THE CAT

A little poem, by myself:

 

GATO

Who did that?

Who did what?

That.

Oh, that?

Yes, that.

That was the cat.

The cat?

Yes, the cat.

Which cat?

That cat.

Which cat?

That cat. The black fat cat, with a hat.

Oh, that cat…

 

 

 

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OS AMERICANOS E OS CARROS

Por eu mesmo:

Os Estados Unidos são o reino do automóvel. Desde que Henry Ford passou a produzi-los em série, os americanos se apaixonaram pelo veículo autopropulsor movido a motor de combustão interna. Através de um dos personagens de O Intruso, William Faulkner afirmou que  “o americano não ama realmente nada a não ser seu automóvel: nem a mulher e o filho nem seu país nem mesmo sua conta no banco”.

Talvez o vencedor do Nobel de Literatura tenha exagerado, mas o fato é que os carros são parte indissolúvel da cultura e da vida nos EUA. As estradas, cidades e até mesmo casas são projetadas em função deles: as pistas são largas, as garagens são na frente e, se, não há estacionamento, não há negócio (no parking, no business, eles dizem).

Pelas ruas americanas desfilam todos os tipos e modelos de carros que se pode imaginar: de velozes esportivos a poderosas picapes, passando pelos sedans de luxo, latas-velhas caindo aos pedaços, SUV’s, modelos clássicos, coupês conversíveis e enormes monster trucks.

Porém, o veículo mais impressionante para mim é, de longe, o ônibus escolar.

Sim, ele mesmo. O velho, famoso e amarelo ônibus escolar. Você já o viu, imortalizado nas telas do cinema, transportando o malandro Ferris Bueller em Curtindo a Vida Adoidado, ou levando Forest Gump, pai e o filho, de casa para a escola e no sentido inverso. Sim , o ônibus escolar é uma genuína instituição americana. O ônibus escolar atravessa as gerações.

O ônibus escolar é ubíquo e infalível; sua carcaça amarela, antiga e imponente, pode ser vista circulando ligeira por todos os lugares. Centenas de milhares de crianças americanas assentam diariamente seus traseiros infantis em seus bancos, sejam elas brancas, negras, amarelas ou vermelhas; o ônibus escolar não é racista. Não mais.

E ele impressiona por revelar um aspecto fundamental da cultura americana: o extremo cuidado e proteção dispensados às crianças. As crianças são uma espécie de semideuses nos Estados Unidos. O ônibus escolar carrega o maior tesouro do país: carrega sonhos e esperanças, investimentos e anseios. O ônibus escolar transporta potenciais campeões olímpicos, ganhadores de prêmios Nobel, presidentes. O ônibus escolar transporta o futuro, a perpetuação do american way of life e por isso é mais respeitado até do que as viaturas policiais; o ônibus escolar é uma espécie de soberano das pistas. Quando suas luzes traseiras começam a piscar, os veículos ao seu redor reduzem a velocidade; quando as luzes vermelhas acendem e a placa soberana ordenando STOP se abre, todos os carros, em todas as faixas (dependendo da pista, até mesmo os carros que trafegam no sentido contrário), param atrás dele e aguardam o embarque ou desembarque despreocupado das crianças; esta regra é tão severa que as crianças nem mesmo olham para os lados ao atravessar a rua quado descem do ônibus. Violar esta determinação é uma das infrações de trânsito mais graves nos Estados Unidos.

O cuidado com suas crianças revela o nível de desenvolvimento de um país; o ônibus escolar americano é um símbolo de proteção, uma declaração de valores.

Mas pode ser visto também como um aviso, quase uma ameaça. Algo do tipo:

“Nós protegemos nossas crianças por aqui. Tenham cuidado.”

Yes, be careful.

Be very careful.

 

 

SCHOOL BUS

Faça chuva ou faça sol, lá vai ele, a transportar o futuro de um país.

Fragmentos

Não quero na minha descrença desestimular o estudante brasileiro a atuar pelo que considera justo e desejável para o Brasil. Gostaria que fosse mais tolerante e atento às divergências, às opiniões divergentes, por mais absurdas que lhe possam parecer. Cultura é essencialmente a capacidade de manter duas ideias opostas na cabeça e ainda assim tomar posição. Adapto isso da frase de Scott Fitzgerald definindo o intelectual.

Paulo Francis, Jornalista brasileiro, Em O Diário da Corte

PAULO FRANCIS

 

EU, A PATROA E… OS CACHORROS!

LOBOS

Por eu mesmo:

2.

 

 

MUITO BEM; AGORA JÁ PODEMOS CONTAR que tudo começou com Mister Luke, um simpático filhote de Yorkshire, de olhar carente, com quem nos deparamos numa…

Espere um pouco.

Meus botões acabam de levantar uma questão importante: E se quem estiver lendo este livro não acreditar em Deus, nem na Bíblia ou muito menos em Religião? A probabilidade é grande; afinal, há muita gente boa hoje em dia que não acredita em nada disso…

Como você pode notar, meus botões são conselheiros bastante sensatos.

Ok. Então, para estes (para os céticos, não para os meus botões. Que são tão crédulos quanto eu mesmo), tudo teria começado mais ou menos assim:

No princípio era o Nada.

Então, houve uma Grande Explosão e, do Nada, surgiram os planetas, satélites, estrelas, sistemas solares, galáxias, gravidade, etc.

Alguns bilhões de anos depois, na Terra, uma fortuita associação entre moléculas de matéria inanimada gerou o primeiro organismo vivo, um bichinho assim bem simplesinho, unicelular, uma espécie de ameba; bilhões de anos e incontáveis mutações genéticas depois, num longuíssimo processo onde o acaso desafia a lógica e a matemática, este organismo inicial deu origem ao Elefante, à Girafa, ao Macaco, Ornitorrinco, Pato, Marreco, ao Homem e ao Cão. Que, naqueles tempos, atendia pela alcunha de Lobo. Quer dizer: “atendia” é só maneira de dizer, pois o Lobo não era lá muito amigo do Homem e não costumava responder quando chamado, só se aproximando da cabana ou da caverna quando estava com fome.

Segundo estudos recentes de pesquisadores chineses, a relação entre Homem e Cão teve início há cerca de 32 mil anos quando o ancestral do segundo, o Lobo, atraído por restos de alimentos e carcaças, começou a se aproximar do ancestral do primeiro, o Caçador-Coletor; os pesquisadores chamam este processo de auto-domesticação. A partir daí os espécimes mais mansos foram se tornando gradativamente mais propensos ao convívio com o homem.

Portanto, segundo esta versão mais científica, desde essa remota época, o Cão vem sendo um fiel ajudante do Homem nas caçadas; e, com o tempo, foi assumindo também as funções de pastoreio e guarda. Portanto, em seus primórdios, o relacionamento Homem-Cão baseou-se numa troca de necessidades, de interesses.

Atualmente, porém, alguém poderia perguntar: Qual a utilidade, por exemplo, de um chihuahua?

 

EU, A PATROA E… OS CACHORROS!

ADÃO

 

Por eu mesmo:

 

1.

 

TUDO COMEÇOU COM MISTER LUKE, um simpático filhote de Yorkshire, de olhar carente, com quem nos deparamos numa…

Não, espere um pouco. A história não começa aí. Na verdade, ela começa muito antes. Vamos lá, de novo:

“No princípio criou Deus o céu e a terra.”

Depois das necessárias providências administrativas para deixar o ambiente o mais agradável e habitável, como só o melhor paisagista poderia fazer, o Senhor criou os animais; depois, criou o Homem e a Mulher e disse:

– Adão, meu chapa (você sabe que, antes de toda aquela famosa confusão com a serpente e a maçã, Deus e o Homem eram grandes amigos, certo?).

– Diga lá, Deus. O que é que manda?

– Aproveita que você aí de bobeira e escolhe nome pra essa bicharada toda.

– É pra já.

E Adão começou. Os bichos iam desfilando na frente dele e ele ia lascando: “esse tem cara de Elefante”; “esse outro parece uma Raposa”; “você tem cara de Gorila”; “olha aquele ali, coitadinho, que esquisito; vai se chamar Ornitorrinco”…

“Pato”; “Marreco”; “Onça” e a coisa ia assim por diante, até que um quadrúpede peludo parou diante de Adão, sacudiu as orelhas, abanou o rabo, latiu, sentou, coçou as pulgas, virou a cabeça de lado e ficou ali, olhando para ele, a língua pendurada caindo da boca. “Que bicho engraçado”, disse o Primeiro Homem; o animal latiu em resposta. “Taí, gostei de você, bicho. Vai se chamar Cão.”

Quando Adão acabou de nomear os animais, todos foram saindo, indo embora, cada um para a sua respectiva toca, ninho, caverna, etc. Adão, que àquela altura já estava morrendo de fome, se levantou e foi caminhando em direção ao aconchego do lar.

Quando ele chegou, Eva perguntou, surpresa:

– Ué! Que bicho é esse que você trouxe para casa?

– Bicho? Qual bicho?

– Esse quadrúpede peludo aí, que está atrás de você sacudindo as orelhas, abanando o rabo, latindo, coçando as pulgas, a língua pendurada caindo da boca e virando a cabeça de lado como se estivesse tentando entender o que a gente está conversando…

– Ah, esse aí? Esse aí é o Cão.

– E por que é que você trouxe esse bicho para casa?

– Eu?! Eu não trouxe ele não. Ele que me seguiu…

– E o que é que você pretende fazer com ele?

– Eu? Sei lá! Deixa ele aí; daqui a pouco ele vai embora…

– Sei…

E foi assim que começou a relação entre o Homem e o Cão, e ainda bem que não foi nem a Girafa nem o Elefante que seguiram o Homem naquele dia.

Milênios depois, daria um trabalhão danado criar girafas ou elefantes dentro dos apertados apartamentos modernos.

LIVRO NOVO – PRÉ-LANÇAMENTO

Por Paulo Marreco:

PENA

Caríssimos,

Escrever -e, mais ainda, publicar!- um livro no Brasil é um desafio hercúleo. AS dificuldades são tantas que é preciso ser meio doido, meio Dom Quixote para encarar o desafio.

Mas estamos aí nessa luta, e eu adoro isso!

Acabo de finalizar meu novo livro, VIDA VIRADA DO AVESSO.

Trata-se das aventuras de Ana Beatriz e sua turma, a GALERA DO FAROL.

Ana Beatriz é uma adolescente de 15 anos.

Aninha, para os amigos.

Ninica, para a Tia Lelê.

Uma garota normal, como quase todas as garotas de sua idade: estuda, joga bola, sai com os amigos. E briga com a balança. E implica com Valentina, sua irmãzinha mais nova. Aninha vive de dieta.

Sim, uma garota absolutamente normal, até que um acontecimento fundamental transforma sua vida; a partir daí, surgem novos conflitos: familiares, com os amigos…

A partir daí, sua perspectiva de vida se transforma, e todos os temas da vida passam a ser vistos sob uma ótica totalmente diferente.

Para escrever este livro, me baseei na minha sobrinha e nas minhas próprias experiências e dilemas, vividos ao longo de mais de 30 anos dentro do ambiente evangélico

VIDA VIRADA DO AVESSO é um livro voltado para adolescentes e jovens cristãos e aborda com leveza e humor as questões fundamentais que afligem qualquer jovem em qualquer lugar: relacionamento familiar, amizade, namoro, gravidez precoce…

Um livro que nasceu de uma conversa com um pai de adolescentes que sente a necessidade de obras específicas para este público; provavelmente será a primeira obra deste estilo lançada no Brasil.

E, modéstia às favas, o livro ficou bem bacana.

Aninha já leu e adorou!

Estamos em fase de pré-vendas; para viabilizar a impressão, cada exemplar sairá ao preço de apenas R$ 30,00 (trinta reais).

Caso tenha interesse em adquirir o livro, por favor, mande um e-mail para mim (paulomarreco@gmail.com); só assim poderemos saber se será possível a impressão da obra.

Conto com você!