EU, A PATROA E… OS CACHORROS!

ADÃO

 

Por eu mesmo:

 

1.

 

TUDO COMEÇOU COM MISTER LUKE, um simpático filhote de Yorkshire, de olhar carente, com quem nos deparamos numa…

Não, espere um pouco. A história não começa aí. Na verdade, ela começa muito antes. Vamos lá, de novo:

“No princípio criou Deus o céu e a terra.”

Depois das necessárias providências administrativas para deixar o ambiente o mais agradável e habitável, como só o melhor paisagista poderia fazer, o Senhor criou os animais; depois, criou o Homem e a Mulher e disse:

– Adão, meu chapa (você sabe que, antes de toda aquela famosa confusão com a serpente e a maçã, Deus e o Homem eram grandes amigos, certo?).

– Diga lá, Deus. O que é que manda?

– Aproveita que você aí de bobeira e escolhe nome pra essa bicharada toda.

– É pra já.

E Adão começou. Os bichos iam desfilando na frente dele e ele ia lascando: “esse tem cara de Elefante”; “esse outro parece uma Raposa”; “você tem cara de Gorila”; “olha aquele ali, coitadinho, que esquisito; vai se chamar Ornitorrinco”…

“Pato”; “Marreco”; “Onça” e a coisa ia assim por diante, até que um quadrúpede peludo parou diante de Adão, sacudiu as orelhas, abanou o rabo, latiu, sentou, coçou as pulgas, virou a cabeça de lado e ficou ali, olhando para ele, a língua pendurada caindo da boca. “Que bicho engraçado”, disse o Primeiro Homem; o animal latiu em resposta. “Taí, gostei de você, bicho. Vai se chamar Cão.”

Quando Adão acabou de nomear os animais, todos foram saindo, indo embora, cada um para a sua respectiva toca, ninho, caverna, etc. Adão, que àquela altura já estava morrendo de fome, se levantou e foi caminhando em direção ao aconchego do lar.

Quando ele chegou, Eva perguntou, surpresa:

– Ué! Que bicho é esse que você trouxe para casa?

– Bicho? Qual bicho?

– Esse quadrúpede peludo aí, que está atrás de você sacudindo as orelhas, abanando o rabo, latindo, coçando as pulgas, a língua pendurada caindo da boca e virando a cabeça de lado como se estivesse tentando entender o que a gente está conversando…

– Ah, esse aí? Esse aí é o Cão.

– E por que é que você trouxe esse bicho para casa?

– Eu?! Eu não trouxe ele não. Ele que me seguiu…

– E o que é que você pretende fazer com ele?

– Eu? Sei lá! Deixa ele aí; daqui a pouco ele vai embora…

– Sei…

E foi assim que começou a relação entre o Homem e o Cão, e ainda bem que não foi nem a Girafa nem o Elefante que seguiram o Homem naquele dia.

Milênios depois, daria um trabalhão danado criar girafas ou elefantes dentro dos apertados apartamentos modernos.

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LIVRO NOVO – PRÉ-LANÇAMENTO

Por Paulo Marreco:

PENA

Caríssimos,

Escrever -e, mais ainda, publicar!- um livro no Brasil é um desafio hercúleo. AS dificuldades são tantas que é preciso ser meio doido, meio Dom Quixote para encarar o desafio.

Mas estamos aí nessa luta, e eu adoro isso!

Acabo de finalizar meu novo livro, VIDA VIRADA DO AVESSO.

Trata-se das aventuras de Ana Beatriz e sua turma, a GALERA DO FAROL.

Ana Beatriz é uma adolescente de 15 anos.

Aninha, para os amigos.

Ninica, para a Tia Lelê.

Uma garota normal, como quase todas as garotas de sua idade: estuda, joga bola, sai com os amigos. E briga com a balança. E implica com Valentina, sua irmãzinha mais nova. Aninha vive de dieta.

Sim, uma garota absolutamente normal, até que um acontecimento fundamental transforma sua vida; a partir daí, surgem novos conflitos: familiares, com os amigos…

A partir daí, sua perspectiva de vida se transforma, e todos os temas da vida passam a ser vistos sob uma ótica totalmente diferente.

Para escrever este livro, me baseei na minha sobrinha e nas minhas próprias experiências e dilemas, vividos ao longo de mais de 30 anos dentro do ambiente evangélico

VIDA VIRADA DO AVESSO é um livro voltado para adolescentes e jovens cristãos e aborda com leveza e humor as questões fundamentais que afligem qualquer jovem em qualquer lugar: relacionamento familiar, amizade, namoro, gravidez precoce…

Um livro que nasceu de uma conversa com um pai de adolescentes que sente a necessidade de obras específicas para este público; provavelmente será a primeira obra deste estilo lançada no Brasil.

E, modéstia às favas, o livro ficou bem bacana.

Aninha já leu e adorou!

Estamos em fase de pré-vendas; para viabilizar a impressão, cada exemplar sairá ao preço de apenas R$ 30,00 (trinta reais).

Caso tenha interesse em adquirir o livro, por favor, mande um e-mail para mim (paulomarreco@gmail.com); só assim poderemos saber se será possível a impressão da obra.

Conto com você!

 

LIBRAS

Por eu mesmo:
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ERA UMA VEZ UM FILHOTE CHAMADO LIBRAS.
Libras era bonitinho. Um filhote fofo.
Nasceu em meio a outros filhotes.
Havia chihuahuas, pinchers, dobermanns, hotweillers, pastores alemães e belgas. E havia Libras.
Desde pequeno, Libras adquiriu dois estranhos hábitos:
Apesar de ser um filhote grande, preferia a companhia –e os hábitos- dos cachorros pequenos. Vivia entre os chihuahuas e pinschers, sempre latindo para os outros filhotes grandes.
E, o mais curioso: vivia correndo em círculos, tentando morder o próprio rabo.
No início, todos achavam aquilo engraçado; quando Libras começava suas peripécias, todos riam muito e aplaudiam à moda dos cães, seja lá como os cães aplaudem.
Com o passar do tempo, os cães grandes foram se cansando; tanto dos recorrentes latidos quanto das corridas alucinadas e inúteis de Libras. Perspicazes, eles ainda o aconselharam:
– Libras, deixe de ser pateta. Se você continuar a se comportar como um chihuahua, vai acabar virando um.
E:
– Libras, deixe de ser pateta e pare de correr atrás do próprio rabo. Assim você se cansa e não chega a lugar algum.
Mas Libras era pouco permeável à sabedoria. Continuou andando com pinschers e chihuahuas, continuou latindo para os grandes e continuou perseguindo em vão o próprio rabo.
Alguns pinchers ouviram o conselho dado a Libras, e passaram a se comportar como os grandes; por incrível que pareça –se bem que isso é uma fábula e, nas fábulas, nada parece incrível-, acabaram se tornando dobermanns e pastores alemães.
Enquanto isso, Libras continuava latindo e correndo atrás do próprio rabo.
Obviamente, ele não chegou a lugar algum; os outros, por sua vez, cresceram, seguiram em frente, prosperaram -à moda dos cães- e foram cuidar da vida.
Libras continua o mesmo até hoje: cheio de manias de grandeza, latindo para cães muito maiores do que ele. Cães que não lhe dão a menor bola.
Pode ser que, um dia, Libras se canse, caia em si, perceba a insensatez do seu comportamento, pare de correr em círculos tentando morder o próprio rabo e comece a seguir em frente.
Pode ser que isso aconteça.
Sim, é possível.
Mas é muito pouco provável.

A solução da Academia para a polêmica do Oscar

Deu na MarrecoPress:
NOTÍCIA DE ÚLTIMA HORA:

Após a recente polêmica a respeito da ausência de atores negros entre os laureados com o Oscar, a Academia de Artes e Ciências Cinematográficas encontrou uma solução.
Inicialmente, cogitou-se em dividir as categorias, de modo a premiar com a cobiçada estatueta, por exemplo: o melhor ator branco; o melhor ator branco idoso; o melhor ator branco, gay; o melhor ator branco, idoso, gay; o melhor ator negro; o melhor ator gay; o melhor ator gay negro; o melhor ator gay, negro, manco da perna direita; o melhor ator gay, negro, manco da perna esquerda; a melhor atriz; a melhor atriz negra; a melhor atriz negra gay… e assim sucessivamente em todas as categorias, até o infinito e além.
Porém, percebeu-se que, assim como este post, a cerimônia de premiação duraria a noite inteira e se tornaria ainda mais aborrecida do que já é.
Diante deste dilema, chegou-se à uma brilhante solução.
Todos os atores, atrizes, coadjuvantes, roteiristas, diretores, etecétera, levarão para casa o precioso carequinha dourado.
Quer dizer: todos, menos os apoiadores de Trump.
Afinal, até a tolerância do politicamente correto tem limites.

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Zé do Caixão sai da tumba

Achei no Bol:

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O Zé antes: um morto-vivo…

Nesta segunda-feira (30), o pastor Erzon Aduviri, da Igreja Adventista, compartilhou fotos nas quais José Mojica, conhecido como Zé do Caixão, passa por uma conversão evangélica.

“Neste domingo, o Zé do Caixão, juntamente com a esposa, tomou a decisão pelo batismo na IASD Central Paulistana, no apelo do Pr. Luís Gonçalves. Louvado seja Deus!”, escreveu Erzon na postagem.
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… e o Zé depois: das trevas para a Luz. “se alguém está em Cristo, é nova criatura; todas as coisas já passaram; eis que tudo se fez novo”

(Obs.: pela entrevista a seguir, parece que a filha do Zé não está gostando muito da história. mas isso nunca foi novidade: muitas vezes a própria família não compreende a opção de uma pessoa por se entregar a Cristo)

Em entrevista ao site Ego, Liz Vamp, filha do famoso, contou que o pai vai ao local acompanhado da esposa, que é evangélica. “Eles eram casados, ficaram separados por 20 anos e voltaram quando ele estava doente. Meu pai vai com ela porque aquilo é importante para ela. Eu não gosto de igreja que se aproveita das pessoas, fico com o pé atrás, mas, enfim, ele está indo sim, está achando as pessoas legais e as pessoas estão tratando ele bem, é o que importa. Espero que eles sejam boas pessoas, acho legal ele acompanhar a esposa, mas queria deixar claro para os fãs que isso não vai afetar o trabalho dele”, esclareceu Vamp.

Artista alemão cria site para criticar selfies no Memorial do Holocausto

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Que nós vivemos a geração do selfie, todo mundo já está careca (eu, pelo menos, já estou beeem careca) de saber.

A falta de noção e de limite na busca pela selfie perfeita já levou idio… quer dizer, incautos a despencarem de precipícios e a serem destroçados por animais selvagens. A selfie é, atualmente, o esporte mais letal do planeta.

Mas o pessoal está perdendo também qualquer senso de decoro. De respeito.

Uma situação em particular estava incomodando o artista plástico israelense Shahak Shapira, radicado na Alemanha; a quantidade de babac… quer dizer, de pessoas desavisadas que tiravam selfies engraçadinhos e fofinhos no Memorial do Holocausto em Berlim destinados à nada saudosa e em tudo deplorável memória do Holocausto. Como alguém pode sorrir, em meio ao testemunho do Mal Absoluto?

Shapira, então, criou um site, o Yolocaust, no qual selecionou algumas fotos tiradas no local e publicadas em redes sociais como Facebook, Instagram, Tinder and Grindr; quando o usuário passa o mouse sobre a foto, ela passa a mostrar a pessoa retratada com um fundo de uma imagem dos tempos dos campos de concentração nazistas. Assim, uma garota pode surgir fazendo uma pose sorridente sobre uma pilha de cadáveres de judeus massacrados por Hitler. Sinistro.

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O nome do projeto, “Yolocaust”, é um jogo de palavras com “Holocausto” e “YOLO” acrônimo da expressão em língua inglesa “You Only Live Once” (“Você Só Vive Uma Vez”, em tradução livre).
Shapira deseja explorar “a nossa cultura de comemoração ao combinar selfies do Memorial do Holocausto em Berlim com imagens dos campos de extermínio nazi”. Ele lembra que aproximadamente dez mil pessoas visitam o Memorial aos Judeus Mortos da Europa todos os dias. “Muitas delas tiram fotos idiotas, pulam, andam de skate ou de bicicleta nos 2711 blocos de cimento” do local.
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Se um dos pate… quer dizer, se uma das pessoas retratadas entrar no site e se sentir incomodada, pode solicitar a retirada de sua foto através do email undouche.me@yolocaust.de (“Douche” significa “idiota”;”Undoucheme” é um neologismo que pode se traduzido como “desidiotize-me”).
Se você está entre elas, corre lá.
Ainda dá tempo de apagar essa vergonha da sua vida.

 

Um cara chamado Bill

Por eu mesmo:

 

Bill é um dos oito homens mais ricos do mundo. Sua fortuna gira em torno da bagatela de 75 bilhões de dólares.

Ele e os outros sete detém uma riqueza de 427 bilhões de dólares, o mesmo valor que possuem as 3,6 bilhões de pessoas mais pobres do planeta.

Bill fundou sua empresa aos 19 anos. E ficou bilionário criando um sistema utilizado, literalmente, por todo mundo.

Até onde se sabe, Bill não roubou, matou, sequestrou ou sonegou para juntar sua fortuna.

Em 2010, Bill atingiu a marca de 37 bilhões de dólares em doações através da fundação Bill & Melinda Gates.

Sim, você leu certo: Bill, dono de 75 bilhões de dólares, já doou 37. Quase a metade.

Quando morrer, Bill deixará “apenas” 10 milhões de dólares para cada um dos três filhos e doará o resto da grana.

Nos próximos 10 anos, Bill doará 10 bilhões de dólares em vacinas. Com isso, espera salvar a vida de 8 milhões de crianças de menos de 5 anos de idade. A propósito, ele já salvou a vida de 5 milhões de pessoas.

Bill já fez mais pela humanidade do que qualquer governo de qualquer país. Socialista ou capitalista.

Bill não é o culpado pela pobreza das 3,6 bilhões de pessoas do “andar de baixo”. Mas ele se esforça um bocado para melhorar a vida delas.

Mais do que qualquer governo de qualquer país.

Capitalista ou socialista.

Eu quero que Bill viva uns duzentos ou trezentos anos.

E que ganhe mais um novecentos bilhões de dólares.

Manda bala, Bill.

Way to go.

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