Então é Natal

Por eu mesmo:

 

Um dia o Pai olhou

E viu do alto os seus;

Tristes, Perdidos e sós.

Então disse o Filho:

“Eu vou”;

E desceu e habitou entre nós.

Então um Menino nos nasceu

E Nele vimos a Graça de Deus.

O Eterno habitou o Tempo.

O Etéreo se fez matéria.

O Princípio desceu ao Fim

E de novo subiu aos céus

Para mostrar o caminho

Para mim.

Para nós.

O Filho nasceu entre os homens

Para fazer deles irmãos.

Então brilhou nas trevas

a Luz;

Então,

Celebremos

JESUS.

NATAL

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Fragmentos

O amor perdoa o imperdoável, senão deixa de ser virtude. A
esperança não desiste, mesmo em face do desespero, senão deixa de ser
virtude. E a fé acredita no inacreditável, senão deixa de ser virtude.

G. K. Chesterton, em Ortodoxia

G. K. CHESTERTON

LIVRO NOVO – PRÉ-LANÇAMENTO

Por Paulo Marreco:

PENA

Caríssimos,

Escrever -e, mais ainda, publicar!- um livro no Brasil é um desafio hercúleo. AS dificuldades são tantas que é preciso ser meio doido, meio Dom Quixote para encarar o desafio.

Mas estamos aí nessa luta, e eu adoro isso!

Acabo de finalizar meu novo livro, VIDA VIRADA DO AVESSO.

Trata-se das aventuras de Ana Beatriz e sua turma, a GALERA DO FAROL.

Ana Beatriz é uma adolescente de 15 anos.

Aninha, para os amigos.

Ninica, para a Tia Lelê.

Uma garota normal, como quase todas as garotas de sua idade: estuda, joga bola, sai com os amigos. E briga com a balança. E implica com Valentina, sua irmãzinha mais nova. Aninha vive de dieta.

Sim, uma garota absolutamente normal, até que um acontecimento fundamental transforma sua vida; a partir daí, surgem novos conflitos: familiares, com os amigos…

A partir daí, sua perspectiva de vida se transforma, e todos os temas da vida passam a ser vistos sob uma ótica totalmente diferente.

Para escrever este livro, me baseei na minha sobrinha e nas minhas próprias experiências e dilemas, vividos ao longo de mais de 30 anos dentro do ambiente evangélico

VIDA VIRADA DO AVESSO é um livro voltado para adolescentes e jovens cristãos e aborda com leveza e humor as questões fundamentais que afligem qualquer jovem em qualquer lugar: relacionamento familiar, amizade, namoro, gravidez precoce…

Um livro que nasceu de uma conversa com um pai de adolescentes que sente a necessidade de obras específicas para este público; provavelmente será a primeira obra deste estilo lançada no Brasil.

E, modéstia às favas, o livro ficou bem bacana.

Aninha já leu e adorou!

Estamos em fase de pré-vendas; para viabilizar a impressão, cada exemplar sairá ao preço de apenas R$ 30,00 (trinta reais).

Caso tenha interesse em adquirir o livro, por favor, mande um e-mail para mim (paulomarreco@gmail.com); só assim poderemos saber se será possível a impressão da obra.

Conto com você!

 

Zé do Caixão sai da tumba

Achei no Bol:

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O Zé antes: um morto-vivo…

Nesta segunda-feira (30), o pastor Erzon Aduviri, da Igreja Adventista, compartilhou fotos nas quais José Mojica, conhecido como Zé do Caixão, passa por uma conversão evangélica.

“Neste domingo, o Zé do Caixão, juntamente com a esposa, tomou a decisão pelo batismo na IASD Central Paulistana, no apelo do Pr. Luís Gonçalves. Louvado seja Deus!”, escreveu Erzon na postagem.
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… e o Zé depois: das trevas para a Luz. “se alguém está em Cristo, é nova criatura; todas as coisas já passaram; eis que tudo se fez novo”

(Obs.: pela entrevista a seguir, parece que a filha do Zé não está gostando muito da história. mas isso nunca foi novidade: muitas vezes a própria família não compreende a opção de uma pessoa por se entregar a Cristo)

Em entrevista ao site Ego, Liz Vamp, filha do famoso, contou que o pai vai ao local acompanhado da esposa, que é evangélica. “Eles eram casados, ficaram separados por 20 anos e voltaram quando ele estava doente. Meu pai vai com ela porque aquilo é importante para ela. Eu não gosto de igreja que se aproveita das pessoas, fico com o pé atrás, mas, enfim, ele está indo sim, está achando as pessoas legais e as pessoas estão tratando ele bem, é o que importa. Espero que eles sejam boas pessoas, acho legal ele acompanhar a esposa, mas queria deixar claro para os fãs que isso não vai afetar o trabalho dele”, esclareceu Vamp.

Crash Church: a igreja que passa a palavra de Deus ao som de Heavy Metal

Depois da Bola de Neve (igreja de surfistas) e do polêmico Machine Gun Preacher (Sam Childers, o Pastor Metralhadora), conheça a Crash Church, uma igreja de metaleiros. Achei no Bol:

 

É dentro de uma garagem de São Paulo que soam os primeiros acordes de Heavy Metal. A letra fala de Jesus Cristo e de salvação e seu palco é a Crash Church, uma igreja evangélica frequentada pelos fãs do rock que buscam a palavra de Deus através da música.

Como em um show de rock pesado, os fiéis usam roupas escuras e sacodem fortemente a cabeça quando o baixo e a bateria começam a soar em uma sala pintada de preto e decorada com tribais brancos.

Depois de várias canções, as pessoas, algumas com camisetas do Metallica e do Joy Division, se acalmam e o pastor Batista começa o culto. Ao contrário da maioria dos ministros evangélicos, ele não usa terno e gravata, mas calça jeans e um tênis branco e vermelho.

As tatuagens – todas com referências cristãs – cobrem seus braços, brincos adornam suas orelhas e na barba ele exibe uma trança acinzentada de 4 centímetros.

Além de pastor, Batista é vocalista da banda cristão de death metal Antidemon e um dos fundadores desta igreja “não convencional” criada em 1998 por “necessidade divina”.

“Isto faz parte de um plano de Deus para superar barreiras de formatos mais fechados e que deixavam de alcançar muitas vertentes da sociedade”, disse Batista, em referência a outras correntes mais conservadoras, como a poderosa Igreja Universal do Reino de Deus e a Assembleia de Deus.

Maria Aparecida Castellini, de 54 anos, tem sete filhos e três são membros de igrejas evangélicas tradicionais que não “toleram” sua estética punk: cabelo verde, unhas pintadas, batom azul e roupas rasgadas que possibilitam ver algumas partes de sua pele.

Ela se declara “louca” por Jesus e pelo rock, mas não é por isso que vai “para um hospício”, como foi aconselhada na Renascer em Cristo, sua antiga igreja.

“Diziam que o rock era pecado, que era coisa do demônio. E eu perguntava: ‘Deus, será que estou no lugar certo?'”, lembrou ela, que diz andar até duas horas para assistir ao culto da Crash Church.

Atrás de um púlpito com ares medievais, o pastor Batista lê o evangelho, enquanto os fiéis o acompanham em seus telefones celulares, na bíblia de papel ou através de televisores onde as passagens são reproduzidas.

Batista usa jargões para explicar a palavra do Senhor e intercala as leituras com músicas de rock, que, apesar da intensidade, não acordam dois bebês de poucos meses que dormem nos braços das mães, nem abalam uma senhora de uns 80 anos que escuta impávida o som.

Em um de seus discursos, o pastor compara a história de Jesus com a da igreja e enfatiza que, apesar do preconceito, eles também são “de Deus”.

“As pessoas não esperam uma Igreja como nós. Não esperam que com esse estereótipo sejam pessoas de Deus. Jesus não parecia o Messias, assim como nós não parecemos evangélicos. Em várias partes do mundo estão nascendo movimentos como esses, igrejas e pessoas se abrindo para levar Jesus de todas as maneiras, uma maneira que se possa entender”, assegurou.

pastor-metal

Batista, o pastor metal

AHMAD, AS DROGAS E OS IMPOSTOS

Por eu mesmo:

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AHMAD é jordaniano e trabalha como motorista em Orlando. Ele já cruzou os cinquenta estados dos EUA dirigindo um ônibus da lendária Greyhound; agora, transporta os clientes de uma locadora de automóveis do aeroporto até o pátio onde ficam os carros, num percurso de cerca de vinte minutos. O melhor estado americano, para ele, é a Califórnia; porém o alto preço dos imóveis e o custo de vida em geral impedem que Ahmad se mude para lá.
Assim que entrei no seu ônibus, percebi que Ahmad ouvia música cristã. Elogiei a canção; ele imediatamente informou que o seu rádio ficava sempre sintonizado naquela estação, a sua favorita. Perguntei-lhe se ele era cristão; prontamente, respondeu: eu sou muçulmano. E logo emendou, sorrindo (Ahmad sorri com bastante facilidade): “eu sou muçulmano, minha esposa é judia e minha sogra é cristã.”
Diante da minha expressão de surpresa, Ahmad foi logo dizendo que frequenta uma mesquita, contudo também vai à sinagoga com sua esposa, e não dispensa visitas a igrejas evangélicas.
Ainda não consegui decidir se Ahmad é uma enorme contradição ambulante, apenas um sujeito cuca fresca que não leva a religião muito a sério ou se ele é, na verdade, um sábio.
Quando conversamos sobre a vida nos Estados Unidos, ele me disse que tudo é na verdade muito mais simples do que as pessoas pensam, e me deu dois conselhos: “Don’t do drugs and pay the taxes, and you’ll be fine”.
Estou tendendo a acreditar que Ahmad é um sábio.

CUIDADO COMIGO: SOU UM FUNDAMENTALISTA RELIGIOSO! (OU: SOBRE A INTOLERÂNCIA).

Por Paulo Marreco (ou seja, eu mesmo):

Isso mesmo. Não se iluda com minha aparência simpática, com meus ares de civilidade, com minhas postagens engraçadinhas, com minhas pobres referências literárias, com minhas críticas políticas. Por trás disso tudo há um fundamentalista religioso; todas as minhas ações, mesmo as mais inofensivas na aparência, visam um único objetivo: a conversão dos pecadores empedernidos, especialmente o Nelson Porto, o Zoca Moraese o Luiz Luiz Tadeu Cebola.

Porém, antes de mais nada, às definições, segundo o meu dicionário: um fundamentalista religioso é alguém que vive, ou procura viver (e peço desculpas antecipadas pela cacofonia de efes que vem pela frente), de acordo com os fundamentos da sua fé; alguém cuja trajetória é fundamentada nos preceitos da sua crença. Tornei-me cristão lá pelos dezoito anos de idade, quando o peso do mundo foi tirado das minhas costas; desde então, mal ou bem, procuro tomar a cada dia a minha cruz e caminhar olhando para o alto, na direção do meu Senhor. Nem sempre é fácil –mea culpa, mea culpa, mea maxima culpa-, nem sempre sou bem sucedido; mas jamais, ao longo dos anos, me arrependi nem por um instante, nem cogitei desistir.

Mas quais seriam, pois, os fundamentos da fé cristã? Fácil; qualquer garoto que frequenta a escola dominical dirá que o Cristianismo pode ser sintetizado no versículo 16 do capítulo 3 do Evangelho de João, o qual ensina que o amor de Deus pelos homens é tão imenso que Ele enviou Seu Filho, Jesus Cristo, para dar a vida eterna aos que nele crerem. O próprio Jesus ensinou certa vez que a “lei” divina pode ser resumida a dois preceitos: amar a Deus sobre todas as coisas, e ao próximo como a si mesmo.

Não parece tão difícil; mas a experiência humana tem demonstrado que, na prática, nós conseguimos complicar qualquer coisa, mesmo as mais simples.

Ora, é sabido que o Cristianismo é monoteísta; acreditamos num único Deus –ainda que Ele seja composto por Três Pessoas, mas aí já é conversa para outro papo. E, sim, acreditamos no “catolicismo” da nossa fé, ou seja, na sua universalidade, ou seja, o Cristianismo é para todos os homens, ou seja, ele é para você. “Todos pecaram”, diz o Livro; “todos precisam da graça de Deus”.

Então, PM, você acha que os homossexuais são pecadores e precisam da graça de Deus?

Sim, acho.

Como são pecadores os heterossexuais, e carentes da graça de Deus.

Como você é pecador e necessita da graça de Deus.

Como eu sou pecador e preciso desesperadamente da graça de Deus.

Diariamente.

Sim, no que diz respeito ao Cristianismo, estou com o meu xará mais famoso: prouvera a Deus que todos se tornassem como ele, exceto pelas correntes…

Entretanto, depois de tantos anos, já consegui aprender uma coisa ou outra. Entre elas: ninguém é obrigado a acreditar em Cristo. Nem mesmo a respeitá-lo. Não cairá um raio dos céus para fulminar os incréus ou os escarnecedores. Quem quiser segui-lo não será convencido por sinais miraculosos, mas deverá exercer a maravilhosa faculdade que nos difere dos outros animais, mais do que a capacidade da fala ou os polegares opositores: o livre arbítrio.

Vai a Cristo quem quer. E também vaia Cristo quem quer. Se quiserem minha opinião sobre Ele: maravilhoso, magnífico, sensacional, supimpa. Recomendo fortemente a todos. Mais do que qualquer coisa.

Mas, repito: vai a ele quem quer.

Mas, afinal de contas, aonde você quer chegar?, pergunta meu interlocutor imaginário.

Simples: tem se falado muito de uma tal “intolerância religiosa” protagonizada pelos cristãos, especialmente contra os homossexuais. Silas Malafaia e Marco Feliciano, entre outros menos cotados, são apontados como os principais cabeças de algo que poderíamos chamar de “perseguição anti-gays”; quase uma nova Inquisição, onde quem arde na fogueira furiosa (eu avisei sobre a cacofonia) são aqueles que se relacionam com pessoas do mesmo sexo. Recentemente, o deputado Jean Wyllyz, notório principalmente por sua participação no Big Brother Brasil da –suprema ironia!- Rede Globo, o “muso” dos tolerantes do movimento GLTB e dos fascistinhas do PSOL, deu uma entrevista a uma rede católica. Chamou de intolerância religiosa o chute que o pastor desferiu na imagem da santa (concordo), bem como as invasões de terreiros de umbanda e a depredação dos seus objetos de culto (está certo); porém, classificou de “falsa intolerância” a performance do transsexual que se vestiu de Jesus na parada gay, assim como a utilização de objetos da “iconografia cristã, que se transformou em patrimônio da humanidade”, em manifestações artísticas do Porta dos Fundos e outros. Certamente, deve incluir nesta categoria os auto-estupros protagonizados por manifestantes na marcha das vadias. Wyllyz tomou incidentes isolados como se fossem a conduta dominante dos cristãos. Convenientemente, não mencionou a perseguição a Silas Malafaia e Marco Feliciano, essa sim, sistemática e generalizada. Ora, já que os cristãos são tão intolerantes, podem ser ridicularizados e ofendidos nas paradas gays da vida; como os cristãos são esses malvadões que perseguem os homossexuais, não há problema em manifestantes da marcha das vadias se auto-estuprarem utilizando crucifixos; isso é só manifestação artística; eles não estavam demonstrando seu ódio aos cristãos; estavam apenas se utilizando de um patrimônio da Humanidade. E, já que Malafaia e Feliciano e, por conseqüência, seus “seguidores” são assim, intolerantes, podem ser livremente hostilizados. Jornalistas podem mandá-los “chupar uma rola” ao vivo e serão efusivamente aplaudidos. Militantes podem assediá-los em seus locais de culto, aos berros, tumultuando as celebrações com batucadas de candomblé, turbando o direito alheio ao culto religioso, porque o candomblé é legal e tolerante.

Uma pessoa daqui do Facebook, ator global, postou este vídeo do inefável JW; polidamente, fiz as observações acima, sobre a falácia do seu argumento. O cara me mandou entregar meu cartão de crédito –com senha- para Feliciano. Depois desfez a amizade.

Esse é o tipo de tolerância reservada aos cristãos. E isso não é de hoje.
Tenho amigos cristãos cujos avós foram missionários pioneiros em vários lugares do país. Muitas vezes eram recebidos, nos interiores, por padres de espingarda em punho, defendendo suas paróquias. Lembro-me de, na minha infância, acompanhar meus primos de Belo Horizonte, alguns anos mais velhos, à igreja. Frequentemente eram ridicularizados e hostilizados nas ruas. Faça um esforço e procure se lembrar quando um personagem evangélico não foi retratado nas novelas como um fanático, um ignorante, um oportunista ou um hipócrita.

Como eu relatei, militâncias organizadas se acham no direito de perseguir líderes religiosos, tumultuando os cultos dos quais participam. Momentos que normalmente se caracterizam como oportunidade de reflexão, de manifestação da religiosidade, de celebração, estão sendo transformados em campos de ofensa, de confrontação. Presenciei isso ontem.

Mas os intolerantes são sempre os outros.

Especialmente se os outros forem cristãos.

Mas isso não chega a ser novidade. Há tempos os cristãos servem de alimento às feras para deleite do povo.

Boa hora para lembrar as últimas palavras Daquele que escolheu a cruz: “perdoai-os, porque não sabem o que fazem”…

A rude cruz que nos redime.

A rude cruz que nos redime.