declarações que decidiu fazer nos últimos dias, ele se defende negando, simplesmente, a realidade que está na cara de todo mundo. O que vai contra os seus interesses não existe, por maiores que sejam as provas em contrário; continua convencido de que o brasileiro gosta muito mais das coisas que ele diz do que das coisas como elas realmente são. Lula, que imagina ser o líder popular ótimo e máximo, como o deus Júpiter, não pode pôr o pé na rua, com medo de ser vaiado pelo povo de seu país. Não pode dar uma entrevista livre à imprensa, com medo das perguntas que vão lhe fazer. Está mais do que provado que em seu governo, e no governo da sua sucessora, a população foi roubada pela maior onda de corrupção dos 500 anos de história do Brasil.

O tesoureiro do seu partido está num xadrez em Curitiba. Tem a companhia, ali, de empreiteiros de obras que há anos presenteiam o ex-presidente com viagens em jatinhos particulares, utilizaram seus serviços como promotor de vendas, pagaram-lhe milhões de reais em troca de palestras e mantêm com ele uma intimidade tão completa a ponto de lhe darem o amável apelido de “Brahma”. Lula é responsável direto pela invenção de Dilma Rousseff, que está a caminho de tornar-se a pior presidente que este país já teve. Advoga, em público, a favor de diversos dos mais sinistros ditadores do planeta — e por aí segue a procissão. Mas ele parte para sua defesa, mais uma vez, agindo como se tudo isso estivesse acontecendo em alguma galáxia perdida no fundo do universo. Ou, se está acontecendo aqui, o único que não tem nada a ver com a história é ele mesmo.

De quem seria a culpa, nesse caso? Eis uma questão em que o ex-presidente não se aperta; ele é um grande especialista em fuzilar feridos para salvar a si mesmo. Na sua atual ofensiva, e logo de cara, não teve o menor problema em sair acusando o governo Dilma, na esperança de misturar-se aos 65% de brasileiros que acham ruim ou péssimo o desempenho de sua criatura. A presidente, descobriu Lula, está no “volume morto” — como se ele não tivesse responsabilidade nenhuma por nada do que está dando errado. O PT, que vai tão mal quanto Dilma, foi denunciado por “pensar só em cargos” e os petistas por não fazerem “nada de graça” — como se ele não cobrasse pelos serviços que presta aos empreiteiros. Culpou o ódio cada vez maior que existe contra o partido — como se ele não fosse o produtor número 1 do rancor na política brasileira. Acusou o governo Dilma de não fazer nada, com seu “legalismo”, para combater a ação da Justiça nas investigações de corrupção — e o que queria que fosse feito? Não existe a menor ligação disso tudo com a verdade dos fatos, é óbvio. Fica apenas uma soberba sem limites, hoje transformada num vício do qual Lula parece incapaz de se livrar.

Lula precisa fazer mais do que repetir a mesma missa. O fogo de Curitiba, com o correr do tempo e a coleta de provas, deveria estar cada vez mais longe dele. Está cada vez mais próximo.

Lobão rebate crítica de Tony Bellotto: especulações levianas

Velhos roqueiros em pé de guerra: (No Terra)

Desde que se assumiu como ativista e militante, Lobão não sai mais das páginas dos noticiários de política. Desta vez, o motivo é uma confusão nas redes sociais envolvendo ele e Tony Bellotto, o guitarrista do grupo Titãs.

Tony escreveu uma coluna, publicada no jornal O Globo no final de semana, em que criticou uma manifestação contra a presidente Dilma Rousseff (PT) que havia sido encabeçada pelo roqueiro no início do mês em São Paulo. Na ocasião, alguns participantes aproveitaram o protesto para pedir intervenção militar na política brasileira.

“Não dá para respeitar — ou deixar passar batido — jovens brandindo faixas pela Avenida Paulista em que se reivindica intervenção militar no governo e se expressam saudades dos tempos da ditadura militar (tempos, ressalte-se, que os jovens protestantes não viveram, devido à evidente pouca idade). Além dos protestos, esse pessoal junta a seus bordões constrangedoras ofensas a nordestinos. Deprimente. Pior ainda ter de aguentar colegas roqueiros velhos de guerra apoiando convictos tais sandices”, escreveu Tony sobre o caso.

Em coluna, Tony havia criticado manifestação liderada pelo roqueiro em SP

Foto: Caio Duran / AgNews

Em sua página do Facebook, Lobão reagiu. Além de defender a democracia e reforçar que é contrário a qualquer tipo de ditadura, como já havia feito anteriormente, o músico afirmou que o guitarrista se baseou, em seu texto, em “especulações levianas e caluniosas”.

“Se o nosso roqueiro/escritor está querendo saber sobre o que ando fazendo e declarando, será melhor se ater a fatos concretos e não fazer especulações levianas e caluniosas. Eu sempre me declarei peremptorimente contra qualquer tipo de ditadura (…). A passeata do dia primeiro de novembro foi pacífica, genuína, democrática e teve como foco a recontagem dos votos e o impeachment de Dilma”, postou.

“Dá a nítida sensação que o nosso roqueiro/escritor nutre rusgas à minha pessoa com décadas de enrustimento. Me dá uma certa vontade de rir imaginando duas bandinhas chechelentas como os Titãs e o Capital tirando onda de roqueiros rebeldes e trangressores (e jovens!). E logo pra cima de quem. Para concluir essa mensagem, aconselho ao nosso roqueiro/escritor/colunista 3 coisas: aprenda a escrever direito, aprenda a tocar seu instrumento direito e aprenda a não ser covarde”, completou Lobão.