Todo mundo tem algo a doar: participe do #DiaDeDoar!

Publicado por Suzana Camargo no Planeta Sustentável:

doação

D-O-A-R. Quatro letras. Palavra pequena, mas com imenso significado. Talvez um dos mais bonitos e complexos termos da língua portuguesa e de tantos outros idiomas. Doar vai muito além de dar. É verbo que compreende mais do que um sujeito. Quem doa, doa a alguém ou a muitos. E para fazê-lo necessita de desprendimento, generosidade e compromisso.

Para celebrar a beleza deste conceito e promover a cultura da doação em nossas sociedades, vários países, organizações e empresas do mundo inteiro realizarão uma grande campanha no dia2 de dezembro. A proposta é simples: conclamar companhias, indivíduos, famílias, mídia e organizações não-governamentais (ONGs) a doar.

O movimento internacional #GivingTuesday existe desde 2012, nos Estados Unidos, como resultado de uma parceria entre a organização nova-iorquina 92Y e a Fundação das Nações Unidas. É o contraponto a Black Friday e a Cyber Monday, promoções do comércio para aumentar o consumo e as vendas nas lojas virtuais no final do ano, quando se aproxima a comemoração do Natal.

Rapidamente, ganhou forte adesão internacional e, hoje, reúne mais de 10 mil parceiros em países como Nova Zelândia, Canadá, Israel, Austrália, México, Singapura e Reino Unido, onde são promovidas atividades para estimular o ato de doar. A intenção é que o movimento dissemine ações inteligentes, que possam ser replicadas e gerem impacto de grande escala nas populações mais carentes.

No Brasil, o movimento – Dia de Doar – foi organizado pela primeira vez em 2013 pelo Instituto Doar, que faz parte de uma coalização de entidades – entre elas, a Acorde e a Arredondar – e indivíduos que se uniram para promover a solidariedade no país a partir do estímulo à doação, oMovimento por uma Cultura de Doação. Em 2014, terá, pela primeira vez, o apoio do movimento internacional #GivingTuesday.

O Planeta Sustentável já está engajado nesta campanha, começando por este post e também pelo encontro que será realizado na sede da Editora Abril no dia 28 próximo (acompanhe o Facebook e o Twitter para saber mais). E você?

Lembre-se: para doar não é necessário muito. Mas deve envolver sentimento. Tem que ser de coração. Doar é compartilhar com o outro. Pode ser um objeto, um valor. Todavia, pode ser muito mais. Doar tempo, sangue, medula, carinho, conhecimento, trabalho voluntário, atenção… É um ato que tem em seu interior a vontade de mudar a vida do próximo.

Todo mundo tem o que doar. Isso é fato. Que tal começar doando um pouco do seu tempo para divulgar a hashtag #DiaDeDoar nas redes sociais? Você verá que esta ação faz  bem para todos: quem doa e quem recebe. Um universo está aberto para novas mudanças e elas podem começar com apenas quatro letras: D-O-A-R.

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Sobre tudo o que conquistei

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Por Mario Freitas, fundador da Missão MAIS:

Uma amiga russa me contou uma história curiosa certa vez. Ela e o esposo tinham suas bicicletas, que ficavam sempre encostadas à entrada do prédio onde viviam, na periferia de Moscou. O local era seguro, portanto não precisavam prender as bicicletas com grades. Um dia, pronta para sair de c…asa, ela percebeu que sua bicicleta não estava no local.
Imediatamente, atravessou a rua e perguntou a uns meninos que brincavam no parque se eles tinham visto sua bicicleta. Responderam que sim: “O fulano pegou; ele mora a duas quadras daqui”. Tratava-se de um outro jovenzinho.
Minha amiga e seu esposo foram atrás, já que o suposto “meliante” era simplesmente um adolescente que costumava brincar pelas redondezas, e que tinha família. Não demoraram para encontrá-lo em pé, em frente à sua casa, com seus pais, agarrado à bicicleta.
“Eu vim em missão de paz, mas queria minha bicicleta de volta” – afirmou minha amiga.
“Eu vi que vocês tem duas. Eu não tenho nenhuma. Não é justo. Resolvi pegar uma” – o adolescente replicou.
Logo, os pais interviram, e ordenaram que ele devolvesse a bicicleta. Minha amiga pegou e saiu, com um sorriso constrangido, mas voltou triste.
A verdade é que, por muito tempo, a Rússia esteve sob intervenção comunista. Portanto, as coisas de fato eram comuns às pessoas, e o sentimento de posse não era sequer permitido pelo governo. Resumindo, se alguém tinha duas casas, essas eram entregues ao governo e distribuídas entre duas famílias. Embora o pensamento do jovem fosse equivocado, essa história toda me leva a questionar meu sentimento de posse.
O que eu tenho é de fato meu? Meu carro, minha TV, o que eu comprei, o que já conquistei… De quem é? Acho que, na verdade, fica mais fácil ceder e conceder quando percebo que nada possuo. Repartir passaria a não mais ser um ato heroicamente cometido por alguns filantropos, mas um modus vivendi compartilhado pela igreja de Cristo. Investir no pobre passaria a ser investir em mim mesmo. Como a primeira igreja, em que ninguém considerava exclusivamente sua nenhuma posse (Atos 4:32). Sem adesão a qualquer sombra de comunismo, mas sob a possibilidade de vivermos o evangelho por Cristo e para o outro. Assim seja.