Os livros preferidos das celebridades

O portal Bol publicou uma interessante lista revelando o livro preferido de algumas celebridades.

Dessa lista, tiro uma boa notícia, uma má notícia, uma conclusão e um fato:

A boa notícia:

Celebridades gostam de ler.

A má notícia:

O gosto de algumas delas é pra lá de duvidoso.

A conclusão:

Deixa estar.

É melhor ler um livro ruim do que não ler livro nenhum.

E o fato:

Desconheço totalmente algumas destas celebridades…

À lista!

 

1 – O Alquimista, de Paulo Coelho, é o livro preferido do ator Will Smith e da cantora Madonna. Gosto e nariz, cada um tem o seu…

ALQUIMISTA

2 – Memórias póstumas de Brás Cubas, do grande e brasileiríssimo Machado de Assis, quem diria, é um dos livros favoritos do cineasta Woody Allen: “Eu recebi pelos correios. Alguém que eu não conhecia me mandou e escreveu ‘Você vai gostar disso’. Eu li porque não é um livro grande. Se fosse maior, eu teria descartado. Mas fiquei chocado com como ele era charmoso e divertido. Não acreditava que ele tivesse vivido numa época tão distante. Você pensaria que foi escrito ontem. É tão moderno e prazeroso. É uma obra muito, muito original. O livro me despertou alguma coisa, da mesma forma que aconteceu com ‘O Apanhador no Campo de Centeio’ [de J. D. Salinger]. Era um assunto de que eu gostava e que foi tratado com muita inteligência, uma originalidade tremenda e nenhum sentimentalismo”, revelou Allen ao jornal “The Guardian”.

Aí, heim, Machadão! Está com tudo e não está prosa!

MACHADO

3 – Dom Casmurro, Machado de Assis. Como era de se esperar, o escritor brasileiro é referência para outras celebridades, como o músico e ator Marcelo Mello Jr. (Marcelo quem?!). Vá lá, eu não conheço o cara, mas só por gostar de Machado ele merece algum crédito…

DOM

4 – O Apanhador no Campo de Centeio, J.D. Salinger. E, por falar em Salinger, não poderia faltar uma celebridade fã do seu renomado livro. No caso, ninguém menos que Bill Gates: “Meus filhos terão computadores, sim, mas antes terão livros. Sem livros, sem leitura, os nossos filhos serão incapazes de escrever – inclusive a sua própria história”, disse Gates. O apanhador no campo de centeio é o seu livro favorito.

CATCHER

5 – O Caçador de Pipas, Khaled Hosseini. A atriz Grazi Massafera é fã da “comovente história de dois amigos de infância vivendo no Afeganistão da década de 1970”. Pessoalmente, do autor, prefiro Cidade do Sol; mas Grazi parece ter bom gosto para livros…

CAÇADOR

6 – O livro preferido da cantora Lady Gaga é Cartas a um Jovem Poeta, escrito entre 1903 e 1908 por Rainer Maria Rilke respondendo ao jovem aprendiz Franz Kappus sobre questionamentos a respeito da escrita. Três anos após a morte de Rilke, Kappus publicou o livro, por considerar muito importantes as lições de vida que aprendeu com o mestre.

CARTAS

7 – Daniel Radcliffe, o Harry Potter do cinema, tem como livro de cabeceira o curioso O Mestre e Margarida, do russo Mikhail Bulgakov. A obra, considerada um dos cem melhores livros (assim como O apanhador…) já escritos, que conta a história da chegada do diabo e sua comitiva na Moscou comunista de 1930.

O MESTRE E MARGARIDA

8 – Já a autora de Harry Potter, J.K. Rowling, tem como livro favorito Emma, de Jane Austen.

EMMA

9 – E, já que estamos falando do simpático bruxinho Harry Potter, de J.K. Rowling, um dos muitos fãs da saga é o cantor brasileiro Luan Santana. Nem digo mais nada…

HARRY POT

10 – Voltando a Jane Austen, Orgulho e Preconceito, que também figura no rol dos cem melhores livros, é o favorito da bela Keira Knightley, que, inclusive, interpretou a protagonista do livro, Elizabeth Bennet, na ótima adaptação da obra para o cinema. A Letícia Marreco não se cansa de assistir!

ORGULHO E PRE

11 – Já outra atriz famosa (e vencedora do Oscar por sua atuação em Cisne Negro), Natalie Portman tem como livro favorito O Diário de Anne Frank.

DIÁRIO

12 – Outra atriz, outro Oscar, outro livro: Anne Hathaway é fã de O Jardim Secreto, da inglesa Frances Hodgson Burnett.

JARDIM

13 – Mais uma atriz, mais um Oscar (curiosamente, recebido por um filme em que interpreta a atormentada escritora Virginia Woolf), mais um livro: Nicole Kidman ama As Crônicas de Nárnia, escritas por C.S. Lewis.

NARNIA

 

14 – A obra favorita da apresentadora Oprah Winfrey é O Sol é Para Todos, de Harper Lee. O livro fala sobre tolerância, justiça e racismo, na década de 1930, nos EUA, do ponto de vista de uma criança. Pessoalmente, prefiro a abordagem de Faulkner sobre o tema. Mas também é uma boa pedida. Ah! O Sol é Para Todos também é o preferido do ator Alec Baldwin.

O SOL

15 – Já o Tom Hanks tem como livro preferido A Sangue Frio, de Truman Capote: o livro narra a investigação do autor sobre o assassinato da família Clutter em 1959 nos Estados Unidos. Capote foi um dos pioneiros no jornalismo literário e, após passar um ano na região, entrevistando pessoas a respeito do acontecido e averiguando as circunstâncias dos crimes, escreveu o perturbador “A Sangue Frio”.

A SANGUE FRIO

16 –  Esse vale pela curiosidade: O livro preferido da atriz Fiorella Mattheis é A Montanha e o Rio, escrito por Da Chen;  a obra conta a história de dois irmãos, inimigos tanto na vida pessoal, por terem se apaixonado pela mesma mulher, quanto na vida política, em uma China do final do século 20. De onde essa garota saiu com esse livro?

MONTANHA

 

17 – Este livro é um clássico”, falou a atriz Giovanna Antonelli ao se referir a seu livro favorito, Gaivota, do russo Anton Tchekhov. O livro é reconhecido como um dos pilares da dramaturgia moderna.

GAIVOTA

18 – A Menina Sem Estrela, de Nelson Rodrigues, é o preferido da atriz Vanessa Garbelli: “Adoro este livro porque ele traz um Nelson Rodrigues diferente do que se percebe nas peças. Mostra uma fragilidade que é comovente” .

NELSON RO

19 – Cem Anos de Solidão, de Gabriel García Marquez, é o livro de cabeceira do ator Leonardo Medeiros: “Esse romance me lançou a um mundo de fantasia sem limites até então desconhecido pra mim”. Finalmente alguém se lembrou do velho Gabo!

CEM ANOS

20 – O Lobo da Estepe, de Herman Hesse, mudou a vida do saudoso Cazuza…

LOBO

21 – 1984, de George Orwell, autor de “A Revolução dos Bichos” é o preferido do ator Mel Gibson. A distopia, publicada em 1949, narra a história de Winston, que vive em uma sociedade completamente dominada pelo Estado.

1984

E aí, o que achou da lista?

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FRAGMENTOS

Li muito pra Jim sobre reis, duques, condes e gente desse tipo, e como eles se vestiam com roupas brilhantes, e como afetavam grande estilo, e chamavam uns aos outros de vossa majestade, vossa graça, vossa senhoria e coisa e tal, em vez de falar senhor, e os olhos de Jim saltaram pra fora, ele tava interessado. Disse:

– Num sabia que tinha tantos assim. Nunca ouvi falá de ninhum deles, quase ninhum, só do veio Rei Salumão, a num sê que ocê também conta os rei que tem no baraio de carta. Quanto ganha um rei?

– Ganha? – digo eu. – Ora, querendo eles ganham mil dólares por mês. Eles podem ganhar o que quiserem, tudo pertence a eles.

– Num é pândega? E o que é que eles têm que fazê, Huck?

– Eles não fazem nada! Ora, que jeito de falar. Eles só andam por aí.

– Não… mesmo?

– É claro. Só andam por aí. Menos talvez quando tem uma guerra, então eles vão pra guerra. Mas no resto do tempo eles só ficam à toa, ou vão caçar falcões e pass… ssshhh!… ouviu um barulho? A gente saltou pra fora e olhou, mas não tinha nada a não ser o agito da roda de um vapor, que bem de longe vinha descendo ao redor do cabo. Então a gente voltou.

– Sim – digo eu – e no resto do tempo, quando as coisas tão paradas, eles fazem um estardalhaço com o parlamento, e se todo mundo não faz exatamente o que eles querem, mandam cortar a cabeça de todo mundo. Mas a maior parte do tempo eles passam no harém.

– Onde?

– No harém.

– O que é o harém?

– O lugar onde eles guardam as suas mulheres. Ocê não sabe sobre o harém? Salomão tinha um, ele tinha quase um milhão de mulheres.

– Ora, sim, é assim… Eu… eu tinha esquecido. Um harém é uma pensão, acho. Quase certo que eles faz algazarra no quarto das criança. E acho que as muié brigam muito e que isso aumenta o barulho. Mas eles diz que Salumão era o hômi mais sábio que já viveu. Num credito não. Por causa do seguinte: um hômi sábio ia querê vivê num vozerio desses o tempo todo? Não… num ia querê mesmo. Um hômi sábio ia armá barulho e tumulto, e então ele ia podê acabá com a algazarra quano queria descansá.

– Bem, mas ele foi o mais sábio, porque foi a própria viúva quem me disse.

– Num me importa o que a viúva disse, ele num foi um hômi sábio, não. Ele tinha as maneira mais estranha que eu já vi. Ocê sabe daquele menino que ele ia cortá em dois?

– Sim, a viúva me contou tudo sobre isso.

– Bem, então! Essa num foi a ideia mais esquisita do mundo? Pensa um minuto. Aí tá um cepo, aí… é uma das muié; aqui tá ocê… fica seno a outra; eu é o Salumão; e essa nota de um dólar aqui é o menino. As duas qué o menino. O que que eu faço? Saio a procurá entre os vizinho e descubro qual de ocês é a dona da nota, e entrego a nota pra dona certa, tudo são e salvo, tudo o que ia fazê quarqué um com valentia? Não… eu pego e rasgo a nota em dois pedaço, e dô uma metade procê, e a outra metade pra outra muié. É isso o que o Salumão ia fazê com o menino. Agora pergunto procê: que adianta metade de uma nota? Num dá pra comprá nada com ela. E que adianta metade de um menino? Eu num ia dá a menó bola nem prum milhão deles.

– Mas ora, Jim, ocê não entendeu a ideia… dane-se, ocê errou o alvo por uns mil quilômetros.

– Quem? Eu? Ora, vá. Num fala pra mim das tua ideia. Acho que eu enteno o sentido quano eu vejo sentido, e num tem sentido em fazê uma coisa dessa. A briga num era sobre metade de um menino, a briga era sobre um menino inteiro. E o hômi que pensa que pode resolvê uma briga sobre um menino intero cum a metade de um menino num sabe o bastante nem pra num se molhá na chuva. Num me fale desse Salumão, Huck. Conheço ele de trás pra diante.

– Mas tô dizendo que ocê não entendeu a ideia.

– Que se dane a ideia! Acho que sei o que sei. E olha aqui, a ideia de verdade vai mais longe… mais profundo. Tá no modo como Salumão foi criado. Ocê pega um hômi que só tem um ou dois fio, esse hômi vai esbanjá os fio? Não, num vai, num tem como. Ele sabe como dá valô a eles. Mas ocê pega um hômi que tem uns cinco milhão de fio correno pela casa, aí é diferente. Ele vai cortá um menino em dois assim como corta um gato. Tem muitos fio mais. Um fio ou dois, mais o menos, num importa pro Salumão, que se dane! Nunca vi um negro assim. Se ele metia uma ideia na cabeça, não tinha como arrancar fora. Era o negro mais crítico de Salomão que já vi. Então continuei a falar sobre outros reis, e deixei Salomão pra lá. Contei sobre Luís XVI, que teve a cabeça cortada na França muito tempo atrás, e sobre o menino dele, o delfim, que ia ser rei, mas eles pegaram e prenderam ele na cadeia, e uns dizem que ele morreu na prisão.

– Pobre menino.

– Mas uns dizem que ele saiu, fugiu e veio pra América.

– Inda bem! Mas ele vai se senti muito sozinho… num tem rei ninhum por aqui, né, Huck?

– Não.

– Então ele num vai tê uma profissão. O que é que ele vai fazê?

– Ah, não sei. Uns deles vão pra polícia, e uns ensinam as pessoas a falar francês.

– Ora, Huck, os francês num falam assim como a gente?

– Não, Jim, ocê não ia compreender nem uma palavra do que eles dizem… nem uma única palavra.

– Ora, c’o diabo! Como é que isso acontece?

– Não sei, mas é assim. Peguei um pouco da parolagem deles num livro. E se um homem viesse falar com ocê e dissesse Pallê-vu-francé – o que ocê ia achar?

– Num ia achá nada, eu pegava e rebentava a cabeça dele. Qué dizê, se ele num fosse branco. Eu num ia deixá ninhum preto me chamá assim.

– Balela, não tá te chamando de nada. Tá só perguntando se ocê sabe falar francês.

– Então por que num fala isso?

– Ora, ele tá falando isso. É o jeito do francês falar isso.

– É um jeito danado de ridículo, e num quero ouvi mais sobre isso. Num faz sentido. – Olha aqui, Jim: um gato fala como a gente fala?

– Não, um gato não.

– E uma vaca?

– Não, uma vaca também não.

– Um gato fala como uma vaca, ou uma vaca como um gato?

– Não, num fala.

– É natural e correto eles falarem diferente um do outro, não?

– É craro.

– E não é natural e correto um gato e uma vaca falarem diferente de nós?

– Ora, craro que é.

– Bem, então, por que não é natural e correto um francês falar diferente de nós? Agora me responde isso.

– Um gato é um hômi, Huck?

– Não.

– Então, num faz sentido um gato falá como um hômi. Uma vaca é um hômi? E uma vaca é um gato?

– Não, nenhum dos dois.

– Então, ela num tinha por que falá como um ou como o outro. O francês é um hômi? – Sim.

– Então! Macacos me morde, por que ele num fala como um hômi? Me responde isso.

Vi que não adiantava gastar palavras… não dá pra ensinar um negro a argumentar. Então desisti.

As aventuras de Huckleberry Fin, Mark Twain

HUCK FINN

FRAGMENTOS

eca

E nem sei se depois adormeci – porque os meus pés, a que não sentia nem o pisar nem o rumor, como se um vento brando me levasse, continuaram a tropeças em livros no corredor apagado, depois na areia do jardim que o luar branquejava, depois na Avenida dos Campos Elísios, povoada e ruidosa como numa festa cívica. E, ó portento! Todas as casas aos lados eram construídas com livros. Nos ramos dos castanheiros ramalhavam folhas de livros. E os homens, as finas damas, vestidos de papel impresso, com títulos nos dorsos, mostravam em vez de rosto um livro aberto, a que a brisa lenta virava docemente as folhas. Ao fundo, na Praça da Concórdia, avistei uma escarpada montanha de livros, a que tentei trepar, arquejante, ora enterrando a perna em flácidas camadas de versos, ora batendo contra a lombada, dura como calhau, de tomos de Exegese e Crítica. A tão vastas alturas subi, para além da terra, para além das nuvens, que me encontrei, maravilhado, entre os astros. Eles rolavam serenamente, enormes e mudos, recobertos pôr espessas crostas de livros, de onde surdia, aqui e além, pôr alguma fenda, entre dois volumes mal juntos, um raiozinho de luz sufocada e ansiada. E assim ascendi ao Paraíso. Decerto era o paraíso – porque com meus olhos de mortal argila avistei o Ancião da Eternidade, aquele que não tem Manhã nem Tarde. Numa claridade que dele irradiava mais clara que todas as claridades, entre fundas estantes de ouro abarrotadas de códices, sentado em vetustíssimos fólios, com os flocos das infinitas barbas espalhados pôr sobre resmas de folhetos, brochuras, gazetas e catálogos – o Altíssimo lia. A fronte super-divina que concebera o Mundo pousava sobre a mão superforte que o Mundo criara – e o Criador lia e sorria. Ousei, arrepiado de sagrado horror, espreitar pôr cima do seu ombro coruscante. O livro era brochado, de três francos… O Eterno lia Voltaire, numa edição barata, e sorria.

Eça de Queirós, A Cidade e as Serras

 

FRAGMENTOS

Capa do livro. E, que livro!

Capa do livro. E, que livro!

“Subindo a alameda cheia de curvas do cemitério de Saitn Agnes na caçamba do velho caminhão desconjuntado, Francis Phelan percebeu que os mortos, mais que os vivos, organizavam-se em territórios. O caminhão viu-se repentinamente cercado de extensões de monumentos e cenotáfios de desenho semelhante e proporções majestosas, todos guardando os mortos privilegiados. Mas seguiu em frente, e os limites do mero privilégio ficaram visíveis, pois agora vinham os vários hectares da morte de real prestígio: homens e mulheres ilustres, comandantes da vida despojados de seus diamantes, das suas peles, das suas carruagens e limusines, mas sepultados com pompa e glória, encerrados sob as abóbadas de grandes túmulos que lembravam caixas-fortes celestiais, ou partes da Acrópole. E, ah, sim, aqui também, inevitavelmente, em seguida vinha a enchente das massas, fileiras e mais fileiras de gente comum encimadas por lápides simples ou cruzes mais simples ainda. E aquele era o território dos Phelan.”

Ironweed, William Kennedy

CRISE É IGUAL A OPORTUNIDADE

Por eu mesmo:

Segundo os mais badalados e bem pagos gurus de autoajuda, em algum dos incontáveis idiomas chineses, o mesmo ideograma utilizado para “crise” serve também para “oportunidade”.
Bem, que o país está em crise, e das brabas, só os fanáticos e ingênuos ESTANTEfundamentalistas da seita lulopetista não enxergam: inflação fora de controle, juros nos píncaros, empresas aos montes fechando as portas, montadoras dando férias coletivas, crescimento pífio do PIB, recessão… escolha aí os seus sinais. Sem falar na boa e velha corrupção -que, obviamente, não foi inventada pelo PT. Nem, como dizem alguns, aprimorada pelo partido. O PT é tão ruim que não seria capaz de aprimorar nem a roubalheira: tanto que, em poucos anos, vários deles foram pegos com a boca na botija e condenados. A incompetência e a desonestidade (sim, desonestidade: as pedaladas fiscais e as irregularidades nas contas do Governo apontadas pelo TCU não nos deixam mentir nem exagerar) de Lulla e Dilma fizeram um estrago de proporções cataclísmicas. Como bem disse Marcelo Madureira, o país levará décadas para se recuperar; quanto mais cedo apearmos essa malta do poder, mais cedo daremos início ao doloroso processo…

Mas, efetivamente, em 2015, estou aproveitando algumas oportunidades preciosas. Infelizmente, a oportunidade para mim é a crise para as… editoras e livrarias.

Isso mesmo: neste ano, não se passou uma semana sequer na qual eu tenha deixado de receber ao menos um e-mail com apetitosas promoções de livros. Benditas livrarias que semeiam livros, livros a mancheia, diria Castro Alves…

Já comprei desde Jenifer Egan (Olhe para mim) a 4,90 até William Faulkner(Sartoris) a 10 reais, passando por William Kennedy (Ironweed) pelos mesmos 10 reais e voltando a Faulkner (Palmeiras Selvagens) a 25 reais.

Graças à crise, minha biblioteca aumentou consideravelmente este ano…

FRAGMENTOS

De Jorge Luis Borges:

“Dos diversos instrumentos do homem, o mais assombroso, sem dúvida, é o livro. Os demais são extensões de seu corpo. O microscópio, o telescópio, são extensões de sua vista; o telefone é extensão da voz; depois temos o arado e a espada, extensões de seu braço. Mas o livro é outra coisa: o livro é uma extensão da memória e da imaginação.”

borges